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Publicado em 14/02/2020 10h51.

Professora cadeirante encontra dificuldades de acessibilidade no Parque da Lagoa

O diretor do Departamento de Áreas Verdes da prefeitura, João Falcão, informou que já identificou alguns problemas, como o de acesso, e que técnicos estão analisando o que deve ser feito.
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Professora cadeirante encontra dificuldades de acessibilidade no Parque da Lagoa
Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Daniela Cardoso

Em uma cidade com poucos atrativos de lazer como Feira de Santana, o Parque da Lagoa se tornou um lugar bem querido pelos feirenses. A beleza da lagoa, somada a sombra de árvores e presença de animais atrai público numeroso, especialmente aos finais de semana.

A professora Magda Aparecida Monteiro, de 53 anos, é uma das pessoas que adoram o lugar. Portadora de Pompe, uma doença que causa fraqueza muscular e insuficiência respiratória, ela faz uso de cadeira de rodas e, diante das limitações, não tem tanta oportunidade de se divertir pela cidade. Ainda assim, sempre que pode, ela sai de casa com a mãe e o Parque da Lagoa é um dos lugares prediletos, porém, a falta de pavimentação e rampas, tem dificultado o acesso dela ao local.

“É um lugar muito agradável, tem área verde, ar puro, a natureza me faz bem. Gosto dos peixes, dos patos, das árvores, gosto de tudo aqui por que é gostoso curtir a natureza. Porém o calçamento é uma dificuldade especialmente devido a cadeira de rodas. É paralelepípedo e isso causa muita dificuldade na entrada. Além disso, teria que ter rampas, pois o meio-fio atrapalha, então pra locomoção tem que ter duas pessoas pra levantar a cadeira. As mesas são na laterais e também há dificuldade de acesso”, relatou.

Magda Aparecida Monteiro passou a usar cadeira de rodas há dois meses, pra um melhor conforto pela dificuldade de caminhar. Ela perdeu o movimento dos membros inferiores devido a rara doença rara que causa fraqueza muscular. A mãe da professora, Maria Helena, lembra que a filha fazia atividades normais, inclusive dança de salão, e com o tempo começou a cair na rua, até que foi diagnosticada com a Pompe.

“Atualmente ela usa uma medicação que vem dos Estados Unidos, que é muito cara e o Ministério da Saúde que arca com os custos. Temos assistência de home care (cuidados no lar) com técnica de enfermagem, fisioterapeuta, fonoaudióloga e um médico que sempre faz visitas semanalmente”, relata. 

A pastora Lucicleide Alves Miranda também é frequentadora do Parque da Lagoa. Ela vai ao local especialmente para a prática de atividades físicas e afirma ao Acorda Cidade que já percebeu essa dificuldade de acessibilidade. 

“Gosto muito desse local, pois pra quem não tem acesso a uma academia, é um local arborizado e a gente pode fazer caminhada, corrida. Só precisa ter um acesso mais fácil. Para as pessoas que tem deficiência e moram perto, precisa melhorar. É importante que tenha asfalto ao redor e também rampas”, observou.

O diretor do Departamento de Áreas Verdes da prefeitura, João Falcão, informou que já identificou alguns problemas no Parque da Lagoa, como o de acesso, e que técnicos estão analisando o que deve ser feito. Ele ainda pediu que quem tiver qualquer dificuldade com relação aos parques da cidade, que procure o departamento.

“Assumi recentemente e ainda estou reconhecendo toda a estrutura e todos os serviços que o departamento oferece para a comunidade. Já tivemos no Parque da Lagoa e identificamos alguns problemas. Uma das questões é a acessibilidade. Apesar de ter rampa para entrar no parque, existem algumas situações que não tem a mesma acessibilidade, então estamos com o pessoal especialista nisso para a gente estudar tudo que devemos fazer. Temos que fazer dentro da técnica pra não ficar mal feito. Peço que as pessoas que encontrem dificuldades se dirijam até a gente e relate os problemas para que a gente possa resolver. O parque é um local para todos e temos que facilitar o acesso. Esse é nosso trabalho”, destacou.

Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade
 

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