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Publicado em 13/01/2021 14h46.

Mesmo com o fechamento de fábricas, concessionárias Ford continuarão em atividades

O diretor do grupo Modesto Cerqueira em Feira de Santana, Luiz José Pimenta, disse ao Acorda Cidade como será o trabalho a partir de agora.
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Mesmo com o fechamento de fábricas, concessionárias Ford continuarão em atividades
Foto: Divulgação | Fábrica do Ford Ka, em Camaçari/Ba

Gabriel Gonçalves

Mesmo com o fechamento das fábricas em todo o Brasil, as concessionárias de veículos Ford continuam em atividade. O diretor do grupo Modesto Cerqueira em Feira de Santana, Luiz José Pimenta, disse ao Acorda Cidade como será o trabalho a partir de agora. Segundo ele, as concessionárias vão trabalhar com veículos importados de países como Argentina, México, Estados Unidos e a Colômbia, a exemplo da linha de furgões e Van "Transit", além da Ranger, um veículo muito procurado pelos consumidores.

"Para que possamos esclarecer aos consumidores, a Ford não vai sair do Brasil, ela está apenas mudando a estratégia global e a concessionária também vai continuar, existe uma confusão que fazem pela difusão da notícia. Hoje tem muitas marcas que não produzem no Brasil, então [a Ford] vai ter um nicho de produtos maior, inclusive planejando ampliar a fabricação da Ranger que é um produto realmente muito procurado pelos consumidores. Então serão produtos da Argentina, México, Estados Unidos e Colômbia para expandir a rede. É uma mudança global, realmente é estranha, mas essa finalização veio desde o fechamento da fábrica em São Paulo, que produzia o Fiesta e outros produtos de caminhões", disse.

Pimenta frisou ainda que carros como EcoSport e Ford Ka não serão mais fabricados, mas isso não vai interferir em quem tem um desses veículos e precisar, por exemplo, de peças para manutenção. Segundo ele, as peças continuam a ser fabricadas, que por lei são obrigadas, para manter a maior parte dos fornecedores.

Foto: Arquivo Pessoal

"Hoje a Ford só produz no Brasil apenas o Ford Ka e o EcoSport, que vamos deixar de fabricar. Sobre a questão das peças, por lei, eles são obrigados a manter a maior parte dos fornecedores de peças, que também são nacionais. Então eu acredito que isso não tenha tanto impacto, mas a nível de PIB, a produção no Brasil é bem melhor porque gera empregos e vai ter um baque muito grande porque são mais de cinco mil funcionários das fábricas diretas e se você for contar os empregos indiretos, pode chegar a quase 15 mil pessoas desempregadas, então é um impacto muito grande no momento em que estamos vivendo", explicou o diretor.

As concessionárias da Ford espalhadas pelo Brasil irão continuar vendendo veículos importados. De acordo com Pimenta, aquelas que não se sentirem preparadas para continuar serão indenizadas.

"As concessionárias não serão fechadas. Vão continuar vendendo produtos importados e hoje a Ranger já vem da Argentina e já estão ampliando a fábrica deste veículo, porque é um produto bem aceito. Está vindo também uma picape para concorrer com a Toro, picape a nível Maverick, então ela vai ampliar a linha para continuar oferecendo aos consumidores, como um novo veículo da linha SUV que vai substituir o EcoSport. Então aquelas concessionárias que não queiram continuar serão indenizadas", explicou.

Redução de funcionários nas concessionárias

Segundo o diretor do Grupo Modesto, não há necessidade de mudanças na estrutura das concessionárias e, por este motivo, o quadro de funcionários não será atingido.

"Não vejo necessidade de mudança de estrutura, hoje as nossas empresas já trabalham com um quadro muito enxuto, o que vai mudar é o produto. Mudando o produto, a gente treina o pessoal para vender outros produtos e o que tiver. Havendo qualquer necessidade de funcionário, a gente pode transferir de uma empresa para outra também, estamos preocupados com isso, mas acredito que não vai haver prejuízos no nosso grupo com a marca. Já estamos para completar 49 anos, realmente é uma grande história, e a empresa vai continuar normalmente", destacou.

As montadoras instaladas no território brasileiro buscam incentivos do governo, mas, segundo Pimenta, o custo no Brasil é muito alto.

"As montadoras que são instaladas no Brasil, buscam, ficam atrás de incentivos para compensar o custo do Brasil, que é alto. Então, para que você tenha uma ideia, a média de tributos que se paga no Brasil, na média de carros é de 30%, nos Estados Unidos é de 6, então há uma diferença de custos. Então hoje a melhor opção é trazer um carro importado, que a Ford vai fazer isso, continuar trazendo carros da Argentina, México, Estados Unidos e Colômbia. Ou produz mais veículos ou deixava de produzir e continuava só com essa linha e a estratégia é SUV's, picapes e vans", finalizou.

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