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Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Feira de Santana carrega em seu nome um pouco da sua história. O município, que nasceu de uma feira, cresce a cada dia e consolida cada vez mais o seu potencial comercial. De feiras livres à grandes redes atacadistas e de varejo, a cidade chama a atenção de comerciantes e empresários que buscam investir, e a presença de muitos desses empreendimentos é o resultado desse polo estratégico.

Em entrevista ao Acorda Cidade, Marco Silva, presidente do Sicomércio, Sindicato do Comércio de Feira de Santana, explica que um dos fatores que tornam a cidade um mercado atraente para grandes redes de supermercados e atacadões é a posição geográfica. Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a Princesinha do Sertão é o maior entroncamento rodoviário do Nordeste e um dos maiores do Brasil, o que atrai ainda mais quem vem de fora.

Marco Silva, presidente do Sicomércio | Foto: paulo José
Marco Silva, presidente do Sicomércio | Foto: paulo José

De acordo com Marco Silva, no varejo, 40% dos clientes são de fora de Feira e ainda afirma que o local se tornou fornecedor de produtos e serviços para toda região, reforçando a potência do atacado. A influência das mídias de comunicação, como TV, rádio e sites também estão estreladas ao vetor de crescimento, pois aumenta a visibilidade dos comércios e impulsiona a geração de empregos para a sociedade, principalmente nos anos de 2024 e 2025.

“A população é uma população que abraça quem chega de fora. Nós não somos bairristas, nós atendemos muito bem quem vem de fora, até porque nós somos um povo que foi feito com as pessoas que vieram morar em Feira de Santana, vieram gerar riqueza, gerar empregos. Então essas duas características fazem da cidade esse polo que atrai, esse imã que atrai investimentos”.

Marco afirma que nos anos de 2024 e 2025, surgiram muitos empregos de carteira assinada, gerando renda para o ecossistema da cidade. “Renda gera renda, quem ganha também vai gastar no comércio. Então, é o ganha-ganha”, compartilha o presidente.

Atacadões X Supermercados convencionais

Cada segmento tem um público alvo e suas particularidades, mas o presidente afirma que as pequenas e médias empresas vão precisar se reinventar, seja proporcionando diferentes experiências com o cliente ou trazendo produtos diferenciados no mercado.

“Nós temos hoje alguns supermercados que procuram ter um contato melhor com a região, produtos diferenciados que os grandes atacados não têm e é mais difícil ter. Ter experiência com o cliente, chamá-lo para degustação de produtos, são alguma das ações que os pequenos precisam fazer, e o mercadinho de bairro também vai ter que descobrir como é que ele pode se aproximar mais do seu cliente regional. Eu acredito que estamos numa fase de transição, mas tudo vai acabar se arrumando porque cada segmento desse vai buscar seu público-alvo”.

Segundo Marco, a cidade consegue absorver a grande quantidade de supermercados que tem chegado em Feira de Santana devido ao “bom movimento” e a dinâmica de clientes, além disso, ele diz que pegar mercadorias em atacados de Feira ajuda a competitividade preços.

“Eu atribuo que isso [o grande movimento] está ligado a possibilidade de ter mais opções e de atrair mais gente de fora. Então, quanto mais abre, mais vem pessoas de fora. Muita gente hoje, inclusive que tem comércios menores nas cidades do interior, fica mapeando em Feira de Santana as promoções. Cidades menores também estão abrindo atacados. Então eu acho que tem espaço sim e novas unidades ainda serão abertas”, conclui Marco Silva.

Com informações do repórter Paulo José do Acorda Cidade

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