Acorda Cidade - Dilton Coutinho

  • Gov BA modelo de gestão
  • Gov BA modelo de gestão
26 de Agosto de 2019
Dólar: R$ 3,84 Euro: R$ 4,39
-17º -17º Feira de Santana
Facebook Twitter WhatsApp
WhatsApp 75 98297 4004
Rádio Acorda Cidade

Variedades

Todas as notícias
Publicado em 01/06/2019 09h20.

O luto nas redes sociais: psicóloga explica sentimento e comportamento dos fãs

O luto é um estado psíquico extremamente doloroso, associado à morte e às perdas.
Mudar o tamanho da letra: Aumentar letra Diminuir letra
O luto nas redes sociais: psicóloga explica sentimento e comportamento dos fãs
Foto: Divulgação

Acorda Cidade

 “Quarta e quinta em São Paulo (SP); sexta, Afrânio (PE); sábado, Areia Branca (SE) e Salvador (BA); domingo, Arraiá do GD [Gabriel Diniz] em Belém do Pará. Alô, galera de Belém do Pará!”. Foi com o bom humor e empolgação de sempre que o cantor Gabriel Diniz anunciou na manhã da última segunda-feira (27), em uma das suas redes sociais, a agenda de shows programados para os próximos dias. Os planos de Gabriel Diniz e a expectativa de milhares de fãs foram frustrados com a notícia inesperada da morte de Gabriel. Ele estava em um avião de pequeno porte que caiu em uma área de manguezal no sul de Sergipe. Nenhum dos ocupantes sobreviveu à tragédia.

Diante da perda de um dos grandes nomes atuais da música pop brasileira na atualidade, a consternação foi geral. Mas como explicar que, mesmo sem vínculos familiares ou sem aproximação alguma, tantas pessoas tenham ficado tão tristes? “Primeiramente, é preciso perceber que acidentes são sempre inesperados, portanto, somente a notícia da queda do avião, independentemente de quem estava a bordo, já causa alguma comoção. Agora, quando se junta a isso o fato de que nenhum ocupante sobreviveu, e que uma dessas vítimas estava no auge na carreira profissional, não há como não se entristecer”, explica a psicóloga Celiane Chagas, do Sistema Hapvida.

A especialista observa também outro aspecto importante. Mesmo quem não ia a shows do Gabriel Diniz, de alguma forma, chegou a conhecê-lo, por meio da música mais tocada no Brasil nos últimos tempos. O nome dela? É Jeniffer! “A música alegre, para cima, fez muita gente dançar, sorrir, brincar. Em geral, essa é a memória que a música desperta. Por isso, essa tristeza parece ser ainda mais intensa”, enfatiza Celiane.

Redes sociais

Além da arte, Gabriel Diniz também usava as redes sociais para se aproximar do público. Com mais de 3 milhões de seguidores no Instagram, ele costumava mostrar bastidores de shows, viagens, passeios e festas. “Quem o seguia passou a se sentir muito mais próximo, como se conhecesse o cantor de perto. Esse fenômeno não ocorreu apenas nesse caso. A sistemática da rede social favorece esse tipo de sentimento, com qualquer pessoa. Saber que ele não estará mais ali, gravando vídeos, e ‘falando’ com as pessoas na palma da mão delas, certamente, causa mais do que tristeza. Os faz, em especial, vivenciar até mesmo um estado de luto”, alerta a psicóloga.

Luto

O luto é um estado psíquico extremamente doloroso, associado à morte e às perdas. No entanto, por mais difícil que possa ser, é necessário “viver o luto” para não se “viver de luto”. A psicóloga Danielle Azevedo, também do Sistema Hapvida, fala que é imprescindível passar por todas as fases desse processo para que se atinja a superação. O contrário pode provocar o “luto patológico”, que é causa frequente de graves doenças psicológicas, como depressão, transtornos de ansiedade e outras patologias.

Em geral, a vivência do luto se dá em cinco fases. A primeira fase pode ser reconhecida com base em reações e frases como “eu estou bem”, “não preciso de ajuda”. Em um segundo momento, aparece a negação e raiva, bem percebidas em colocações como “isso não é justo comigo”, “por que Deus fez isso comigo?”.

A terceira fase, de acordo com a psicóloga, é a da barganha, quando as pessoas enlutadas querem fazer uma negociação do tipo “Eu faria qualquer coisa para ter ele(a) de volta”. Nesse caso, tem pessoas que recorrem à espiritualidade e se aproximam de determinadas religiões para tentar amenizar a saudade e também a dificuldade de lidar com a perda.

Mais à frente, aparece a fase depressiva, em que a pessoa se nega a sair de casa e acredita que a dor que sente não vai passar. “Essa é a fase em que a pessoa está se despedindo do luto, quando começa a entender que é um sofrimento, mas que precisa sair do fundo do poço e que, para isso, só depende dela”, explica a especialista.

A última etapa é a mais importante é a mais demorada. Essa é a fase da aceitação, que pode ser bastante prolongada para algumas pessoas. Também conhecida como a fase da conformidade, esse momento é reconhecido quando as pessoas começam a dizer, por exemplo, que a morte trouxe a paz para quem partiu e para quem ficou.

“Aceitar o luto sempre vai ser o melhor caminho, porque quando as pessoas o negam, elas enclausuram o próprio sofrimento, fazem com que aquilo fique muito mais aparente”, defende Danielle ao lembrar que vai chegar um momento em que a saudade não vai doer mais, será considerada leve, e só trará boas memórias”, finaliza.

Comentários

AVISO: os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Acorda Cidade.
É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Acorda Cidade pode até retirar, sem prévia notificação, comentários ofensivos e com xingamentos e que não respeitem os critérios impostos neste aviso.



Mais Notícias

Redes sociais é o principal motivo para as cirurgias plásticas
Variedades

Redes sociais é o principal motivo para as cirurgias plásticas

Rinoplastia está entre os procedimentos mais procurados entre homens e mulheres, afinar o nariz pelos efeitos...

Alimentos secos e bem armazenados duram três vezes mais na geladeira
Variedades

Alimentos secos e bem armazenados duram três vezes mais na geladeira

Segundo especialistas, verduras e frutas devem ser guardadas como chegam do mercado, sem lavar com água, sab...

No Dia Mundial da Fotografia, confira um ensaio sobre o cotidiano das mulheres quilombolas
Variedades

No Dia Mundial da Fotografia, confira um ensaio sobre o cotidiano das mulheres quilombolas

O fotógrafo Gilucci Augusto conta como foi a experiência desses registros

Vídeo

Veja vídeo em 3D de como ficará o Centro de Educação, no prédio do FTC Veja mais Vídeos ›

Podcast

CDL realiza entrega dos prêmios da campanha Liquida Feira 2019
Veja mais PodCasts ›

Facebook

Instagram