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Publicado em 16/03/2021 07h10.

Cerca de 48 mil estudantes da rede estadual iniciaram o ano letivo em Feira de Santana

O diretor do NTE, Arivaldo Vieira, explicou que no primeiro dia, foi feita uma triagem em alguns municípios acompanhando de perto o acesso dos estudantes nas plataformas.
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Cerca de 48 mil estudantes da rede estadual iniciaram o ano letivo em Feira de Santana
Foto: Divulgação/Sec de Educação

Gabriel Gonçalves e Rachel Pinto

A segunda-feira (15) foi marcada pelo início do ano letivo continnum pedagógico 2020/2021 da rede estadual de forma remota. Apenas em Feira de Santana, 48.600 estudantes estão matriculados e cerca de 15 mil são de outras cidades que compõem o Núcleo Territorial de Educação (NTE).

Em entrevista ao Acorda Cidade, o diretor do NTE, Arivaldo Vieira, explicou que no primeiro dia, foi feita uma triagem em alguns municípios acompanhando de perto o acesso dos estudantes nas plataformas.

Foto: Paulo José/Acorda Cidade

"Fizemos uma triagem por alguns municípios, acompanhamos esse processo virtual, até porque tudo é novo, e durante a caminhada, fazer com esses estudantes possam ter a confiança, mesmo nesse distanciamento, mas que possamos desenvolver um trabalho legal em nossas unidades escolares. Tivemos uma expectativa muito grande, porque primeiro realizamos um levantamento do que estávamos precisando e o principal elemento, era a internet em todas as escolas, então foi dada a ordem do governador de que todas as escolas tivessem no mínimo de 100 MB de internet", afirmou.

Para o coordenador no NTE, ainda não é possível identificar quais são as principais dificuldades, mas alertou que durante esse processo, os mínimos detalhes serão observados para que logo seja solucionado.

"Vamos verificar se está tendo dificuldades a partir de agora, por exemplo, na zona rural, estamos fazendo uma triagem destes alunos que estão inseridos na classe escolar e vamos para a busca ativa. Verificar aquele estudante que não está frequentando e fazer com que esse estudante retorne para a nossa unidade escolar. Caso esse estudante não tenha internet, o que é que ele pode fazer? Agendar com a escola, seja ele de maior ou os pais/responsáveis, onde esse estudante vai receber um caderno de aprendizagem, além disso, temos os links disponíveis, como Canal Educa, Enem 100%, links que serão utilizados pelos professores e repassados para os estudantes", explicou.

Matrículas

A partir do dia 22 de março, as matrículas estarão disponíveis para os estudantes que desejam realizar transferências tanto da rede municipal, quanto da rede privada para unidades do estado.

"Os estudantes matriculados em 2020, automaticamente serão rematriculados para 2021. Já os estudantes da rede municipal ou privada, precisam acessar o portal Sac Digital a partir do dia 22 de março para realizar essas transferências. Aproveito para chamar a atenção, que dentro desse prazo, os estudantes também terão o direito ao vale-alimentação disponibilizado pelo governo do estado aos estudantes", concluiu o diretor Arivaldo Vieira.

Estudante do 1º ano do ensino médio, Emily Santiago, 15 anos, está matriculada desde o ano passado no Instituto de Educação Gastão Guimarães. De acordo com ela, algumas atividades até foram enviadas durante o ano de 2020, mas agora com esse retorno, Emily se sente mais segura e animada para focar nos estudos.

Foto: Arquivo Pessoal

"Ano passado por conta da pandemia, eu tive que parar meus estudos e durante o ano, algumas atividades foram enviadas. Agora com o retorno das aulas, estou bastante animada e determinada a focar mais no ensino. Não sentir nenhuma dificuldade na hora de acessar as aulas e, apesar de tudo, será necessário focar nos estudos. Gosto dos professores e sei que com a ajuda deles e dos coordenadores, esse ano será muito produtivo e com várias aprendizagens. Estou feliz, porque acredito que o ano de 2020 não foi perdido, estou cursando o 1º ano e consecutivamente, o 2º ano do ensino médio", afirmou.

A professora Carol Açucena, da Escola Estadual Reitor Edgard Santos, avalia o ensino remoto no contexto da pandemia como um recomeço e uma readaptação às novas circunstâncias que existem. Ela frisou que os professores estão se adaptando a usar as novas tecnologias de uma forma mais intensa e buscando também atender ao público que muitas vezes não tem acesso a essas novas tecnologias.

Foto: Arquivo Pessoal

“Para que eles não fiquem prejudicados. Estamos acolhendo emocionalmente e eu acho que o principal de tudo é acolher o emocional desses alunos. Dia 16 de março esses alunos vão estar completando um ano de ausência de aulas. Na nossa escola, nós ainda tivemos momentos online, ano passado. Mas, com o tempo isso se tornou insustentável porque a gente não tinha plataformas específicas para isso e os professores faziam a partir dos equipamentos que eles dispunham a partir da sua internet que nem sempre era boa e adequada para isso. A gente está se adaptando, querendo fazer dar certo porque existe toda uma preocupação com esse aluno porque ele tem direito ao conhecimento, ele precisa receber esse conhecimento tem direito a aprender e existe todo um compromisso pessoal. O professor está comprometido com o aprendizado do sujeito”, acrescentou.

Carol comentou também que uma das preocupações do ensino remoto é acolher emocionalmente os alunos.

“Se ele não estiver bem, com o sentimento de ser acolhido, não vai conseguir aprender nada e não adianta encher esse aluno de conteúdo se ele não está bem emocionalmente para isso. Todos nós sentimos o distanciamento de algum modo e aí a gente está com esse cuidado, ouvindo e acolhendo esses alunos dentro das suas particularidades, sempre na medida possível com os instrumentos que nós dispomos. Estamos também nos acolhendo, porque fomos obrigados a ficar em casa, contra a nossa vontade, não gostaríamos de estar vivendo uma pandemia, de estar passando por esse processo e estamos passando”,frisou.

Para ela, os professores precisam se movimentar, se abrir ao novo e buscar fazer a diferença. Sendo coerentes com aquilo que acreditam quando assumiram a profissão e também esperando que tudo dê certo.

“É muito cedo para a gente dizer se foi um movimento bem sucedido. Mas eu posso dizer que é o que podemos fazer agora e esperamos que tudo isso passe logo”, concluiu.
 

Com informações do repórter Paulo José do Acorda Cidade
 

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