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Publicado em 13/05/2021 17h18.

Vereador diz que leite era distribuído a eleitores em casa de material de construção durante a campanha

O vereador citou gravações de áudios e vídeos, bem como fotografias e matérias de denúncias que foram publicadas pela imprensa naquele período.
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Vereador diz que leite era distribuído a eleitores em casa de material de construção durante a campanha
Foto: Paulo José/Acorda Cidade

Laiane Cruz e Andrea Trindade

O vereador Paulão do Caldeirão (PSC) foi o primeiro convocado a depor na Câmara de Vereadores de Feira de Santana sobre as investigações da CPI das Cestas Básicas. Em seu depoimento, na tarde desta quinta-feira (13), o político fez uma série de denúncias acerca da compra e distribuição de alimentos durante o período eleitoral em 2020 pela administração municipal.

O vereador citou gravações de áudios e vídeos, bem como fotografias e matérias de denúncias que foram publicadas pela imprensa naquele período e disse que essas seriam provas de que houve compra de votos durante a campanha do prefeito Colbert Martins.

“Chegou o momento que não deu mais para segurar. As evidências são claras e dentro desse envelope nós temos um CD e algumas publicações que as cestas básicas foram realizadas em tempo recorde pela Secretaria de Desenvolvimento Social, uma semana antes das eleições de primeiro turno, o investido na licitação foi superior a R$ 1,5 milhões”, afirmou.

De acordo com Paulão, outras publicações em jornal de circulação local afirmam ainda que as cestas não foram entregues no almoxarifado central da prefeitura de Feira. Disse ainda que pacotes de leite estavam sendo distribuídos em uma casa material de construção da cidade por um cabo eleitoral da prefeitura, somente para pessoas que votassem em um determinado partido político.

“O leite era entregue na Associação de Moradores do Conjunto Feira IX, à presidente de prenome Michele, foi tirado dela e estava sendo entregue na casa de material de construção, como consta no CD, e no próprio papel da casa tem uma foto de um político que eu não sei o nome, sei que era funcionário. Essa pessoa na época ocupava cargo na Sedeso, não sei se ocupa mais”, declarou o vereador Paulão.

Fotos supostamente montadas  

O vereador da bancada governista Pedro Américo ressaltou que o vereador Paulão não apresentou provas novas sobre a denúncia, e que o mesmo apresentou fotos, supostamente montadas.

“Ele apresentou apenas matérias de jornais, vídeos que circulam na internet, de pessoas nas associações com alguma cesta básica. Não foi apresentado nenhum elemento de prova diferente daqueles, inclusive, que o PT apresentou e teve o recurso negado da primeira vez que foi apresentado na Justiça Eleitoral. Não caberia abrir uma CPI, mobilizar a cidade, para se fazer isso. Além dos vídeos e das matérias, o vereador apresentou algumas fotos que claramente são montagem, com algumas cestas no fundo. Foto de um candidato a vereador ou apoiador, uma montagem com uma cesta básica atrás. A gente pediu à Comissão que a gente tivesse uma garantia de que essas fotos seriam enviadas para uma perícia. Porque antes de se fazer uma denúncia você tem que saber se aquilo que está no CD é verdadeiro ou não. Quem vê isso é a perícia da Polícia Civil, pedimos que fosse enviado, mas infelizmente foi negado. O tempo gasto pela Câmara de Vereadores para se fazer essa CPI foi de fato inócuo, o que é ruim para toda a cidade. Gera um clima de suspeição, não se apresenta nenhuma prova, fica no discurso e gera palanque político”, disse.

Provas serão analisadas

O vereador Emerson Minho ressaltou que a CPI iniciou um pouco conturbada e foi preciso agir com rispidez, e em seguida a sessão ocorreu de maneira mais tranquila. Ele disse também que as provas apresentadas pelo vereador Paulão ainda não foram vistas pela comissão, e que o ex-secretário de Desenvolvimento Social e agora secretário de Agricultura, Pablo Roberto, será o próximo a ser ouvido.

“Vamos nos reunir na segunda-feira para ver o CD e olhar as provas que ele trouxe. E a partir daí começar a tecer nossas estratégias para as oitivas. O próximo a ser requerido por essa casa será o secretário Pablo Roberto, que agora é secretário da Agricultura, para esclarecer algumas perguntas da comissão. Vamos sentar e reformular [essas perguntas]. Todos nós recebemos uma prova e a comissão tem que analisar para saber se é pertinente ou não. Não poderíamos, simplesmente sem ter visto, torná-las públicas”, informou o vereador ao Acorda Cidade.

O vereador oposicionista Sílvio Dias disse que será questionado a Pablo Roberto como os alimentos foram adquiridos, e que já tem nomes de associações e pessoas envolvidas na distribuição das cestas.

“já se encontra indícios que levarão às novas oitivas. Por exemplo, foi trazido aqui que essas mercadorias que foram distribuídas em cestas básicas partiram da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social. O próximo passo é convocar o ex-secretário para que a gente saiba como essas cestas foram compradas, quais os recursos que foram utilizados, quem recebeu, quais são os critérios de distribuição, se a própria secretária fez e se a distribuição ocorreu através de associações. Há elementos suficientes para que a gente possa iniciar de forma mais objetiva as investigações. Alguns nomes também foram trazidos aqui, inclusive nomes de associações. Temos indícios que foram trazidos pelo vereador Paulão, de vídeos, de áudios. O que precisava era um start e esse start aconteceu com a denúncia do vereador Paulão, e de agora em diante a gente faz a investigação. Já tem nomes, inclusive, de funcionários que participaram dessa entrega, dessa distribuição, e já existem nomes de pessoas que receberam essas cestas”, informou Sílvio Dias.

 

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