Acorda Cidade
O deputado Marco Feliciano (PSC-SP) se defendeu nas redes sociais da acusação de tentativa de estupro, assédio sexual e agressão, na tarde de sábado (6). O pastor foi acusado de praticar os crimes por uma jornalista, ex-militante do PSC, de 22 anos.
Ao lado da esposa, Edileuza, o deputado gravou um vídeo, no qual afirma que é casado há 24 anos, tem três filhas, e sofre perseguição há muitos anos. (Veja vídeo)
“A Justiça dos homens inúmeras vezes já me inocentou mesmo depois de eu ter sido escrachado publicamente”, diz ele.
De acordo com Feliciano, que foi presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, a jornalista deve ser responsabilizada por falsa comunicação de crime.
“Quero dizer que embora esteja com o coração machucado, com minha família toda sofrendo, não vou julgar essa moça. Espero que Deus perdoe ela (sic) embora espere que ela seja responsabilizada pela falsa comunicação do crime”, disse Feliciano.
Segundo a denúncia da jornalista, que prestou queixa contra Feliciano em São Paulo, o deputado a atraiu para um apartamento, afirmando que lá haveria uma reunião do PSC Jovem. Ao chegar ao local, percebeu que os dois estavam sós. Ela afirmou ainda que o pastor tentou arrastá-la para o quarto e tirar a roupa dela. A jormalista revela também que levou um soco na boca e um chute na perna.
A jovem teria recebido ainda uma proposta para ser amante do deputado em troca de um cargo no partido e salário de R$ 15 mil.
Feliciano nega as acusações e pede no vídeo para não ser julgado antes que as investigações terminem. “Peço a você que não acredita em mim que não me condene antes do tempo. O tempo é senhor de tudo e Deus é o senhor do tempo”, disse Feliciano.