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Dom Itamar Vian

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Publicado em 19/08/2019 11h45.

Meus fracassos

Muitas vezes, a pessoa não identifica ninguém como culpado dos seus fracassos, mas cria a hipótese de que ele existe.
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Muita pessoas colocam nos outros a culpa pelos seus próprios fracassos. Culpa o esposo ou a esposa, os filhos, os colegas de trabalho, os vizinhos, o governo: “Eu sou vítima do mal que me fizeram. Não sou culpado, os outros é que são”.

MUITAS vezes, a pessoa não identifica ninguém como culpado dos seus fracassos, mas cria a hipótese de que ele existe: “Acho que alguém está me fazendo mal. Não sei quem é, mas as coisas na minha vida estão dando muito errado. Só pode ser aquele fulano(a) querendo o meu mal”. Essas hipóteses, são altamente destrutivas e fica ainda mais difícil melhorar o modo de viver.

QUANDO uma pessoa atribui seus insucessos ao pai, ao vizinho, ao colega de trabalho, caso se afaste de quem supostamente lhe faz mal, pode criar condições para viver melhor, se assumir a sua vida com responsabilidade. Mas, ao imaginar que há alguém lhe fazendo mal, sem saber quem é, e esse alguém pode persegui-lo, se acredita nisso, nunca encontrará solução para seus problemas.

AO SE COLOCAR como vitima de alguém, a pessoa não cresce. O outro é culpado: “Quem precisa melhorar para que a minha vida dê certo é o outro, não eu”. Logo, quem precisa mudar é ele, não a própria pessoa. Essa é uma das formas mais fáceis de parar na vida, de não se realizar. Pessoas assim só melhoram, quando mudarem sua forma de pensar.

PRECISAMOS ser protagonistas da nossa vida. À medida que tenho consciência de que sou livre para decidir, devo também assumir as responsabilidades daquilo que me acontece. Claro que outras pessoas podem me influenciar negativamente. Mas, atribuir a elas meu fracasso, quase sempre, é algo exagerado. Mesmo quem é muito ferido, enganado, explorado e caluniado, consegue superar quando tem noção da responsabilidade sobre a própria vida.

NINGUÉM vencerá se permanecer na condição de vítima. O protagonista da própria vida e história não assume o vitimismo. Sabe que a vida é difícil, sabe que outros podem fazê-lo sofrer, mas tem força interior para levantar, continuar o caminho e dar a volta por cima. Acredita nas palavras de Jesus: “Não tenham medo, eis que eu estou convosco todos os dias...”(Mt 28, 20).

Dom Itamar Vian
Arcebispo Emérito
[email protected]

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