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Publicado em 22/04/2021 15h01.

Mães e pais de alunos realizam carreata no centro da cidade pedindo retorno das aulas presenciais em Feira de Santana

Segundo Thaís Juliany, o objetivo da manifestação é pedir de forma pacífica e organizada que as crianças retornem às aulas presenciais, porém de forma opcional.
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Mães e pais de alunos realizam carreata no centro da cidade pedindo retorno das aulas presenciais em Feira de Santana
Foto: Ed Santos/Acorda Cidade | Grupo pede retorno das aulas presenciais em Feira de Santana

Laiane Cruz

Mães e pais de estudantes das redes particular e pública de Feira de Santana realizaram uma carreata na manhã desta quinta-feira (22), em favor do retorno das aulas presenciais nas escolas do município. O grupo partiu da Avenida Nóide Cerqueira em direção à prefeitura municipal.

De acordo com a enfermeira Thaís Juliany Caldas, que tem duas filhas, uma de 6 e outra de 10, matriculadas, já são 400 dias sem aulas presenciais, e diante dessa situação as crianças estão ficando doentes em frente ao computador e sentem falta das aulas na escola.

Foto: Ed Santos/ Acorda Cidade

“Elas têm crises de ansiedade, desmotivação pelos estudos. O grau da minha filha duplicou, pois ela usa óculos, e duplicou por conta do excesso de tela. A irritabilidade é evidente, elas estão extremamente estressadas pela falta do convívio social, pela falta da escola, sentem muita falta e pedem para voltar à escola. A gente como mãe fica angustiada, porque entende a importância da educação, mas a gente vê também o quanto faz falta pra elas no dia a dia, e a gente se sente impotente diante dessa situação”, relatou a mãe.

Segundo Thaís Juliany, o objetivo da manifestação é pedir de forma pacífica e organizada que as crianças retornem às aulas presenciais, porém de forma opcional.

“A gente não quer impor que seja obrigatório, a gente quer sugerir que seja de forma facultativa, que os pais tenham o poder de escolher se querem que as crianças estejam na sala de aula ou no ensino remoto. Eu acredito que as escolas, principalmente as particulares, já se prepararam pra esse retorno desde o ano passado. Eu acredito que é seguro e é possível adotar medidas sanitárias, medidas de controle e prevenção, que é possível reduzir o número de alunos em sala de aula. Há inúmeras estratégias que podem ser adotadas.”

Ainda conforme a enfermeira, já se tem comprovado que as crianças têm um risco menor de adoecer pela Covid-19, e que a incidência de agravamento e óbitos de crianças com a doença é mínima.

“Então eu acredito que não justifica privar apenas a criança dos seus direitos básicos. Já é comprovado que as crianças não são vetores de transmissão, já tem estudos em comunidades, feitos em favelas, que mostram que quando as crianças adoecem são pelos adultos. A sociedade brasileira de pediatria está a favor do retorno das aulas, em muitos estados voltaram. Não é possível que a gente fique mais dias com essa privação, privados de um direito que é básico, e infelizmente os reflexos disso a gente vai ver a longo prazo, e alguns vão ser irreversíveis.”

Foto: Ed Santos/ Acorda Cidade

A advogada e empresária Cecília Rolim de Pontes Vieira tem dois filhos no ensino fundamental e disse que o objetivo da carreata é chamar a atenção do poder público para a essencialidade da educação.

“A gente sabe que a pandemia continua, que os números são grandes, que os hospitais estão cheios, mas todas as atividades estão funcionando, menos as escolas de forma presencial. A gente não quer um retorno obrigatório, a gente quer ter direito ao acesso à escola. Porque com as escolas fechadas obrigatoriamente, a gente não pode fazer uma opção. O que a gente quer é poder ter essa opção com as escolas abertas.”

Ela acredita que não há como ter 100% de segurança, porém nenhuma escola teve essa totalidade com outros tipos de doença. “Eu acho que é totalmente possível fazer esse retorno de forma segura, cumprindo todo o protocolo, assim como em lojas e restaurantes. As escolas também podem funcionar com distanciamento, com protocolo e com segurança.”

Na opinião da advogada, o estudo em casa é sempre muito difícil. Ela reconhece que os filhos têm uma condição privilegiada, com acesso à internet, mas pensa nas crianças que não têm a mesma condição.
“Quantas crianças nessa cidade e nesse país estão sem acesso à escola. Essa não é uma luta só pelos meus, é uma luta por todas as crianças, pelo futuro delas em nossa cidade e no estado. A gente precisa realmente que seja dada à educação a atenção que ela merece. Elas têm dificuldade de concentração, ficam na frente do computador por horas a fio e muitas vezes não conseguem entender o que está sendo dito. É muito difícil conseguir manter crianças menores focadas e entendendo a necessidade de ficarem ali paradas. Com os mais velhos é um pouco mais fácil, mas ainda assim a gente encontra dificuldades. E a gente percebe a ansiedade das crianças, transtornos alimentares, crianças que estão em casa engordando, sem conseguir se relacionar com outras pessoas, porque não têm essa condição. A escola não é só um lugar para estudar, mas também para se fazer cidadão, um ser social”, salientou.

Foto: Ed Santos/ Acorda Cidade

Grupo de whatsapp

Cecília Rolim falou ainda sobre a presença de mais de 100 mães de escolas particulares e públicas em um grupo de whatsapp. De acordo com a advogada, nesse grupo são feitas postagens e mobilizações pedindo o retorno das escolas.

“Em Salvador tem um grupo com mais de 9 mil pessoas, e a gente vem encampando essa luta. O projeto de lei, que torna a educação essencial, já foi aprovado na Câmara e essa discussão vai ser levada pra o Senado, e a gente acha que esse é o momento pra gente chamar a atenção pra isso. Fizemos também uma petição eletrônica de apoio da volta às aulas e a gente já recolheu 850 assinaturas pra entregar à prefeitura. Ao final da carreata queríamos entregar essa petição. A gente tentou marcar uma audiência com o prefeito e não consegui, mas a Secretária de Educação, Anaci Paim, vai nos receber na próxima segunda-feira, às 15h. A gente está contando que seja uma conversa produtiva.”

Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade.
 

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