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Publicado em 21/09/2020 12h38.

Empresário diz que pessoas sairão de suas cidades para comprar no Shopping Popular: 'Será igual ao Feiraguay'

Elias Tergilene falou sobre os impasses ocorridos até a abertura do entreposto comercial e disse que existe um contexto político, que quer atrapalhar o processo de migração dos ambulantes.
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Empresário diz que pessoas sairão de suas cidades para comprar no Shopping Popular: 'Será igual ao Feiraguay'
Foto: Paulo José/Acorda Cidade

Acorda Cidade

O Shopping Popular já está de portas abertas, mas com poucos boxes funcionando. O empresário responsável pelo consórcio que administra o empreendimento, Elias Tergilene, em entrevista ao Acorda Cidade, falou sobre os impasses ocorridos até a abertura do entreposto comercial. Na última sexta-feira (18) houve uma decisão judicial para encerrar a retirada das barracas, porém a prefeitura informou que vai recorrer (saiba mais aqui). Elias acredita que existe um contexto político, que quer atrapalhar o processo de migração dos ambulantes.

Foto: Paulo José/Acorda Cidade

“Estamos em um momento eleitoral onde vários candidatos filiam-se aos camelôs na intenção de ganhar votos e atrapalhar o processo de abertura do shopping. Eles têm um pavor danado de que a gente retire os camelôs e faça o shopping funcionar, eles lutam com todas as armas para que o shopping não funcione e que as ruas de Feira de Santana continuem ocupadas como estão hoje, então não é apenas uma liminar, é um contexto geral político que temos hoje em Feira de Santana. As manifestações nas ruas são pessoas que a gente já conhece, já sabe quem são, quando se pega o Instagram dessas pessoas, elas ostentam riqueza, ostentam carros novos, viagens e dizem que não tem condição de pagar R$ 80, então é um contexto, não é apenas uma liminar”, defendeu.

Ele ressaltou que o Ministério Público determinou a retirada dos ambulantes mostrando a população de Feira de Santana o risco de um incêndio que pode tomar grandes proporções no centro da cidade, além dos problemas de mobilidade urbana, problemas de segurança no centro da cidade, tudo devido a uma ocupação desordenada nas ruas e calçadas.

Sem inauguração

Segundo Elias Tergilene, não houve uma inauguração do shopping, devido ao cumprimento das normas de prevenção do coronavírus. Com as portas já abertas, o empresário informou que os ambulantes terão um prazo para arrumarem os boxes.

“O Shopping Popular está pronto e estou aqui para que eles abram as portas dos boxes, terminem de arrumar e desocupem as ruas, é importante também falar o seguinte, tem alguns que falam: ‘Ah eu não dou conta de pagar’, mas quase a totalidade que fala que não tem como pagar, usa carros novos, viaja pelo Brasil, são pessoas que tem algum interesse próprio em cima de quem não tem como pagar. E para quem não tem como pagar, foi criada uma área social aqui no shopping popular com box de 1 metro quadrado onde eles pagam mais barato do que eles pagam na rua, porque a gente tem que entender que a rua não é de graça. Na rua eles pagam segurança, pagam para guardar mercadoria, pagam energia elétrica e causam um desconforto muito grande para toda a população”, declarou.

Foto: Paulo José/Acorda Cidade

Segundo Tergilene, desde o mês passado, já existem camelôs arrumando as lojas e estão esperando bons resultados nas vendas de fim de ano. Ele destacou que o local possui uma boa estrutura com estacionamento e segurança, e afirmou que a área onde funciona o entreposto comercial, antes considerada local de criminalidade, foi revitalizada.

“Se você pegar as fotos do antes e depois do shopping popular, realmente houve uma requalificação urbana e é o que o prefeito tenta fazer nas ruas, fazer a requalificação das ruas de Feira de Santana. Estamos em época de eleição, juntam várias pessoas com interesses próprios impedindo que as coisas aconteçam. Sou brasileiro e entendo essa política, acho que não é construtiva para o nosso país, mas é o que estamos vendo e são vários que estão fazendo palanque em cima do shopping popular, em cima do camelô. Dessa forma atrasa o progresso e eles vão tentar fazer o palanque em cima do trabalho que foi bem feito. Inclusive a Rua Recife, ao lado da Euterpe Feirense já foi toda liberada e nas redes sociais muita gente parabenizando a atitude da prefeitura em abrir a rua para pedestre”, afirmou.

Vazamento quando chove

Com relação ao problema de vazamento quando chove, o empresário destacou que a obra é de grande magnitude, inclusive com espaço para um heliponto, com o objetivo de fazer resgate com helicóptero. Ele afirma que na Bahia nunca choveu tanto e que quando tentou-se fazer a obra de escoamento da água do estacionamento, começou a chover por um período prolongado e por isso ficaram alguns furos no estacionamento sem colocar o tubo, porém Elias Tergilene diz que já está tudo dentro da normalidade.

“Quando chovia caía a água normalmente, estamos dentro da normalidade da natureza, inclusive, tivemos até dificuldades de pintar o estacionamento, pintar as vagas, porque quando você pegava na meteorologia, estava previsto chuva para todos os dias, então essas pessoas maldosas vem com celular focado e filma só o lugar da água, se ele abrir a câmera do celular e filmar todo shopping, vai ver que é uma coisa isolada. Agora lembrando a você que choveu como se não chovia há muitos anos, então prédios, shoppings da Bahia sofreram. Teve shopping que desabou o teto, como em Salvador, teve muita entrada da água porque não se previa tanta chuva e nós com uma obra nova, tivemos algumas goteiras, então isso mais uma vez foi usado de forma maldosa, falsa e não verídica para dizer que o shopping tinha problemas”, disse.

O empresário convidou a população para ir até o shopping popular hoje e verificar as condições do empreendimento para dizer se os camelôs devem ou não continuar na rua depois de ter construído o entreposto comercial.

“Uma obra desse tamanho, onde eles vão poder trabalhar com mais segurança e ganhando dinheiro para suas famílias, eu vim de baixo, não sou um homem que herdei, eu não nasci rico, eu construir a minha vida trabalhando, trabalhando e vendendo mercadoria igual a eles e diga-se de passagem, camelô não é coitadinho, camelô é um empreendedor, um pequeno empreendedor urbano como eu fui um dia. Vamos conversar com quem está aqui dentro, se está gostando ou não. Se tiver alguma coisa errada no Shopping Popular, deve ser consertada. Se tiver alguma coisa que foi feita de forma errônea, vai ser resolvido”, salientou.

Contratos assinados

Segundo Elias Tergilene, são mais de 1200 contratos assinados até o momento, sendo que das pessoas que estão nas ruas, foram cadastradas em torno de 1365, e houve um entendimento de que 1800 pessoas vão poder trabalhar no Shopping Popular.

“Os verdureiros que não tinham lugar para trabalhar estão aqui dentro felizes e vendendo. Quando você pega 1200 pessoas que vieram e assinaram contrato e algumas pessoas de má fé usando essas pessoas como manobra política, eu realmente, como cidadão, fico muito triste. Acho que está na hora da gente acabar com essa falsa informação que gerou. Temos 1200 pessoas que assinaram, temos mais de 500 pessoas que vieram e assinaram também, que iam montar a loja para ter o incentivo de oito meses sem pagar o aluguel. Se o camelô tivesse aqui hoje trabalhando, se fizer as contas, só iriam pagar o primeiro aluguel em maio do ano que vem. A prefeitura, a iniciativa privada, sabendo que houve um problema de pandemia, deu oito meses de carência sem pagar aluguel. Se a pessoa estiver lá gritando na rua que não dá conta de pagar, é mentira. São oito meses sem pagar aluguel, porque ela não está saindo da rua?”, questionou.

Tergilene destacou ainda que o Shopping Popular é para mais de 2mil operações, e disse que só existe um maior que esse em São Paulo. Segundo ele, enquanto o de lá não fica pronto, o de Feira é o maior do país e vai atender várias cidades circo-vizinhas. Ele acredita que esse shopping vai mudar a matriz econômica da cidade, com mais de um milhão de pessoas que virão comprar em Feira, comer, dormir, abastecer e vai girar o dinheiro na cidade.

“Se a gente tivesse mais shoppings como esse em Feira de Santana, Feira seria a São Paulo do Nordeste. Todo mundo que vai em São Paulo comprar sabe. Por que vai lá? Porque tem muita variedade, tem muito produto. Feira de Santana se caracterizou como a cidade de venda, de comércio. A gente constrói, junto com uma administração pública, um empreendimento desse tamanho e vem pessoas, com uma pequenez de pensamento, dizer que não deve funcionar. É um absurdo. Esse shopping é um sucesso, tanto é que tem um tanto de gente preocupada para ele não abrir, ninguém chuta cachorro morto, se ele fosse um fracasso, ninguém ficava falando dele igual está falando. Vai sim atender pessoas do interior. A partir do natal agora, vamos soltar um canhão na mídia. Vamos gastar muito dinheiro para dizer para a Bahia toda, que Feira de Santana tem o maior shopping popular do país, que tem a melhor estrutura de comércio popular do país e essas pessoas vão sair das suas casas, das suas cidades e vão vim visitar, afirmou.

O empresário Elias Tergilene disse ainda que acredita que o Shopping Popular vai ser igual ao Feiraguay, que inicialmente ninguém queria ir e hoje tornou-se um espaço valorizado e cobiçado, onde um ponto comercial é vendido a mais de 200 mil reais.

“Ano que vem, todo mundo vai tá ganhando dinheiro e vai ter passado a eleição, aí a coisa entra no normal. É uma pena que pessoas estão manipulando dessa forma. Venham todos visitar. Venham falar comigo, trazer sugestões, venham me questionar. Vamos olhar os contratos, vamos ver quanto o camelô vai pagar realmente. No início, falavam que iam pagar 800 reais. Agora que estão entrando e pegando os contratos, que vão pagar 12 reais por dia para estarem aqui. Se você somar o aluguel deles, pegar o valor e dividir por 30, é 12 por dia. Estou aqui para tratar a verdade. Fica aí o meu convite a quem quiser vim, estamos aqui de braços abertos”, finalizou.

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