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Publicado em 14/02/2021 16h52.

Psicólogo explica a 'Cultura do Cancelamento', assunto recorrente nas redes sociais

O psicólogo destacou que os usuários não devem se deixar levar pela contaminação das redes sociais, pois são coisas que acontecem motivadas por outras pessoas.
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Psicólogo explica a 'Cultura do Cancelamento', assunto recorrente nas redes sociais
Foto: Reprodução/TV Globo

Gabriel Gonçalves

A edição deste ano do reality show Big Brother Brasil (BBB 21) da Rede Globo apresentou um tema que faz parte do cotidiano das redes sociais: a "cultura do cancelamento". O assunto foi gerado pelos próprios participantes que estavam com medo de serem cancelados (excluídos), mas eles acabaram cancelando uns aos outros, até que um deles, o ator Lucas Penteado, pediu para deixar o reality. Como o que acontece no Big Brother não fica no Big Brother, as discussões na casa geraram grandes repercussões em todo o país, e vários cancelamentos de participantes aqui fora também, a exemplo da cantora Carol ConKá.

Com o avanço da tecnologia, as redes sociais surgiram com o objetivo de aprimorar a comunicação entre as pessoas, mas de acordo com o psicólogo Alfredo Morais, o novo conceito de cancelamento tem como propósito fazer com que determinada pessoa perca espaço no mundo virtual, que perca seguidores.

Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

"Hoje no mundo virtual percebemos que as pessoas não precisam pegar na mão, nem se beijarem para dizer que estão em um relacionamento, apenas mudar status de namoro, casado, colocando corações com cadeados para dizer que tem um relacionamento. O novo conceito do cancelamento é referente ao desvio de uma pessoa através de uma opinião, alguém que tenha maior destaque, como é o caso que estamos vendo atualmente nas redes sociais. Um usuário do Instagram, Facebook, TikTok começa a perder prestígios, começa a perder seguidores por conta de opiniões de outras pessoas com mais destaques, e a partir desses comentários e opiniões contrárias, o inconsciente coletivo passa a ver aquela determinada pessoa, como um perfil que não vale a pena a ser seguido", explicou.

De acordo com o psicólogo, a grande exposição dos usuários nas redes sociais, pode se tornar uma doença psicológica quando uma determinada publicação não atinge o número de visualizações que antes tinha.

"No ano passado, eu tive uma experiência em uma palestra e uma das participantes me pediu o Instagram, ao fornecer, automaticamente ela buscou o meu perfil e logo fez o espanto, 'nossa você tem 20 mil seguidores, você é uma grande personalidade'. Mas eu digo que não precisa ter esse número de seguidores para ser isso. A personalidade não está inserida em uma rede social, mas quando eu penso em um mundo líquido da rede social, Alfredo Morais só se torna personagem se ele tiver muitos seguidores e tiver influência, caso contrário, coitado da pessoa que não tem", destacou o psicólogo ao Acorda Cidade.

Para Alfredo Morais, o novo conceito de cancelamento está sendo mais doloroso para os usuários que tentam se mostrar o que não são no mundo da realidade.

"As pessoas estão entrando em um modo psique ou seja, um entendimento que não estão mais dignas de estar em uma sociedade virtual. Por exemplo, se eu não mostro quem eu sou no mundo virtual, então eu não existo e é o que acontece recentemente no TikTok, estamos vendo gerações que precisam fazer loucuras para expor a sexualidade, trollar a mãe, namorada, correndo riscos incríveis, mas para eles, esse risco tem que acontecer para que se tenha mais seguidores, mas quando outra pessoa que possui mais destaque na sociedade virtual, chega e fala mal desse usuário que até então é reconhecido, o processo de cancelamento começa a surgir com a diminuição de seguidores", afirmou.

Segundo Alfredo Morais, uma pessoa que decide expor conteúdos da vida pessoal nas redes sociais, precisa estar preparada psicologicamente para tudo que possa acontecer, tendo ou não um número significativo de seguidores.

"Quando uma pessoa está colocando coisas próprias nas redes sociais, pensamentos próprios, perdendo ou não seguidores, essa pessoa tem a certeza da própria personalidade e não adoece. Mas quando outro indivíduo é atrelado aquilo como se fosse um órgão do corpo, a depressão começa a surgir, ansiedade, pânico e tudo isso começa a aparecer porque essa pessoa já foi cancelada das redes sociais, e ao retornar para o mundo real, fica desorientada", disse.

O psicólogo destacou que os usuários não devem se deixar levar pela contaminação das redes sociais, pois são coisas que acontecem motivadas por outras pessoas.

"Esse fato de cancelamento não foi causado pela própria pessoa, mas sim por outro indivíduo com o objetivo de menosprezar e obter um destaque. Recentemente eu vi uma publicação de Preta Gil e achei fantástico o texto que ela escreveu. Ela postou uma foto com Photoshop usando biquíni e depois fez a publicação do corpo normal, escrevendo um belíssimo texto falando o quanto ela sofreu para se adequar as redes sociais, e hoje ela tem a paz e felicidade com o corpo que tem, e é exatamente isso que milhões de brasileiros passam. Precisamos começar a repensar nas redes sociais, o sofrimento psíquico, e tratamento psicológico para estas pessoas que sofrem com a perda de seguidores", finalizou.

Com informações do repórter Ney Silva do Acorda Cidade

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