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Publicado em 21/10/2019 16h26.

Feira de Santana sediará Vivência Artística na Área de Patrimônio Imaterial

O projeto Nordeste das Artes acontece no Centro Cultural Sesc com a presença de mestres e mestras da cultura popular de todo o Nordeste.
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Feira de Santana sediará Vivência Artística na Área de Patrimônio Imaterial
Foto: Divulgação

Acorda Cidade

Nos dias 22 e 24 de outubro, o Sesc Bahia realizará uma vivência artística na área de patrimônio imaterial com a presença de mestres e mestras da cultura popular de cada estado do Nordeste, no Centro Cultural Sesc em Feira de Santana. A iniciativa faz parte da primeira edição do projeto Nordeste das Artes e integra um conjunto de ações que estão sendo realizadas colaborativamente pelos nove Estados da região Nordeste. A programação gratuita!

O projeto tem como objetivo fomentar maior proximidade entre os Estados da região e promover trocas de saberes, por meio de fóruns, debates e vivências artísticas tendo como participantes os profissionais que atuam no campo da cultura e da arte. Estarão presentes ao evento, além de pelo menos um representante da cultura popular de cada estado nordestino, técnicos da área cultural do Sesc dos nove estados da região.

A abertura do evento acontece no dia 22, às 10h, com a presença do Diretor Regional do Sesc, José Carlos Boulhosa Baqueiro, e da Analista em Patrimônio cultural do Departamento Nacional do Sesc, Flávia Tebaldi. Na sequência, o público presente poderá apreciar a apresentação dos Aboiadores de Valente, pai e filho, aboiadores reconhecidos na região de Valente com suas histórias e cantoria de aboios e toadas. Às 13h30 acontece a roda de conversa ‘Os saberes e tradições da minha terra’, com a presença de mestres e mestras da cultura popular do Nordeste representando importantes expressões e manifestações culturais da região, como o Samba de roda, Dança de São Gonçalo do Amarante, Samba de coco, Tambor de crioula, Bumba-meu-boi, Congo, entre outras. São eles: Mestre Nelson da Rabeca (Messias-AL), Mestra Dona Chica do Pandeiro (Matinha, Feira de Santana-BA), Mestre Chico (Faceira, Limoeiro do Norte-CE), Mestre Ciço Gomes (Arcoverde-PE), Mestra Ana do Coco (Quilombo Ipiranga-PB), Mestre Gláucio PeduBreu (São Gonçado do amarante-RN), Mestre Batista (Catanduvas-PI), Mestre Neilton (Laranjeiras-SE) e Mestra Maria do Coco (Guimarães-MA). No encerramento da noite, às 18h, Mestre Bule-bule em uma apresentação com conversaria e cantoria.

A programação do dia 24 começa às 9h, com facilitadores do Centro de Formação Artesanal do Sesc conduzindo experimentações práticas em renda de bilro, tecelagem, cerâmica em torno, renascença e serigrafia. Às 13h30, Ailton Krenak - uma das maiores lideranças do movimento indígena brasileiro - marca presença no evento com a palestra ‘Sabedoria dos povos da floresta’. Ailton é ambientalista e escritor e pertence à etnia indígena crenaque. O dia prossegue com a vivência ‘O encantamento dos vários Nordestes’, às 15h30, mais uma vez dando voz aos nove mestres e mestras convidados. No fechamento do projeto, às 18h, o grupo Quixabeira da Matinha anima o público com um grande samba de roda e ritmos de diversas manifestações populares como a bata de feijão, folia de reis, cantiga de roda e boi da roça.

Serviço

O que: Sesc Nordeste das Artes - Vivência artística de Patrimônio – mestres e mestras da cultura popular

Quando: 22.out – 10h30 às 18h | 24.out – 9h às 18h

Onde: Centro de Cultura Sesc | Feira de Santana

Programação gratuita | www.sescbahia.com.br

 

22 de outubro

10h - Abertura oficial

10h30 – Os sons e saberes dos vaqueiros - Aboiadores de Valente/BA

13h30 - Roda de conversa "Os saberes e tradições da minha terra" - Mestres e Mestras da cultura popular do Nordeste

18h - Conversaria e cantoria com o Mestre Bule-Bule

 

24 de outubro

9h às 17h - Experimentação prática em renda de bilro, tecelagem, cerâmica em torno, renascença e serigrafia

13h30 - Sabedoria dos povos da floresta com Ailton Krenak

15h30 - "Os encantamentos dos vários nordestes" - Vivência com os Mestres e Mestras da cultura popular

18h - Samba de roda com a Quixabeira da Matinha

 

Sobre os mestres

Alagoas

Mestre Nelson da Rabeca (Messias-AL)

Agricultor, rabequista, acordeonista e compositor de baiões, xotes, marchas e forró pé-de-serra. Descobriu sua aptidão em tocar e produzir instrumentos aos 54 anos. Em 2009, foi reconhecido como Patrimônio Vivo do Estado Alagoas.

Expressão cultural: Autodidata, constrói rabecas desde os anos 1970, com originalidade e perfeição. Pesquisa madeiras diferentes, objetivando a beleza e o resultado sonoro do instrumento. Vive de confeccionar rabecas e se apresentar em shows com sua Benedita da Silva, que o acompanha como vocalista.

 

Bahia

Mestra Dona Chica do Pandeiro (Matinha, Feira de Santana-BA)

Filha de lavradores, Dona Chica trabalhou na roça desde pequena e ao crescer casou-se com o famoso Coleirinho da Bahia, com o qual teve cinco filhos. O caçula é quem lidera o grupo Quixabeira da Matinha, do qual Dona Chica tornou-se pandeirista após a morte do esposo.

Expressão cultural: O Samba de Roda é um acontecimento popular festivo que combina música, dança e poesia. Surgiu no século XVII, na região do Recôncavo Baiano, e vem das danças e tradições culturais dos africanos escravizados da região. Além disso, contém elementos da cultura portuguesa, como a língua, a poesia e alguns instrumentos musicais.

 

Ceará

Mestre Chico (Faceira, Limoeiro do Norte-CE)

Aprendeu a brincadeira do boi com o tio João Caboclo, com quem fundou no ano de 1980 o Boi Pai Campo da comunidade da Faceira, em Limoeiro do Norte. Em 2005, foi reconhecido como Mestre da Cultura Popular do Estado do Ceará.

Expressão cultural: O Boi é patrimônio de Faceira e tornou-se motivo de celebração e encontro da comunidade. A brincadeira do bumba-meu-boi foi passando de geração para geração, povoado para povoado, até bater em Faceira. Foi quando João Caboclo construiu com suas próprias mãos o boi, feito de ripa de madeira assada.

 

Pernambuco

Mestre Ciço Gomes (Arcoverde-PE)

Conheceu o samba de coco nos anos de 1960, levado pela mãe ao coco do saudoso Ivo Lopes. Em 1972, escreveu a música “A Vida tava tão boa” que marcaria sua carreira. Em 1996, passa a integrar o Coco Raízes de Arcoverde e em 1999 funda seu próprio grupo que batiza de Samba de Coco Trupé de Arcoverde.

Expressão cultural: O samba de Coco tem origem indígena e negra, tendo no Brasil como base os quilombos. Na cidade de Arcoverde, essa manifestação cultural possui uma sonoridade vinda do ganzá, do triângulo, do pandeiro, com uma batida forte e rápida vindo do surdo que se mistura ao trupé dos pés de integrantes que calçam tamancos de madeira.

 

Paraíba

Mestra Ana do Coco (Quilombo Ipiranga-PB)

Filha da Mestra Dona Lenita e neta do Mestre Zé Pequeno, aos 18 anos passou a tomar gosto pela tradição cantando coco e ensinando as crianças da comunidade. Em 2010 e 2018, foi premiada pelo Cultura Viva (MINC). Seu coco é o coco de umbigada.

Expressão cultural: A festa do coco de roda é considerada a manifestação cultural mais tradicional do estado da Paraíba. O Coco de Roda Novo Quilombo foi fundado há 30 anos pela Mestra da Cultura Popular, Dona Lenita, e contribui com a cultura e educação popular local.

 

Rio Grande do Norte

Mestre Gláucio PeduBreu (São Gonçado do amarante-RN)

Neto sucessor do Mestre de congo Lucas Teixeira de Moura e sobrinho do Mestre Sérvulo Teixeira do coco de roda Bambelô da Alegria. Em 2010 foi coroado Mestre de Congo por seu tio Sérvulo Teixeira, na missa de 7° dia de seu avô.

Expressão cultural: Congada, congado ou congo, é uma expressão cultural e religiosa que envolve o canto, dança, teatro e espiritualidades cristã e de matriz africana. Louva-se Nossa Senhora do Rosário, São Benedito e Santa Efigênia, pela proteção que deram aos escravos negros.

 

 

Piauí

Mestre Batista (Catanduvas-PI)

Proprietário e Amo dos Bois Rei da Boiada e Boi Mirim Garantido. Rei da Boiada é o Boi mais antigo em atividade ininterrupta da Parnaíba, atuante desde o princípio do século 20 e já foi campeão 15 vezes do São João da Parnaíba.

Expressão cultural: O Bumba-meu-boi é uma dança folclórica que ocorre com variações de lugar para lugar. Estudos o definem como uma “dança dramática”, um “bailado cômico-dramático”, “folguedo de rua” ou “manifestação folclórica com dança, canto e declamações”.

Sergipe

Mestre Neilton (Laranjeiras-SE)

Conselheiro do Conselho de Promoção da Igualdade Racial em Sergipe e no município de Laranjeiras/SE. Presidente e fundador do Instituto Quilombo em Ação e tem Curso de Gestão Cultural para jovens lideranças de grupos de tradição na cultura popular na UFF.

Expressão cultural: A dança de São Gonçalo do Amarante é acompanhada por violões, pulés (instrumentos feitos de bambu), e caixa, que é tocada pelo 'patrão', homem vestido de marinheiro, como alusão a São Gonçalo do Amarante.

 

Maranhão

Mestra Maria do Coco (Guimarães-MA)

Reconhecida como Mestra da Cultura Popular e Mestra do Tambor de Crioula, é responsável pelo grupo Tambor de Crioula Manto de São Benedito, que teve origem no povoado quilombola do município de Guimarães, com a sua avó, Dona Salu, que foi ex-escrava.

Expressão cultural: O Tambor de Crioula do Maranhão é uma forma de expressão de matriz afro-brasileira que envolve dança circular, canto e percussão de tambores. Seja ao ar livre ou lugares fechados é realizado sem calendário pré-fixado e praticado especialmente em louvor a São Benedito.  

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