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Publicado em 08/04/2021 17h01.

Professora apela por doações para alimentar 72 animais resgatados das ruas

Patrícia Assunção explicou que acolhe em sua residência 70 gatos e duas cadelas, que foram resgatados das ruas ou trazidos até ela por pessoas da comunidade.
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Professora apela por doações para alimentar 72 animais resgatados das ruas
Foto: Acorda Cidade

Laiane Cruz

Na manhã desta quinta-feira (8), durante entrevista ao Acorda Cidade, a moradora do Conjunto Morada do Sol, em Feira de Santana,  Patrícia Assunção, que é professora, ativista e atua como resgatista independente de cães e gatos em situação de rua e vulnerabilidade, fez um apelo à comunidade para receber doações de ração para os animais e cuidados veterinários voluntários.

Patrícia Assunção explicou que acolhe em sua residência 70 gatos e duas cadelas, que foram resgatados das ruas ou trazidos até ela por pessoas da comunidade. Segundo a ativista, antes da pandemia, ela e o companheiro possuíam 43 animais e o espaço era suficiente. Eles trabalhavam e tinham condições de mantê-los. No entanto, após esse período, ficaram desempregados.

“É uma situação bastante complicada, porque no momento tenho 72 animais na propriedade em que vivo, que é alugada. Eles foram resgatados da rua em situação de abandono e risco de maus-tratos, atropelos, queimaduras, golpes, enfim, uma série de situações de risco e antes da pandemia eu podia arcar e o número de animais era bem menor. Com a pandemia esse número quase que dobrou, até mesmo porque o número de gatas prenhas abandonadas foi absurdo, o número cresceu. Elas foram resgatadas, pariram e eles vão se proliferando mais, porque não tenho condições de castrá-las. A alimentação deles também é por minha conta, e essa situação vai se tornando agora insustentável. Venho aqui pedir ajuda do poder público e privado, à comunidade que se sensibiliza com a causa animal, uma ajuda para a alimentação deles”, declarou.

Foto: Divulgação/ Arquivo Pessoal

Ela chamou a atenção para o grande número de animais abandonados nas ruas de Feira de Santana e o quanto essa situação preocupa os defensores da causa animal. De acordo com Patrícia, muitos desses animais são vítimas também de envenenamentos.

“O que preocupa a nós resgatistas independentes e as ONG’s é que o número de maus-tratos é enorme, envenenamentos, as pessoas têm os animais, eles ficam idosos e abandonam porque começam a ter enfermidades e não conseguem arcar. Para eles é melhor abandoná-los e pessoas que tem também um número de animais e não conseguem a castração, esses animais vão se proliferando. Eles abandonam e há a maldade humana mesmo, casos muitos feios que vamos encontrando”, relatou.

A resgatista conta que após ter perdido o emprego junto com o companheiro, vem recebendo ajuda de amigos e vizinhos, mas que devido à situação econômica por que passa o país, ela compreende que nem todos têm condições de continuar fazendo doações. Patrícia alertou também que muitas Ongs estão enfrentando o mesmo problema, com os espaços lotados e carentes de apoio da comunidade e do governo.

“Infelizmente a problemática dos animais cresceu, a exemplo da Associação de Proteção dos Animais(APA) também necessita de ajuda. Eu venho aqui justamente por isso, porque as ONGs não têm mais condições. O pessoal mesmo do Patinhas de Rua têm um trabalho incrível, mas é solitário, doloroso, tem dia que um ajuda o outro. Tem muitos resgatistas independentes em Feira de Santana, eu conheço vários que tem 40, 50 animais. Tem muitas pessoas. Somos resgatistas independentes”, frisou.

Patrícia pede que as pessoas interessadas em ajudar com rações, medicamentos e serviços voluntários para catração e cuidados com os animais, entrem em contato com ela através do número de WhatsApp (75) 9 9223-1135.

“Eu tenho que ter todos os dias de quatro a cinco quilos de ração. E como eu tenho animais em situações especiais não pode ser muitas vezes qualquer tipo de ração. Tenho que ter ração de gato castrado, porque a maioria dos machos tem problema renal e eles ficam obstruídos e urinam sangue, alguns chegam a óbito devido à própria ração”, finalizou. 

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