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Publicado em 28/12/2018 14h22.

Educação Inclusiva chega aos hospitais e beneficia estudantes da rede estadual que estão internados

A iniciativa beneficia, atualmente, a 1.260 estudantes enfermos e assistidos nessas unidades.
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Educação Inclusiva chega aos hospitais e beneficia estudantes da rede estadual que estão internados
Foto: Divulgação/ Claudionor Jr

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O acesso à Educação está sendo garantido aos estudantes da rede estadual que estão internados em hospitais da capital e do interior ou que necessitam estudar em casa graças ao Serviço de Atendimento à Rede em Ambiências Hospitalares e Domiciliares (Sarahdo), da Secretaria da Educação do Estado. O projeto foi instalado em junho deste ano, no Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador, e inclui atendimentos domiciliares. A modalidade de ensino tem unidades, também, em Ilhéus, Itabuna e Feira de Santana. A iniciativa beneficia, atualmente, a 1.260 estudantes enfermos e assistidos nessas unidades.

O atendimento educacional especializado, personalizado e humanizado aos estudantes é feito por professores da rede estadual de ensino que passaram por formação continuada em Classe Hospital/Atendimento Domiciliar, ministrada pela Secretaria da Educação do Estado. A professora de Química e Física, Samira Guissoni, que compõe o grupo em Ilhéus, fala sobre a experiência. “Abordamos conceitos diferentes em cada aula, trazendo novidades com materiais e tecnologia com conhecimentos que venham a mudar a realidade deles. São aulas curtas e dinâmicas de forma com que eles se mantenham interessados. É uma conquista poder alcançar esses alunos e é uma forma de acolher e de incluí-los para que possam continuar tendo acesso à educação”.

A professora de Biologia, Romilda Rosa, que atua na classe hospitalar do Hospital Roberto Santos, em Salvador, destaca o significado da aula para os estudantes nesta situação. “Este programa é encantador e é muito motivador prestar este serviço à sociedade, trazendo a escola para dentro do ambiente hospitalar para quem está, momentaneamente, impossibilitado de frequentar o espaço escolar regular”.

Os benefícios para os estudantes vão além do processo de ensino e aprendizagem, conforme certifica o diretor geral do Hospital Regional Costa do Cacau, o médico Hernani Kruger. “Este projeto traz mais um avanço no sentido de que aquelas pessoas que têm necessidade e precisam se manter na classe hospitalar e no ambiente domiciliar estão inseridos neste processo e eles não deixam de participar da sociedade, de ter um dos seus direitos descontinuados enquanto estão internados. Os pacientes têm isso até como maneira de contribuir para o tratamento, enriquecendo o tratamento porque eles se sentem mais inseridos no contexto social”.

Além do Hospital Geral Roberto Santos, na capital baiana, o Sarahdo atua no Hospital Regional Costa do Cacau, em Ilhéus; nos Hospitais Manoel Novaes e Calixto Midlej e nos Grupos de Apoio à Criança com Câncer (GACC) e de Apoio ao Paciente Oncológico (Gapo), em Itabuna; e nos Hospitais Estadual da Criança e Geral Clériston Andrade, em Feira de Santana. A previsão é que sejam instaladas classes hospitalares e domiciliares nas cidades de Barreiras, Vitória da Conquista, Eunápolis, Juazeiro e Santo Antônio de Jesus, bem como nas policlínicas e nos hospitais da Região Metropolitana de Salvador.

Diretrizes para a Educação Inclusiva – Além do Sarahdo, a Secretaria da Educação do Estado lançou, em 2017, as Diretrizes para a Educação Inclusiva no Estado da Bahia, documento que consolida a política da referida modalidade, visando orientar as práticas pedagógicas dos professores e a organização das estruturas escolares. A rede estadual conta com Atendimento Educacional Especializado (AEE), que está disponível, atualmente, para mais de oito mil estudantes com necessidades educacionais especiais. São 65 Salas de Recursos Multifuncionais (SEM), 12 Centros de Atendimento Educacional Especializado e seis instituições conveniadas.

Os alunos são atendidos nas escolas da rede e nos Centros de Educação Especial, dentro de suas especificidades, para que possam participar ativamente do ensino regular. No ato da matrícula, a família pode escolher a escola da sua conveniência e a Secretaria providencia os meios para que o estudante acesse e permaneça na referida unidade escolar.

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