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Publicado em 25/10/2019 11h12.

Com 99,99% das urnas apuradas, Evo Morales comemora vitória na Bolívia

Pela legislação eleitoral boliviana, para vencer no primeiro turno, é preciso conquistar mais de 40% dos votos com pelo menos 10% de diferença do segundo colocado.
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Com 99,99% das urnas apuradas, Evo Morales comemora vitória na Bolívia
Foto: Roosewelt Pinheiro/Agência Brasil/Arquivo

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Agência Brasil - Com 99,99% das urnas apuradas agora de manhã, os resultados das eleições na Bolívia dão a vitória a Evo Morales. O atual presidente contabiliza 47,07% dos votos e Carlos Mesa, seu principal opositor, 36,51%. A diferença entre os candidatos é de 10,56%. Pela legislação eleitoral boliviana, para vencer no primeiro turno, é preciso conquistar mais de 40% dos votos com pelo menos 10% de diferença do segundo colocado.

As eleições presidenciais bolivianas ocorreram no último domingo (20), e a apuração foi acompanhada por polêmica. Em cenário polarizado entre Evo Morales e Carlos Mesa, não faltaram acusações de ambos os lados. Morales acusou Carlos Mesa de delinquente. Carlos Mesa afirma que Morales fraudou o pleito.

A Missão de Observação da Organização dos Estados Americanos (OEA) apontou problemas como a falta de segurança no armazenamento das urnas e a suspensão da apuração e defendeu a realização de segundo turno no país, devido à pouca diferença de votos entre os candidatos. Segundo o coordenador do Departamento de Observação Eleitoral, Gerardo de Icaza, a credibilidade da Justiça Eleitoral no país estaria em dúvida e, por isso, mesmo que alcançada a diferença de 10%, deveria ser assegurado o segundo turno.

Caso haja segundo turno, ele será realizado no dia 15 de dezembro. A posse será em 22 de janeiro de 2020.

Até o momento, no site do Órgão Eleitoral Plurinacional (OEP) da Bolívia, onde a contagem dos votos pode ser acompanhada, Evo Morales contabiliza 2.889,074 votos, enquanto Carlos Mesa tem 2.240,894 votos. A última atualização foi feita às 8h de hoje.

Se confirmado, será o quarto mandato consecutivo de Evo Morales, a primeira votação em que ele não alcança uma margem superior a 50% dos votos. Sua candidatura à reeleição é amplamente questionada.

Em fevereiro de 2016, Morales perdeu nas urnas um referendo sobre a possibilidade de reeleição. Os bolivianos votaram "não", com 51,3% dos votos. No entanto, uma decisão do Tribunal Constitucional, em 2017, habilitou Morales a seguir concorrendo à reeleição indefinidamente, alegando que é um direito humano o de "eleger e ser eleito". A oposição afirma que Morales está desrespeitando o voto e a escolha dos cidadãos no referendo de 2016.

Entenda
No domingo, depois de encerrada a votação, teve início a apuração. Um dos métodos adotados pelo OEP consiste em uma transmissão rápida de resultados preliminares, apelidada de “Trep”. Ainda no domingo, o “Trep” apontou uma soma preliminar com 83% dos votos apurados, com Morales à frente de Mesa por uma diferença de cerca de 8%.

A atualização no Trep foi interrompida, enquanto a contagem geral, manual, continuou. Um dos integrantes do Tribunal Supremo Eleitoral renunciou, avaliando a suspensão do Trep como decisão “desatinada”. A contabilização utilizando o Trep foi retomada na noite de segunda-feira (21). No novo cenário, Morales havia ampliado ligeiramente sua vantagem, chegando na casa dos 10% necessários para sua vitória no 1º turno. Nessa quinta-feira (24), 95% dos votos haviam sido registrados no sistema preliminar, faltando 5% dos votos das áreas mais afastadas.

Começaram protestos por todo o país, com grupos atacando e queimando a sede da Justiça Eleitoral em seis estados. O candidato opositor, Carlos Mesa, acusou a Justiça Eleitoral e o governo de estarem promovendo uma fraude massiva e disse que não reconheceria o resultado. Morales condenou a violência e acusou a tentativa de um golpe no país para inviabilizar a eleição. Diante dos atos de violência, tribunais regionais tiveram dificuldade de continuar a apuração dos votos.

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