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Publicado em 13/04/2021 11h36.

Com demissões e fechamentos, setor de bares e restaurantes quer diálogo com prefeito

Empresários querem que prefeitura autorize a flexibilização de forma escalonada.
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Com demissões e fechamentos, setor de bares e restaurantes quer diálogo com prefeito
Foto: Ed Santos/Acorda Cidade (Arquivo)

Rachel Pinto

Os empresários do setor de bares e restaurantes Noide Júnior e Hélio Torres participaram, na manhã desta terça-feira (13), do programa Acorda Cidade, no quadro Sala do Povo, apresentaram as dificuldades vividas pelo segmento, preocupações e a necessidade de providências e diálogo junto ao poder público municipal.

Eles alegam que o decreto de lockdown aos finais de semana, que vem sendo prorrogado desde o mês de fevereiro, assim como as demais restrições de horários de funcionamento durante a semana, trazem grandes prejuízos, demissões de funcionários e o fechamento de estabelecimentos.

Ontem, (12), a prefeitura publicou o novo decreto que é válido até o dia 20 e no documento consta o escalonamento de horários para bares de restaurantes até às 19h45. Para os empresários, o ideal seria uma ampliação deste horário de forma gradativa.

Segundo Nóide Júnior, devido as restrições, o setor está deixando de faturar 70%.

Foto: Maylla Nunes/Acorda Cidade | Empresário Noide Cerqueira Júnior

“Nós somos o segundo setor mais prejudicado. O primeiro é o de eventos, que trabalha com som, iluminação, aluguel de mesas e cadeiras. Nosso setor depende muito das vendas noturnas e de finais de semana. Se a gente for fazer em percentual esse tipo de venda, a gente está deixando de faturar 70% do nosso setor. Estamos vendendo 30% e isso não paga conta. O pior é que a gente está demitindo, o sofrimento do negócio é um, mas o pior de todos é o sofrimento de quem trabalha conosco. Os trabalhadores que dependem que a gente venda para que a gente possa permanecer com o emprego dessas pessoas”, disse.

O empresário contou ainda que fechou dois estabelecimentos durante a pandemia. Ele tinha um quadro de 60 funcionários e atualmente este número reduziu para 11.

Segundo dados de uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), em virtude das novas restrições que o país vive desde o mês de fevereiro, com o novo pico da covid-19, 91% dos empresários admitem que terão problemas para pagar os salários dos funcionários no mês de abril.
Ainda segundo a pesquisa, 18 mil estabelecimentos fecharam em todo o país, e houve demissões de 60 mil pessoas.

O empresário Hélio Torres, declarou que também precisou demitir funcionários que já trabalhavam com ele há muitos anos. Dos 15 funcionários que tinha, apenas três continuam trabalhando.
“Temos o sofrimento de ver nossos estabelecimentos impedidos de funcionar e tendo que cumprir com as nossas obrigações, inclusive de impostos e tudo mais. Minha equipe era antiga, não tenho uma rotatividade grande e chegar para 12 pais de família e demiti-los, porque não tenho como mantê-los, dói muito. O delivery não responde a 10% do nossos faturamento e então o movimento do delivery não consegue suprir”, destacou.

Maior flexibilização

A sugestão dos empresários para que o setor de bares e restaurantes possa voltar com o seu melhor fluxo de empregos e lucros, é que Feira de Santana adote uma maior flexibilização dos horários. Na opinião de Noide, é necessário que a prefeitura crie um comitê de crise para discutir as pautas do setor, com integrantes tanto do poder público, como da área privada. Ele salientou que outra ideia é o funcionamento dos estabelecimentos de forma escalonada semanal e que Feira de Santana possa seguir o modelo de Salvador.

“O meu setor de restaurante passa até as 22h, o ideal é até as 23h. 22h já passa apertado porque a pessoa tem que sair 21h30, dá tempo de chegar em casa, dá tempo do funcionário ir para casa também devido as restrições do transporte coletivo. A gente precisa ter pelo menos até as 22h. Pelo menos escalonar a semana e outra questão seria o final de semana. Começaria ao meio dia e autorizaria até as 19h, 20h do sábado e domingo. A gente está vivendo uma situação complicada, eu sei que é difícil administrar isso, mas a gente precisa ter uma sabedoria para não só tomar conta da saúde, mas a gente precisa tomar conta também da economia. Porque a economia vai ter uma consequência em cima da saúde das pessoas também. Queremos que o prefeito ouça o segmento”, ressaltou.

Hélio Torres, relatou ao Acorda Cidade que os representantes do setor de bares e restaurantes estão buscando um contato com o prefeito para debater sobre o assunto, mas está encontrando dificuldades de um contato direto. De acordo com ele, em 2020, houve algumas reuniões, o que levou inclusive a reabertura do segmento em agosto, mas a categoria quer uma nova oportunidade para apresentar e discutir soluções para os problemas.

Foto: Maylla Nunes/Acorda Cidade | Empresário Hélio Torres

“Está difícil chegar diretamente ao prefeito, para mostrar que não estamos aqui para brigar. Todo mundo está passando por restrições, enfim, mas com critério temos como retomar nosso movimento aos poucos, não estamos esquecendo que estamos dentro de uma pandemia, não estamos esquecendo que têm pessoas que morreram, pessoas internadas, mas temos também que lembrar que não somos somente CNPJ, por trás do CNPJ tem o empresário que vive daquilo, têm os empregados que vivem daquilo e estamos praticamente há um ano fechados, quase. Porque ano passado passamos quase cinco meses fechados, depois retornamos, mas com restrições de horários. Funcionamos durante quatro meses com algumas medidas mais brandas, depois em dezembro que é o mês que já estávamos esperando que tivesse um movimento maior, justamente em dezembro começaram a retornar as restrições. Dezembro, janeiro e fevereiro novamente fechamos. Vamos completar praticamente um ano, doze meses com nossas casas fechadas, como é que mantemos qualquer tipo de comércio com um ano fechado e tendo as despesas, tanto as despesas do negócio quanto as pessoais? É muito complicado a nossa situação”, comentou.

O empresário opinou também aos restaurantes e bares que descumprem as medidas sanitárias. Para ele, estes devem ser penalizados e os demais não podem sofrer pela irresponsabilidade de dois ou três. Ele ressaltou que é fundamental que a prefeitura realize fiscalizações mais efetivas.

“Eu recebi a fiscalização três vezes e não foi constatada nenhuma irregularidade. Assim como em todo setor, há os bons e maus e tem que ser punido quem está trabalhando errado. Não é coerente em um momento desse mudar de 19h45 direto para as 23h, por isso que a gente fala do escalonamento semanalmente. Os decretos têm saídos semanalmente, a prefeitura tem os dados da quantidade de casos, se subiu, se baixou. De acordo com isso, utilizando os critérios técnicos pode ir aumentando o nosso horário de funcionamento”, afirmou.

Noide Júnior, relembrou ainda, que durante os quatro meses, de agosto a dezembro, em que os bares e restaurantes foram autorizados a funcionar, não houve o crescimento de casos de covid-19. Ele enfatizou que o setor tem naturalmente proteção sanitária que é exigida pela Vigilância Sanitária e isso também ajuda a impedir a proliferação do vírus.

“Se pegarmos os casos de agosto, setembro, outubro, novembro, houve um decréscimo, depois houve outros eventos que houve a subida, mas não foi uma subida por culpa de bares e restaurantes, isso é notório, é gráfico, é número, é matemática, não tem como mentir. Somos fiscalizados pela Vigilância Sanitária, eles exigem da gente, higiene, manuseio de alimentos e talvez somos o único negócio que todos, 100% tem um lavabo para as pessoas lavarem as mãos com água e sabão. Temos álcool gel, temos mesas higienizadas com álcool a 70%, temos totem de álcool gel na frente da loja, temos a preocupação de medir a temperatura na frente da loja. Temos um aparato, distanciamento de meses. Como Hélio falou tem o bom empresário e o mau empresário, existe o bom comerciante e o mau comerciante, existe o bom funcionário e o mau funcionário, e tudo existe o bom e o mau, é claro que queremos que prevaleçam as boas pessoas, os bons empresários, para que as coisas se desenvolvam de uma forma melhor e temos essa preocupação, somo muitos criterioso com a higiene”, finalizou.

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