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Publicado em 15/03/2019 10h44.

Psicóloga avalia que desequilíbrios emocionais e mau uso da internet podem ter motivado tragédia em Suzano

Familiares devem estar atentos as mudanças de comportamento dos jovens.
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Psicóloga avalia que desequilíbrios emocionais e mau uso da internet podem ter motivado tragédia em Suzano
Foto: Ney Silva/Acorda Cidade (Arquivo)

Ney Silva e Rachel Pinto

O massacre na escola estadual Raul Brasil na cidade de Suzano na região metropolitana de São Paulo ocorrido na ultima quarta-feira (13) continua tendo grande repercussão. Dois jovens, Guilherme Taucci Monteiro e Luiz Henrique de Castro, invadiram a escola, mataram oito pessoas pessoas, feriram onze e em seguida tiraram a própria vida. Vários questionamentos surgiram sobre esse episódio e principalmente sobre as motivações que os jovens tiveram para agir.

Do ponto de vista da psicologia, o fato chama atenção para uma análise comportamental das crianças e adolescentes na sociedade. A psicóloga Fabiana de Santana Cardeal, fez algumas pontuações, do ponto de vista de sua experiência prática em atendimento clínico a crianças e adolescentes e em entrevista ao Acorda Cidade afirmou que acredita que a internet pode ter sido uma ferramenta que contribuiu para que a tragédia em São Paulo ocorresse.

A investigação policial aponta que os jovens usavam um sistema de internet conhecido como ‘deep web”, que configura-se como uma redes de comunicação anônima que pode ser acessada com facilidade e é usada para a circulação de conteúdo ilegal.

Fabiana frisou que é fundamental que as pessoas que trabalham na área de saúde e lidem com crianças e adolescentes tenham uma atenção para as emoções desse público.

“A gente precisa parar para pensar qual o primeiro ambiente que essas pessoas circulam, qual a primeira forma de educação que esses sujeitos tiveram, qual o primeiro contato com as emoções e com os conflitos, com as frustrações. Esse primeiro contato certamente aconteceu dentro de um lar, dentro de uma casa. Certamente esses jovens autores do massacre já deveriam vir dando alguns sinais e talvez pela correria do dia a dia, as pessoas mais próximas, os pais, por exemplo, não conseguiram absorver, compreender isso. Criaram um turbilhão de emoções mal canalizadas e se alguém tivesse dado uma determinada importância a essas emoções desses jovens, certamente vão perceber que eles eram adoecidos e que não tinham saúde mental”, comentou.

Fabiana avalia que geralmente esses comportamentos que incitam o crime e a violência não acontecem nos jovens da noite para o dia. Eles vem associados de uma motivação interna e depois incentivados a agir para o mal. Ela ressalta que o contexto da internet provoca o empoderamento midiático dessas pessoas e faz com que elas ajam em sociedade.

“Devemos levar em consideração que hoje existe familia, educação, sociedade e o contexto virtual. Muitos jovens só sabem se relacionar por trás de uma tela e não existe o corpo a corpo, o olho no olho. Isso é sinal de que há algo errado.Tudo torna-se frio e nesse contexto aquele adolescente que é recluso, tímido e no contato pessoal ele demonstra isso, no contato virtual ele vai ser o que ele quiser ser. Não sou contra a tecnologia, o que acontece é o uso indiscriminado pode ser ruim e até viciar o sujeito”, afirmou.

Maturidade emocional

Para Fabiana, a internet especialmente os jogos eletrônicos desenvolvem muito as crianças e adolescentes no aspecto coginitivo. No entanto, eles não possuem ainda maturidade emocional suficiente para poder separar o ambiente virtual do real. Dessa forma, eles canalizam as emoções para outros fins e quando não conseguem ser vitoriosos acabam vestindo e incorporando os personagens dos jogos e cometendo catástrofes na sociedade.

“Não adianta ter um cognitivo além e a maturidade emocional aquém. O sujeito muitas vezes tem o intelecto perfeito, mas não sabe lidar com o outro”, finalizou.

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