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Publicado em 15/09/2020 17h13.

HGE lidera número de cirurgias bucomaxilofacial no Brasil

De acordo com o cirurgião Samário Maranhão, a maior parte dos pacientes submetidos à cirurgia bucomaxilofacial são vítimas de acidentes de veículos, incluindo motocicletas, seguidos de agressão física e acidentes por arma de fogo.
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HGE lidera número de cirurgias bucomaxilofacial no Brasil
Foto: Sesab

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Contabilizando 365 procedimentos durante o ano passado (2019), o Serviço de Cirurgia Bucomaxilofacial do Hospital Geral do Estado (HGE) obteve o primeiro lugar no país em número de cirurgias da face. No total, 462 unidades hospitalares públicas ofertaram esse tipo procedimento. Esse ano, somente no primeiro semestre, o serviço já registra um total de 307 cirurgias realizadas.

O secretário da Saúde do Estado da Bahia, Fábio Vilas-Boas, destaca a relevância do feito. “Estamos investindo na média e alta complexidade em toda a Bahia e este é o compromisso do governador Rui Costa, que tem garantido as melhores condições possíveis de infraestrutura para que médicos e demais profissionais de saúde realizem o melhor pela população baiana”, afirma o secretário.

Com uma equipe formada por sete cirurgiões bucomaxilo, além de residentes e internos, o serviço, coordenado pelo cirurgião Samário Maranhão, realiza em média entre 13 e 15 cirurgias por semana, inclusive de pacientes encaminhados, via regulação, de municípios do interior do Estado.

O vice-coordenador do Serviço, Ravy Carvalho, acrescenta que o atendimento acontece durante toda a semana, 24 horas por dia, e conta com o total apoio do diretor do HGE, o médico André Luciano Santana. Bastante satisfeito com os resultados obtidos pelo Serviço de Cirurgia Bucomaxilofacial, André Luciano destaca o alto nível da equipe responsável pelo serviço, e lembra que os resultados são possíveis em função do empenho da direção do hospital, que investe na aquisição constante de órteses e próteses necessárias, em alguns casos, às cirurgias.

O cirurgião Samário Maranhão explica que os pacientes que dão entrada na emergência do HGE e necessitam de cirurgia bucomaxilofacial recebem os primeiros atendimentos e, dentro das primeiras 48 a 72 horas são submetidos à cirurgia. Cerca de 90% dos pacientes recebem alta 48 horas após o procedimento cirúrgico e são acompanhados, em ambulatório, uma vez por semana, até a alta definitiva, que acontece entre 3 a 6 meses após a cirurgia.

Causas

De acordo com Samário Maranhão, a maior parte dos pacientes submetidos à cirurgia bucomaxilofacial são vítimas de acidentes de veículos, incluindo motocicletas, seguidos de agressão física e acidentes por arma de fogo. “No caso de acidentes com motos, são atendidos pelo menos 8 casos por semana, a grande maioria vindos do interior”, revela o cirurgião, acrescentando que esses tipos de traumas, além de causar comprometimentos estéticos, podem causar também problemas de saúde, como dificuldade de respirar, mastigar, enxergar, dentre outros.

Histórico

O coordenador do Serviço de Cirurgia Bucomaxilofacial do HGE lembra que a assistência a esse tipo de trauma foi iniciado em 2008, na emergência da unidade, onde só eram feitos os primeiros procedimentos. Em seguida, os pacientes eram encaminhados para outras unidades, a fim de serem submetidos às cirurgias necessárias. A partir do ano seguinte – 2009 -, com a realização de concurso público e o preenchimento de vagas para a especialidade na rede pública estadual, o serviço foi estruturado e hoje alcança reconhecimento a nível nacional.

O HGE

O Hospital Geral do Estado, que esse ano completou 30 aos de funcionamento, substituiu o antigo Hospital Getúlio Vargas (Pronto Socorro), que atendia toda a população, criando-se assim a cultura de se buscar a unidade para qualquer tipo de demanda. Em 2016, foi inaugurado o HGE 2, duplicando a capacidade de atendimento da unidade. A partir do último mês de março, o hospital passou a operar apenas como centro de referência estadual para casos de trauma. Segundo médico André Luciano, diretor geral do HGE, desde então, o atendimento a pacientes de trauma está ocorrendo de modo mais célere, os pacientes estão sendo operados mais precocemente e, consequentemente, a alta hospitalar tem sido agilizada. “Com isso, conseguimos fazer o que chamamos de giro de leitos e atender todos os pacientes”, completa.

O complexo (HGE 1 e 2) é atualmente o maior hospital especializado em trauma do Estado. São 60 leitos de UTI geral, oito pediátrica, quatro na unidade de queimados, um novo centro cirúrgico com dez salas de cirurgia. São mais de vinte especialidades de plantão 24 horas para atender trauma.  

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