
Os moradores do bairro Brasília, especialmente da Rua Milão, estão preocupados com a grande quantidade de muriçocas na região de Feira de Santana. Além do incômodo, a população teme as doenças transmitidas pelos mosquitos, como dengue, Zika e chikungunya.
Ao Acorda Cidade, Eliana Cláudia de Jesus, moradora da Rua Milão há mais de 40 anos, contou que tem que conviver com incensos, raquetes, venenos, inseticidas e repelentes.

“Quando dá por volta de umas 5 horas da tarde, a gente já não aguenta mais nem ficar na sala, em lugar nenhum. Então, somos obrigados a estar usando esses incensos que provavelmente deve ser ruim para a saúde, mas é obrigado a usar para que a gente consiga fazer alguma coisa dentro de casa, inclusive, dormir. Então, passamos a noite, eu uso repelente, tem aqueles aparelhos que a gente coloca em tomada, mas nada está se resolvendo.”
Canal de esgoto
A moradora também chamou atenção para o fato de que a Rua Milhão não tem esgoto. Segundo Eliana, as muriçocas devem sair de um esgoto a céu aberto que fica no Conjunto Luiz Eduardo Magalhães.
Além disso, a mulher afirmou que o aumento da aparição desses insetos começou há dois meses, e pediu que a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) fizesse uma limpeza no esgoto, bem como que aplicasse o fumacê no local.
“Imagina aí você num quarto tendo que colocar um incenso, uma fumaça dessa aqui, isso vai ser prejudicial. Tanto para mim como adulto, como para as crianças, os adolescentes, eu mesmo sou alérgica”, disse Eliana, que mora com mais quatro pessoas.
Outra questão abordada por ela foi o gasto de dinheiro com esses produtos, pois em cada cômodo é necessário colocar dois ou três incensos. Eliana contou que começa a acender os incensos a partir das 18h, e que os ventiladores não resolvem a situação.
Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Sesp)
Em entrevista ao Acorda Cidade, o secretário de Serviços Públicos, Justiniano França, falou sobre o assunto e sobre a limpeza dos canais de drenagem

Conforme o secretário, o canal do Conjunto Luiz Eduardo Magalhães foi limpo em fevereiro de 2025, com o auxílio de uma máquina da Superintendência de Operações e Manutenção (Soma).
De acordo com Justiniano, a Sesp tinha duas máquinas para limpeza de canal. No entanto, agora, a secretaria tem apenas uma, em parceria com a Soma.
“E temos discutido com o superintendente Vianney da importância de, mesmo tendo a divisão, que a Sesp volte a ter pelo menos duas máquinas, e a Soma também tenha, pra que a gente possa atuar, pelo menos, em todos os canais da cidade, pelo menos duas vezes ao ano”.
Justiniano disse que a Sesp iniciou a limpeza dos canais, começando pelo bairro Feira V, e que a próxima limpeza é a do canal do Conjunto Luiz Eduardo Magalhães.
Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade
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