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O número de desaparecidos após o rompimendo de duas barragens em Mariana, na Região Central de Minas Gerais, caiu de 18 pessoas para 15. O Corpo de Bombeiros divulgou, na tarde deste sábado (14), uma nota informando que os nomes de três pessoas, entre elas um bebê, foram incluídos equivocadamente na lista após informação de familiares.

"Após investigações em cartórios, nos sistemas de identificação da Polícia Civil, no Cadastro de Recém Nascidos da Secretaria de Estado de Saúde e depoimento de testemunhas, a Defesa Civil e a Polícia Civil constataram que os nomes de Ana Clara Dias Batista, Mateus Dias Batista e Yuri Dias Batista haviam sido informados equivocadamente", diz trecho da nota divulgada pelo Corpo Bombeiros.

A lista inicial informava que as pessoas tinham, respectivamente, 30 anos, 5 anos e 3 meses. Com a alteração, nove funcionários da mineirado Samarco, cujos donos são a Vale e a anglo-australiana BHP, e seis moradores seguem desaparecidos após o rompimento das barragens em Bento Rodrigues. Sete mortes estão confirmadas, segundo boletim divulgado neste sábado (14) pela Prefeitura de Mariana. Três corpos, ainda não relacionados oficialmente à tragédia, aguardam a identificação.

"O que deixou transparecer é que alguém, no momento em que a gente estava listando os desaparecidos, alguém apareceu lá e deu esses três nomes, mas com intuito, infelizmente, de tumultuar toda situação. Nós confrontamos dados e percebemos que, realmente, esses três nomes não existem", disse o prefeiro de Mariana, Duarte Júnior (PPS).

No dia 5 deste mês, as barragens Fundão e Santarém se romperam, despejando 62 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério e água. O distrito de Bento Rodrigues foi destruído e centenas de pessoas ficaram desabrigadas. A lama alcançou outros distritos de Mariana, como Águas Claras, Ponte do Gama, Paracatu e Pedras, além da cidade de Barra Longa. Os rejeitos no Rio Doce afetaram dezenas de cidades na Região Leste de Minas Gerais e no Espírito Santo.

Fonte: G1