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Publicado em 24/05/2019 16h31.

Em encontro para debater Micareta, empresários voltam a defender abertura do comércio nos dias de festa

O encontro foi promovido pelo deputado federal Zé Neto, o deputado estadual Robinson Almeida e do vereador Alberto Nery.
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Em encontro para debater Micareta, empresários voltam a defender abertura do comércio nos dias de festa
Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Daniela Cardoso

A abertura ou não do comércio durante os dias em que a Micareta de Feira de Santana é realizada, foi um dos pontos altos debatidos no encontro “Perspectivas e caminhos para a Micareta de Feira”, realizado nesta sexta-feira (24) em um restaurante da cidade.

O encontro foi promovido pelo deputado federal Zé Neto, o deputado estadual Robinson Almeida e do vereador Alberto Nery. Diversos setores que constroem a festa, como representantes de entidades, artistas e imprensa. Nenhum representante da prefeitura de Feira compareceu ao encontro. Segundo Zé Neto, o secretário de Cultura, Esporte e Lazer, Edson Borges, informou que estaria em um compromisso em Salvador e por isso não poderia participar do evento.

Um dos convidados do encontro, Luiz Mercês, que é presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Feira de Santana, defendeu a abertura do comércio durante os dias de festa, mas destacou que o comércio não é contra micareta.

Ele defende que como a festa não é realizada em dias de feriados nacionais ou estaduais, muitos feirenses aproveitam a folga no comércio para viajar, enquanto pessoas de outras cidades não têm a oportunidade de vir para a Micareta de Feira.

“Com as atrações que temos, podemos atrair muitas pessoas para a cidade. Mas como só é feriado em Feira, não está atraindo pessoas de outros locais. Então a primeira coisa a se fazer é mudar a data da Micareta para um dia que seja feriado. Isso acontecendo, dá pra ter pessoas de fora”, defendeu.

Luiz Mercês considera fechar o centro comercial da cidade durante a Micareta um absurdo. Ele afirma que o comércio também é uma atração para quem vem de outras cidades e diz que é uma falta de educação convidar as pessoas de fora e fechar o comércio.

“Como se faz uma festa na cidade e simplesmente as pessoas resolvem fechar o comércio como se isso não fosse atração? Comércio em todo lugar do mundo é atração. Não podemos excluir o comércio. Se você abre, você emprega. Comércio hoje é trabalho e não podemos abrir mão da empregabilidade. Não estou aqui para ser contra ou a favor e nem para criar polêmica. Serrinha, por exemplo, tem a vaquejada que é multidão de pessoas, é uma festa que traz recursos e aqui temos uma festa que está sendo bancada pelo município”, comparou.

Marcelo Alexandrino, presidente da Associação Comercial de Feira de Santana, defendeu a inclusão do comércio com a Micareta. Ele afirmou que é importante já começar a definir as próximas edições da festa e disse que defende a revitalização da Micareta.

“Queremos que a festa seja mais inclusiva em relação ao comércio, a gente não pode excluir o comércio dessa festa e simplesmente achar que tem muita gente que pensa que tem que fechar o comércio. Nós temos hoje uma população de quase 700 mil habitantes, então nem todos gostam da festa, você tem evangélicos que não participam, então Feira de Santana é uma cidade plural. Você tem a possibilidade de ter o comércio funcionando sem problema nenhum, atendendo os convidados que vieram para a festa fazendo suas compras de forma natural, com a festa também acontecendo de forma natural, então a gente entende que a festa tem que ser melhor repensada”, afirmou.

Dentro do pensamento de repensar a festa, Marcelo Alexandrino destaca que deve-se estudar melhor a localização. Ele afirma que a Micareta na Presidente Dutra atrapalha muito os comerciantes instalados no local e falou também sobre a data de realização da festa.

“No mês de abril, a Micareta de Feira acaba coincidindo com a Semana Santa e outros feriados. Depois da Micareta, você fica praticamente metade do mês sem nenhum tipo de produtividade e isso é péssimo para a economia da cidade, não só para o comércio. A gente precisa ver, adequar as datas sempre próximos a feriados para que a gente possa atrair pessoas de fora, ver um local para que a gente possa estar mais condizente com o comércio daquela região e incluir de modo geral todo o comércio para fazer uma festa maior do que ela já é”, afirmou.

Girlanio Guirra, idealizador do Troféu Oscar Folia, considerou válida a iniciativa de discutir a festa com antecedência e dentre os assuntos debatidos, ele chamou atenção para a abertura ou não do comércio. Girlanio não concorda que o comércio deva funcionar durante a festa.

“Destaco a presença da CDL, quando eles continuam batendo na tecla que tem que continuar com comércio fechando somente no sábado durante a Micareta, então a gente desconhece a prática da boa fé da CDL, porque se em Salvador durante o Carnaval, a CDL daqui de Feira de Santana dá o feriado, porque na nossa festa eles abrem? Quer dizer, você faz a festa para os outros e quando é para a gente, eles trancam, fecham as portas”, opinou.

Ele ainda falou sobre a rede hoteleira na cidade e afirmou que deveria ter mais participação dessa classe na divulgação da festa, já que esses empresários são diretamente interessados.

"Estão reclamando que não vêm clientes, mas para reclamar eles precisam divulgar, não tem que ficar esperando cair do céu. Você tem que chegar nas próprias rádios de Feira de Santana, nos jornais, revistas, internet e divulgar que aquele hotel está aberto e com promoção para atender o folião durante os quatro dias de Micareta, eles não fazem isso. Quer que o folião torne-se cliente de hotel como?”, questionou.

O deputado estadual Robinson Almeida também deu opinião sobre a Micareta e o funcionamento do comércio. Ele acredita que a Micareta deve movimentar a economia local e que o comércio deve funcionar.

“Que seja uma festa que movimente a economia local, que tenha geração de emprego, que possa atrair turistas, especialmente de outras regiões do estado e mantenha a marca que caracteriza a festa de ser a maior micareta do Brasil. Temos que harmonizar sua realização com a atividade do comércio, pois a falta disso está trazendo uma verdadeira evasão de feirenses para outros destinos do estado, especialmente a área de litoral”, afirmou.

Parceria com o governo do estado

O deputado Robinson Almeida falou também sobre o governo do estado na realização da Micareta de Feira. Ele disse acreditar que o governo do estado pode e deve ser mais parceiro e ressaltou que para isso precisa existir planejamento.

“Com antecedência, ter o projeto para sentar o governo do estado e prefeitura, ver quais são as contribuições podem ocorrer, além das que já são dadas. O governo do estado pode ajudar mais indicando patrocinadores, trazendo atrações e isso precisa de uma conversa prévia. É isso que estamos sugerindo que a prefeitura faça em 2020”, disse.

Próximos passos

O deputado federal Zé Neto fez uma boa avaliação do encontro e informou que os pontos debatidos resultarão em um relatório, que deve ser discutido posteriormente junto com a prefeitura de Feira. Ele lamentou a ausência do secretário de Cultura, Esporte e Lazer, Edson Borges e disse que é muito importante ouvir as pessoas que fazem parte da festa. Além disso, Zé Neto destacou que deve ser criado um conselho para a Micareta, com representes do estado, município, entre outras representatividades.

“Ouvimos situações diversas que vai ajudar a todos que participam da festa. Uma coisa ficou clara: é preciso criar esse conselho com todos os envolvidos na festa para debater com antecedência e mais articulação. É importante movimentar a cultura, os eventos pré-micareta. Tudo isso poderia gerar uma festa com muito mais amplitude e mais visibilidade para se vender. Acho que tivemos pontos positivos esse ano com relação ao ano passado, melhorou alguma coisa e quero apostar que melhore ainda mais. Mas não pode uma festa dessa ser realizada sem patrocínio. É preciso trabalhar com antecedência, com envolvimento”, afirmou.

Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade
 

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