Acorda Cidade
Depois da descoberta e apreensão de pedras de oxi em quatro cidades do interior da Bahia, uma substância tem feito a ‘alegria’ da rapaziada em boates de várias cidades brasileiras, inclusive em Salvador. Trata-se do óxido nitroso, que tem efeito anestésico e está sendo usado como a droga do riso. O seu uso prolongado como droga, pode causar danos graves e permanentes à saúde. O gás do riso ou hilariante é usados há muitos anos em países da Europa, principalmente em festas raves. O gás é conhecido como óxido nitroso (N2O), usada em hospitais e clínicas odontológicas, como anestésicos ou em outros procedimentos cirúrgicos. A substância é colocada em uma garrafa de chantilly e inalada.
Ela age numa determinada área do cérebro, aquela relacionada aos sentimentos e provoca uma sensação de comodidade, relaxamento, seguida de alegria efêmera. Consequentemente, a pessoa começa a dar gargalhadas, daí surgiu o nome de droga do riso. Após o efeito, o indivíduo pode sofrer alucinações, depressão e sensação de estar perdido.
Usuários ressaltaram que o efeito alucinógeno aumenta quando o óxido é consumido junto com drogas como ecstasy e LSD. Uma pesquisa feita na Nova Zelândia e publicada no jornal médico britânico The Lancet, indicou que um em cada oito estudantes usa a droga, cujo nome científico é gás nitroso, usado para fins recreativos. O gás do riso é conhecido por seu poder anestésico, mas também pode ser encontrado em vários produtos do dia a dia, como tubos de creme.
O óxido nitroso é vendido em torno de R$ 400 e logo que as cápsulas são estouradas, o gás é armazenado numa garrafa de chantilly. Os usuários colocam uma bola no bico do disparador, para que o ar do gás encha o balão. Com isso, é só inalar o ar e já começa a sentir o corpo dormente e com o ar de riso.
Um frequentador de uma boate do bairro do Rio Vermelho e da Pituba, que preferiu o anonimato, disse que chegou a ver um grupo de jovens reunido na porta do banheiro com uma garrafa em mãos. “Achei estranho, pois não era lança-perfume. Eles usavam e davam gargalhadas, por curiosidade perguntei e um deles me disse que era a droga do riso”, disse, sem querer citar nomes das boates. (As informações são do Tribuna da Bahia)