Acorda Cidade - Dilton Coutinho

26 de Janeiro de 2020
Facebook Twitter WhatsApp
WhatsApp 75 98297 4004
Rádio Acorda Cidade

Dom Itamar Vian

Todas as notícias
Publicado em 09/09/2019 09h22.

Você e as bruxarias

O trovão, por exemplo, era explicado como admoestação divina.
Mudar o tamanho da letra: Aumentar letra Diminuir letra

Há séculos atrás, entendia-se que o homem tivesse medo de supostas forças cósmicas. A ciência estava pouco desenvolvida e muitos fenômenos, próprios da natureza, eram encarados como de origem divina. O trovão, por exemplo, era explicado como admoestação divina.

COM O PROGRESSO científico, os fenômenos físicos passam a ser entendidos na sua própria estrutura, não sendo mais necessário buscar, na divindade ou em outras forças cósmicas a explicação que se encontra na própria natureza. Conseqüência direta é desaparecer o medo frente a supostas forças cósmicas. O homem se protege com os recursos naturais. Não necessita apelar para soluções sobrenaturais.

NESSE contexto, é cada vez mais estranho o avanço da superstição. Superstição é o medo frente a fenômenos da natureza, ou confiar o próprio destino à proteção de imaginárias forças que emanam de seres, plantas ou objetos. Certas datas do calendário amedrontam a pessoa supersticiosa: “Agosto dá desgosto”, “sexta-feira 13 é um perigo”... Em outras palavras, a pessoa renuncia ao próprio destino e o confia a objetos e forças naturais.

HÁ QUEM se declare livre da superstição, mas tem medo de passar por debaixo de uma escada, deixar o sapato virado para cima e se espanta ao ver um gato preto. Defende-se com galhos de arruda, figas pendurados ao peito e despachos. Pior ainda, deixa de buscar em Deus a proteção para sua vida, para buscá-la na natureza, na leitura dos astros, constelações e zodíacos, através dos horóscopos. Deve-se, porém, respeitar as pessoas que acreditam nessas “forças”.

O HOMEM “cientifico” se ajoelha diante da magia que, teoricamente, repudia. Uma parte da explicação para o renascimento da magia, da bruxaria, deve ser buscada na diminuição da fé em Deus. Deus fez o homem senhor da natureza, deu-lhe a missão de dominá-la e o homem, sem Deus, passa a ser servo dominado por ela. Acontece a renúncia à própria competência do homem de explicar e dominar os fenômenos naturais.

CERTA VEZ um autor escreveu que o homem sempre crê em alguma coisa: ou crê em Deus, ou crê em bruxas. Quanto maior a fé, menor a superstição. O nosso auxilio vem de Deus, que fez o céu e a terra. O Salmo 26 nos garante: “O Senhor é minha luz e salvação: a quem temerei? O Senhor é o protetor de minha vida: de quem terei medo?” (Sl 26,1)

Dom Itamar Vian
Arcebispo Emérito
[email protected]

Comentários

AVISO: os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Acorda Cidade.
É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Acorda Cidade pode até retirar, sem prévia notificação, comentários ofensivos e com xingamentos e que não respeitem os critérios impostos neste aviso.



Mais Notícias

Artigo

Mulheres livres

Ter direito sobre seu corpo, neste caso, é escolher viver a cultura de morte em detrimento de escolher a vida...

Artigo

Necessidade de férias

As férias, além de promoverem a saúde, alegria, auto-estima e o bem-estar geral do trabalhador, está prova...

Artigo

Vida Saudável

Depois de diversos exames, testes, eletrocardiogramas, os diagnósticos revelam as doenças que marcam nossa s...

Vídeo

Mulher perde móveis após chuva em Feira de Santana Veja mais Vídeos ›

Podcast

Ouça o Programa desta sexta-feira 24.01:
Veja mais PodCasts ›

Facebook

Instagram