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Publicado em 12/08/2020 13h22.

Bahia é terceiro principal destino do turismo doméstico no Brasil, diz IBGE

Visitar parentes ou amigos é principal motivo para viajar, mas baianos viajam mais para tratamento de saúde (29,1% das viagens pessoais) do que por lazer (23,7%).
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Bahia é terceiro principal destino do turismo doméstico no Brasil, diz IBGE

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Em 2019, a Bahia foi o terceiro principal destino de viagens domésticas no Brasil. Ao todo, foram realizadas 1,788 milhão de viagens domésticas para o estado, o que representou 8,7% de todas as 20,617 milhões de viagens ocorridas no território nacional. As informações são do módulo de Turismo da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC). O levantamento foi realizado no terceiro trimestre de 2019 pelo IBGE, em convênio com o Ministério do Turismo, e teve como objetivo quantificar e caracterizar os fluxos de turistas nacionais entre as diferentes regiões do país e para o exterior.

Acima da Bahia ficaram apenas São Paulo, destino de 3,904 milhões de viagens domésticas em 2019 (18,9% do total), e Minas Gerais, com 2,631 milhões de viagens (12,8% do total).

Os três estados também são, nessa mesma ordem, as principais origens de viagens domésticas. De São Paulo saíram, em 2019, 4,213 milhões de viagens para dentro do território nacional (20,4% do total); de Minas Gerais saíram 2,912 milhões (14,1%) e da Bahia, 1,598 milhão (7,7%).

Desses três principais estados em termos de movimentação do turismo doméstico, apenas a Bahia recebeu mais viagens do que originou, em 2019 (+190 mil). O estado teve o segundo maior saldo positivo como destino de viagens, abaixo apenas de Santa Catarina, que, em 2019, teve mais 235 mil viagens chegando do que partindo.

Em 2019, 14 das 27 unidades da Federação receberam mais viagens do que originaram, incluindo todos os 9 estados da região Nordeste.

Os estados com menor movimentação turística no país, no ano passado, foram Acre, Amapá e Roraima. Roraima teve o menor número de viagens destinadas ao estado (34 ou 0,2% do total nacional), e Amapá foi o que menos originou viagens (37 ou 0,2% do total).

A tabela a seguir resume essas informações. Ela está classificada em ordem descendente pela coluna de destino das viagens:

 

Visitar parentes ou amigos é principal motivo para viajar, mas baianos viajam mais para tratamento de saúde (29,1%) do que por lazer (23,7%)

Assim como ocorreu no Brasil em geral e em todos os estados, as viagens realizadas pela população baiana em 2019 foram majoritariamente com fins pessoais: 87,0% das viagens originadas no estado tiveram essa finalidade (ou 1,417 milhão de um total de 1,629 milhão). No Brasil como um todo, as viagens para fins pessoais representaram 86,5% do total em 2019.

Visitar parentes ou amigos foi o principal motivo citado para as viagens pessoais, tanto no país (em 36,1% delas) quanto em 25 das 27 unidades da Federação. Na Bahia, 32,9% das viagens pessoais, em 2019, foram para visitar parentes ou amigos (466 mil viagens). Apenas em Sergipe e no Maranhão esse não foi o motivo mais citado para viagens pessoais.

No país como um todo, o segundo motivo mais citado para viagens pessoais foi o lazer (31,5% das viagens), mas na Bahia esse posto ficou com tratamento de saúde e bem-estar, apontado como principal motivo para 29,1% das viagens pessoais partindo do estado (412 mil em números absolutos).

O percentual de viagens pessoais para tratamento de saúde na Bahia (29,1%) foi o quarto mais elevado entre as unidades da Federação, ficando atrás apenas dos verificados em Sergipe (37,0% das viagens pessoais foram para tratamento de saúde, principal motivo do estado), Maranhão (33,0%, também o principal motivo no estado) e Acre (20,2%). No país como um todo, 17,5% das viagens pessoais foram para tratar da saúde, terceiro motivo mais citado.

O lazer é o terceiro motivo mais citado para viagens pessoais originadas na Bahia (23,7% do total ou 335 mil).

Os motivos para viagens de cunho pessoal menos citados na Bahia foram eventos familiares ou de amigos (apontado como causa de 1,9% das viagens pessoais ou 27 mil) e religião ou peregrinação (2,4% das viagens pessoais saindo do estado tiveram esse motivo, ou 35 mil em números absolutos).

No Brasil, esses também foram os dois motivos menos citados, mas em ordem inversa: religião ou peregrinação foi o menos frequente (citado para 2,9% das viagens pessoais) e eventos familiares ou de amigos veio em seguida (3,0%).

Em viagens de lazer, baianos buscam mais cultura (43,8%), enquanto brasileiros em geral buscam mais sol e praia (34,3%)

O perfil de viagem a lazer dos moradores da Bahia também é um pouco diferente do verificado no Brasil como um todo. Os baianos buscam mais cultura: 147 mil das 335 mil viagens pessoais de lazer saindo do estado tiveram esse motivo, ou 43,8% do total.

Já os brasileiros em geral buscam mais sol e praia (motivação para 34,3% das viagens de lazer no país), que, por sua vez, foi o segundo motivo para os baianos (em 26,4% das viagens de lazer originadas no estado).

A percentagem de viagens de lazer para contato com a natureza, ecoturismo ou aventura foi bem menor na Bahia (14,7% ou 49 mil) do que no Brasil como um todo (25,6%), enquanto outros motivos não especificados foram mais importantes no estado (15,2% das viagens e lazer ou 51 mil) do que no país (12,9%).

Bahia é estado com maior percentual de viagens de ônibus (32,3%); em mais da metade (53,1%) das viagens, hospedagem é em casa de amigo/parente

Em 2019, tanto no Brasil como um todo quanto na Bahia, o carro particular ou da empresa foi o meio de transporte mais usado para viajar: 46,6% das viagens realizadas no país e 34,9% das viagens originadas na Bahia foram de carro particular.

Em ambos os casos, os ônibus de linha vinham em segundo lugar, mas a importância desse modal nas viagens com origem na Bahia foi muito maior do que no país como um todo.

Quase 1 em cada 3 viagens originadas no estado (32,3% do total de 1,629 milhão) foram realizadas de ônibus, o maior percentual entre as unidades da Federação. No Brasil, 16,0% das viagens tiveram ônibus como principal meio de transporte.

O avião foi o terceiro meio de transporte mais utilizado no país para viajar (em 15,3% das viagens). Na Bahia, porém, a viagem de avião era apenas a quinta mais frequente (em 8,2% do total), perdendo para outros meios, como barco, táxi, transporte por aplicativo etc. (10,6% das viagens) e para vans ou peruas (8,4%).

Além de viajar prioritariamente por rodovias (carro ou ônibus), os turistas da Bahia ficam majoritariamente na casa de amigo ou parente. Esse foi o meio de hospedagem em 53,1% das viagens originadas no estado, em 2019.

No Brasil como um todo, a casa de parentes ou amigos também é a hospedagem mais frequente, embora em menor dimensão do que para os viajantes que residem na Bahia (em 47,3% das viagens em todo o país).

Em segundo lugar, no estado e no país, vinham outros meios de hospedagem, como casa alugada por temporada, camping, hostel, Airbnb etc., usados em 30,7% das viagens originadas na Bahia e em 27,9% das viagens nacionais.

Hotel ou flat era a terceira opção mais frequente de hospedagem para turistas baianos (usada em 8,4% das viagens originadas no estado) e brasileiros em geral (17,3% das viagens). Somados às pousadas, chegavam a 13,0% das viagens na Bahia e a 22,1% das viagens no país como um todo.

Em quase 8 de cada 10 domicílios baianos (77,3%) ninguém viajou em 2019; falta de dinheiro e de necessidade são principais justificativas

Apesar de, em 2019, a Bahia ter tido o terceiro maior movimento de viagens do país, ninguém viajou em quase 8 de cada 10 domicílios baianos no ano passado. Essa foi a realidade de quem vivia em cerca de 4 milhões de residências, que representavam 77,3% do total do estado (5,2 milhões).

O percentual de domicílios no estado em que nenhum morador fez uma viagem sequer (77,3%) ficou ligeiramente menor do que no país como um todo. No Brasil, em 78,2% dos domicílios (56,7 milhões em números absolutos) nenhum morador viajou em 2019.

Os maiores percentuais de domicílios em que ninguém viajou estavam em Alagoas (88,6%), Amapá (85,3%) e Pernambuco (84,7%), e os menores no Piauí (65,5%), Tocantins (69,6%) e Pará (71,6%). A Bahia ficava com 16o maior percentual dentre as 27 unidades da Federação.

Assim como ocorria no país como um todo, a principal justificativa dentre os baianos para não viajar foi a falta de dinheiro, citada por 46,1% dos domicílios em que não houve viagens (cerca de 1,9 milhão de residências).

No país como um todo, quase metade dos domicílios em que ninguém viajou em 2019 apontaram a falta de dinheiro como justificativa (48,9% do total ou 27,7 milhões em números absolutos).

O segundo motivo para não viajar mais citado na Bahia, porém, foi diferente do verificado nacionalmente. Em quase 3 de cada 10 domicílios baianos onde ninguém viajou, a justificativa citada foi não haver necessidade de viajar (28,7% dos domicílios ou 1,2 milhão em números absolutos).

No Brasil como um todo, a segunda justificativa mais citada foi não ter tempo (por 18,5% dos domicílios ou 10,5 milhões), que ficou em terceiro lugar na Bahia, citada por 9,4% dos domicílios onde ninguém viajou em 2019 (377 mil). 

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