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Publicado em 24/10/2020 09h43.

Das coisas que aprendi nos discos: Mamonas Assassinas, 1995

O terceiro episódio da série de resenhas sobre música relembra uma das bandas de rock mais amadas do Brasil.
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Das coisas que aprendi nos discos: Mamonas Assassinas, 1995
Foto: Acervo Pessoal

Por: Carlos H. Kruschewsky*

"Você foi agora a coisa mais importante
Que já me aconteceu neste momento,
Em toda a minha vida
Um paradoxo do pretérito imperfeito,
Complexo com a teoria da relatividade
Num momento crucial, um sábio soube saber
Que o sabiá sabia assobiar
E quem amafagafar os mafagafinhos
Bom amafagafigador será"

Atenção, Creuzebek! Creuzebek, meu filho, vamos lá, que vai começar a baixaria! Saudade desse tempo não é, minha filha? (É assim que fala dr. Dráuzio?) Esse disco antológico é o disco de estreia de uma das bandas de rock mais amadas do Brasil. É também o único disco dos Mamonas Assassinas, já que em 2 de março de 1996 os corações noventistas foram todos despedaçados. Imagine só morrer no auge de uma carreira...

Lançado em 23 de junho de 1995, o álbum vendeu 2,4 milhões de cópias. Os Mamonas quebravam recordes de audiência, todas as vezes que apareciam na TV e chegaram a receber um disco de diamante como certificação de vendas. Mas, nove meses depois do lançamento, todos os membros da banda morreram num trágico acidente aéreo.

Esse álbum foi o primeiro contato de muita gente com o rock n' roll e, como a década de 90 não tinha limites, foi também o contato precoce de muita gente com a baixaria (risos). Eu tinha 8 anos e cantava em alto e bom tom: "Fui convidado pra uma tal de suruba, Não pude ir, Maria foi no meu lugar. Depois de uma semana ela voltou ‘pra’ casa, toda arregaçada, não podia nem sentar...". Aprendi a cantar essa música antes mesmo de saber o que era suruba.

Com certeza o tipo de banda que em 2020 não sairia nem da garagem, mas, na década de noventa, com banheira do Gugu (às 3 horas da tarde, no Domingo legal) e Sushi erótico (no mesmo horário, na emissora concorrente, em pleno Domingão do Faustão), nós tivemos a honra de conhecer.
.
Melhores faixas: (O disco inteiro é bom, difícil escolher somente 3 faixas, mas vamos lá)

•Vira-Vira
•Pelados em Santos
•Uma Arlinda Mulher

*Carlos H. Kruschewsky é psicólogo, psicanalista, presidente do Dragornia Moto Club, BeerSommelier, Homebrewer, sócio da Dragornia Cervejaria e colecionador de discos. Instagram: @sr.ck @dragornia

Leia também:

Das coisas que aprendi nos discos: As Quatro Estações - Legião Urbana, 1989 

Das coisas que aprendi nos discos: Alucinação - Belchior, 1976 

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