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Publicado em 01/05/2020 14h43.

Profissionais de saúde relatam rotina de trabalho em Feira de Santana durante pandemia de covid-19

Neste 1º de Maio, Dia do Trabalho, o portal e programa Acorda Cidade fazem uma homenagem aos trabalhadores da área da saúde.
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Profissionais de saúde relatam rotina de trabalho em Feira de Santana durante pandemia de covid-19
Foto: Aldo Matos/Acorda Cidade

Ney Silva

Enquanto muitas pessoas têm chance de seguir a recomendação de distanciamento social para evitar maior propagação do coronavírus, outras realmente precisam sair de casa todos os dias para trabalhar, inclusive contribuindo para a preservação de vidas. É o caso de profissionais da área de saúde. Neste 1º de Maio, Dia do Trabalho, o portal e programa Acorda Cidade fazem uma homenagem aos trabalhadores da área da saúde. Eles são os que mais atuam na linha de frente nesse momento de pandemia, e muitos já perderam suas vidas no Brasil e em muitos países após adoecerem durante o trabalho.

Conversamos com uma agente comunitária de saúde, uma técnica de enfermagem, uma enfermeira, um enfermeiro e uma médica, e procuramos saber como tem sido a rotina deles, a forma como se sentem a meio a essa situação, e quais cuidados estão tomando tanto no ambiente de trabalho, quanto em casa visando a própria saúde e daqueles com quem tem contato. (Leia também: Dia do trabalho: diferentes profissionais se expõem durante pandemia de covid-19)


 

A agente comunitária de saúde, Roseli Dias, contou que tem encontrado dificuldades de realizar seu trabalho porque precisa entrar em residências.

“Minha rotina de trabalho está sendo um pouco diferenciada, porque nós como agentes de saúde, adentramos os lares, verificamos o peso das crianças e fazemos o acompanhamento da família por completo. Também fazemos o acompanhamento do cartão de vacina, e os demais são informações educativas. O trabalho educativo, na prevenção, está sendo um pouco dificultoso para adentrar os lares. Precisamos manter o distanciamento de um a dois metros, e como nosso processo é mais de comunicação, a parte desse contato se torna mais difícil fazer com o distanciamento”, explicou.

Ela disse que sempre sai de casa protegida e quando chega toma outros cuidados.

“Como adentramos várias casas em um único dia, a gente tem esse distanciamento, usamos a máscara, fazemos a lavagem das mãos e quando eu chego em casa, evito entrar com a roupa que estou usando. Retiro a farda, os calçados ainda no corredor, e tomo banho na área externa da casa para não correr o risco de levar vírus para minha família. A prevenção é a arma principal neste momento de pandemia. Usem máscaras, evitem está nas ruas porque nós como profissionais precisamos ir às ruas para preservar a vida das pessoas, então como retribuição a nós, profissionais da saúde, pedimos a vocês, o isolamento social”, recomendou.

A técnica de enfermagem Daniela Franco também conversou com o Acorda Cidade sobre a sua rotina de trabalho nesse momento de pandemia.

“Todos nós da equipe estamos mais cuidadosos com as medidas, nos prevenindo mais utilizando todos os Equipamentos de Proteção Individuais (EPI’s), e realizando todos os protocolos em relação à Covid-19. Estamos ficando tensas, apreensivas e assustadas. Meus familiares em casa também. Nós estamos na linha de frente, não podemos abandonar o trabalho e os pacientes, porque nossa função é cuidar de vidas, pois foi o que escolhemos como profissão. Estamos nos prevenindo no trabalho com o uso contínuo dos EPI’s, máscara, gorro, óculos, jaleco, viseira, luvas e a lavagem correta das mãos”, afirmou.

A enfermeira Vanessa Freitas destacou que já tinha todos esses cuidados preconizados pelo Ministério da Saúde.

“Eu já costumava ter esses cuidados, lógico que nesse período de coronavírus, está sendo bem intensificado, o que torna a rotina bem estressante, exaustiva, porque eu me vejo preocupada o tempo todo com a situação, então redobrei todos os cuidados que eu já tinha. Eu me sinto vulnerável, fazemos parte do grupo de riscos pela exposição ser maior, mas estou tomando todas as precauções e confiando em Deus em primeiro lugar que tudo isso vai passar da melhor forma”, declarou a enfermeira ao Acorda Cidade.

O enfermeiro Kleyton Torres destacou e agredeceu pelo reconhecimento aos profissionais de saúde, e também reforçou a importância de utilizar os equipamentos de proteção individuais, da higienização e do distanciamento social.

O enfermeiro disse que só após todo um processo de higienização, é que ele entra em contato com os familiares. Além disso, Kleyton evita sair de casa nos horários de folga, e disse que o dia a dia dele no trabalho mudou completamente.

“Cada decisão é feita criteriosamente conforme as exigências do Ministério da Saúde, da Vigilância Epidemiológica e da Secretaria Municipal da Saúde. Foram feitos alguns planos de contingência e planos de ação. Nossa rotina foi modificada basicamente em treinamentos e capacitações para o manejo dos pacientes acometidos ou suspeitos do novo coronavírus. Confesso que hoje receber um paciente com coronavírus gera até um frio na barriga porque não temos que ter cuidados apenas com o paciente, mas também com toda a equipe, comigo e com meu familiar”, relatou destacando que mesmo trabalhoso e demorado sabe da importância de seguir todas as regras de higienização e cuidados.


 

A médica Márcia Suely D'Amaral, ginecologista e obstetra, disse que apesar de ter tido pouca mudança na rotina de trabalho, também que se preocupa com relação a transmissão do vírus.

“A gente tem se preocupado bastante, mas a nossa rotina mudou pouco na verdade, porque nós que somos médicos, precisamos está na linha de frente, precisamos está disposto para trabalhar para poder conseguir melhorar e tratar os pacientes que precisam da gente. Então a minha rotina diária tem sido todos os dias no Hospital da Mulher, plantão do HEC, hospitais de referência para gestantes e, graças a Deus, estamos realmente tentando cumprir com a nossa obrigação com a nossa população, claro que cuidando para que todas as medidas instituídas que devemos ter como profissionais e para todos, além dos familiares, e principalmente como nossos pacientes.
 

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