Embasa - Feira de Santana
Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

Feira de Santana e cidades circunvizinhas enfrentaram nos últimos dias problemas relacionados à falta de abastecimento de água pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento S.A. (Embasa). 

O Acorda Cidade conversou com o gerente Regional da Embasa, Raimundo Neto, que falou sobre a situação que vem sendo alvo de muitas reclamações da população. De acordo com o gestor, o sistema de abastecimento de água atende a quase 1 milhão de habitantes da região.

“Recentemente nós tivemos aí algumas intercorrências devido a novos equipamentos que entraram em operação, e a necessidade de fazermos ajustes operacionais. Nós tivemos basicamente três momentos dessas interrupções, no dia 14, e recentemente agora no último sábado para o domingo, onde a gente fez uma correção de um vazamento.”

Raimundo Neto, gerente regional da Embasa
Raimundo Neto, gerente regional da Embasa – Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

Raimundo explica que o restabelecimento completo da água é um processo que acontece por fases, através do enchimento das adutoras e pressurização das redes de distribuição. Para além disso, o consumo tende a subir cerca de 40% com a aproximação do verão, onde as temperaturas mais elevadas já podem ser notadas.

“Nesse porte com uma extensa zona rural, como é o caso de Feira de Santana, a regularização demora mais um pouco, sobretudo no período que a gente vive, que formalmente não é verão, mas nós temos temperaturas compatíveis com verão.”

Segundo o gerente, nesta sexta-feira (28), a maior parte dos pontos que sofreram a falta de água já foram regularizados, mas algumas localidades, principalmente na zona rural, estão em fase de regularização.

“Nós temos ainda algumas localidades ali no entorno de Mantiba, no distrito de Maria Quitéria, algumas regiões em Humildes, não na sede, mas algumas localidades pertencentes ao distrito. E aqui na sede (Feira de Santana) nós já temos o abastecimento praticamente totalmente regularizado. A gente conseguiu já restabelecer de ontem para hoje, a região ali do Papagaio, do Parque Ipê, imediações.”

Impactos das quedas de energia no abastecimento de água

Raimundo Neto conta que as quedas de energia impactam diretamente no abastecimento de água na cidade. Isso porque os três centros de reservação localizados no bairro Tomba, Lagoa Salgada e Campo Limpo, funcionam com bombeamento de água, e a retomada do serviço acaba sendo complexa quando ocorre esse tipo de intercorrência.

“A partir do momento que falta energia, esse bombeamento é interrompido e diferente da energia que retorna quase que instantaneamente, a água demora muito mais. Uma parada, por exemplo, de alguns segundos ou de alguns minutos pode significar em algumas situações, 4 horas de interrupção para o abastecimento, além do período de regularização, que é novamente encher as adutoras, as linhas de distribuição e começar a pressurizar para atender toda a região.”

Chegada do verão na Bahia

O verão se aproxima, e embora a estação mais quente do ano ainda não tenha chegado oficialmente, as altas temperaturas já são sentidas pela população, consequentemente as demandas pelo abastecimento de água tendem aumentar. O gerente regional da Embasa informou que a empresa se prepara para o período.

“Nós já conseguimos ter uma ampliação da oferta de água. Já temos aí praticamente 1.700 litros por segundo, atendendo Feira de Santana e os demais municípios atendidos pelo sistema e também fazendo melhorias em alguns pontos da cidade.”

“Estamos agora com algumas intervenções na região norte da cidade, colocando linhas troncos, que são redes de abastecimento de maior diâmetro para alimentar outras menores. Nós temos feito isso inclusive com controle de pontos de pressão. Temos mais de 300 pontos de monitoramento de pressão para que a gente tenha informação em tempo real. 24 horas a nossa equipe fica observando qualquer queda de pressão, a gente age de forma imediata, quer seja de dia, de noite, sete dias por semana”, ressalta o profissional.

Nos distritos de Bonfim de Feira e Jaguara, assim como nas cidades de Anguera e Serra Preta, o abastecimento sai do sistema integrado de Santo Estevão. Raimundo Neto conta que houve uma ampliação de oferta para a região a partir de Ipecaetá.

“Tanto Bonfim de Feira, quanto Jaguara são extremos do sistema. Então, qualquer interrupção, lá na captação de Santo Estêvão, demora um tempo maior. Mas para esse verão a gente já consegue ter um um incremento de oferta de água e esperamos ter um verão mais tranquilo para essas localidades”, pontua.

Com informações do repórter Ney Silva do Acorda Cidade

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