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Publicado em 08/04/2021 06h49.

Motorista de ônibus conta como é conviver com a pandemia no dia a dia de trabalho

Ele conta que vive apreensivo, mas com espera que em breve a categoria seja toda vacinada.
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Motorista de ônibus conta como é conviver com a pandemia no dia a dia de trabalho
Foto: Paulo José/Acorda Cidade

Laiane Cruz

Há 19 anos trabalhando como motorista de ônibus, Valdinei Pereira, é mais conhecido como Dui Artes. Apaixonado pela profissão e como forma de melhorar o seu trabalho e o astral dos passageiros no ônibus, ele sempre fazia confraternizações em datas comemorativas, a exemplo do ‘Forró do Buzu’, promovido em todo São João, e também no período natalino.

Foto: Paulo José/Acorda Cidade (Arquivo)
 

Dui tinha uma boa relação com os passageiros da linha que trabalha, mas com a pandemia as coisas passaram a ser diferentes. Ele foi inclusive, um dos primeiros motoristas a adotar o uso de máscara, quando elas ainda não era obrigatórias.

“Minha vida mudou bastante. Eu estava acostumado a interagir com meus passageiros fazendo o forró do Buzu, fazia confraternização no final do ano, e a gente teve que diminuir bastante essa interação, mantendo a distância, usando máscara. Eu fui um dos primeiros rodoviários de Feira de Santana a usar máscara no início. Fui criticado, mas persisti, e hoje todo mundo é obrigado a usar máscara. Então nesse calor, aquele espaço pequeno e a gente com máscara pra responder os passageiros fica muito complicado, mudou, é difícil mesmo”, afirmou o motorista da empresa Rosa.

Foto: Paulo José/Acorda Cidade (Arquivo)

Medo diário

O maior desafio de Dui é manter sempre os cuidados de higiene com o álcool em gel, e recentemente ele comprou um aferidor de temperatura para se sentir mais seguro dentro do transporte.

“Quando eu chego em casa, tenho que tirar minhas roupas no rol pra não contaminar meus filhos. Nos horários de pico, a gente carrega um pouco mais passageiros. E tem também a questão dos idosos. Eu queria deixar um recado pra Secretaria de Saúde restringir mais o passe do idoso, pelo menos nessa pandemia. Já que as autoridades fecham o comércio, para diminuir o horário do idoso na rua, já que eles também ajudam a superlotar os ônibus, principalmente nos horários de pico”, aconselhou

Fotos: Paulo José/Acorda Cidade

Além de sentir falta do abraço dos passageiros e dos colegas de trabalho, Dui conta que vive apreensivo e espera que em breve a categoria seja toda vacinada.

“Somos de uma área de risco e a gente não sabe quando é que a nossa categoria vai ser vacinada, para que até os próprios passageiros continuem pegando ônibus tranquilos, sabendo que o cobrador e o motorista estão imunizados. Perdemos um colega de trabalho, infelizmente, pra Covid. Dois recentemente foram recuperados, e a gente fica apreensivo porque somos da linha de frente”, destacou.

Protocolos

O motorista de ônibus relatou ainda que chega na garagem para trabalhar às 5h, e mesmo com a limpeza do veículo feita pela empresa, ele faz questão de higienizar novamente o volante, o câmbio e as chaves com o álcool 70%. Ao sair para trabalhar, lembra sempre de colocar a máscara, com a qual fica o tempo todo. “Não pego na minha máscara se não tiver passado álcool em gel nas mãos.”

Dui deixou ainda uma mensagem para a população, para que evite aglomerações e só se desloque ao centro da cidade quando realmente for necessário. “Minha mensagem é que as pessoas venham ao centro somente aqueles que precisam trabalhar, evitem vir passear, principalmente os idosos, venham só se for preciso ir ao médico, comprar medicamento. Evitem”, enfatizou.

Com informações do repórter Paulo José do Acorda Cidade
 

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