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Publicado em 11/09/2019 15h10.

Estudantes de escola municipal confeccionam materiais autossustentáveis para economizar água

Ontem (10) a escola realizou uma exposição com todos os trabalhos produzidos pelos estudantes a partir do estudo que vem sendo realizado desde o último mês de agosto.
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Estudantes de escola municipal confeccionam materiais autossustentáveis para economizar água
Foto: Secom

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Filtros feitos com garrafas pet, cascalho, areia, carvão e algodão, pluviômetros, vasos autoirrigáveis, mini-cisternas, telas, paineis e uma maquete. Todos são materiais construídos de maneira sustentável pelos estudantes de três turmas do 6º ano da Escola Municipal Quinze de Novembro, no distrito de Jaíba. Ontem (10) a escola realizou uma exposição com todos os trabalhos produzidos pelos estudantes a partir do estudo que vem sendo realizado desde o último mês de agosto.

Os estudantes vêm dedicando muito da sua atenção nas aulas de Ciência ao estudo da água. Além de ser um assunto que já faz parte da grade curricular, as atividades com o tema foram potencializadas pelas ações vinculadas ao Prêmio ArcelorMittal de Meio Ambiente, PAMMA 2019. Na próxima semana, os alunos vão trocar relatos entre si sobre o envolvimento com as atividades.

Os materiais foram criados pelos estudantes de forma conjunta e a partir da orientação de Adriana Campos, professora responsável pelas turmas de Ciências do 6º ao 9º ano na unidade de ensino e também pela execução dos projetos. Todos os itens são extremamente úteis e podem ser construídos em casa com material descartável. Os vasos autoirrigáveis são um exemplo simples, sustentável e eficaz.

Funciona assim: corta-se uma garrafa pet ao meio. A extremidade que tem tampa ficará de ponta-cabeça apoiada na parte inferior. Aí coloca-se a terra e a mudinha na primeira e água na segunda. Apenas as primeiras irrigações devem ser feitas diretamente na planta. Um pedaço de barbante em contato com as duas superfícies funcionará como a raiz da planta, conduzindo água para o vegetal.

Adriana diz que as aulas teóricas exigem mais dela, como docente, para conseguir a atenção dos alunos. Então, foi a parte prática que teve impacto direto e expressivo no grau de envolvimento dos estudantes com as atividades.

“Nas aulas práticas, o tempo e o espaço são deles. O impacto é maior por que eles se envolvem diretamente na construção do conhecimento. Alguns estudantes que não participavam muito das aulas regulares se mostram muito mais participativos na hora de executar o que haviam aprendido. Se não trazem material, ajudam outro colega. E isso faz os olhos deles brilharem”, destaca a professora.

Maria Clara Ribeiro da Silva tem 11 anos e é aluna do 6º ano. Ela diz que gostou de tudo, desde as aulas práticas às teóricas. “É um tema importante para se discutir, por que a água que temos pode acabar um dia”, pontua. Em sua casa, a água usada para o enxágue das roupas lavadas já está sendo reutilizada para lavar o banheiro - uma forma de economizar.

A opinião positiva sobre as aulas práticas é partilhada também pela vice-diretora da escola, Maria Cláudia Cerqueira. “É algo tão legal que até incentiva os outros estudantes a fazerem algo mais bem elaborado também. Seja por que têm um bom exemplo para seguirem, seja por competição. O importante é que eles estão envolvidos nas atividades e aprendendo mais”, conta.

Todos estes experimentos foram precedidos por aulas teóricas que tiveram como base o material didático cedido pelo Instituto ArcelorMittal. Este ano, o prêmio quis estimular a criação de projetos que contribuíssem positivamente para a discussão sobre um dos maiores problemas do mundo – a crise hídrica. E o tema escolhido foi: “Meio ambiente e ciência: água – economizar para não faltar”.

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