Naiara Moura
Após mais de um mês do início da greve, os professores da Uefs realizaram na última sexta-feira (19) o “Arraiá do Arrochamento” no estacionamento do Paço Municipal. O objetivo da manifestação foi informar a população a motivação para a greve continuar.
“O Governo tem se colocado muito intransigente na mesa de discussão, não querendo avançar na negociação da pauta do elemento central, que a gente tem forçado na questão do orçamento”, explicou o professor Élson Moura, coordenador do fórum das Associações Docentes.
Em dois anos, o orçamento das universidades estaduais teria sido reduzido em R$19 milhões na verba de custeio, investimento e manutenção, segundo o professor Élson. Ele informou que na Uefs a adesão é quase total e que apenas atividades de laboratório, com animais ou com a população são mantidas após passar por um conselho de ética.
“Há maturidade do corpo docente de ver que no momento a luta não é por salários e o que é evidente hoje é o sucateamento da universidade pela redução orçamentária”, completou.
O Comando de Greve da Uefs relacionou a temática junina à situação orçamentária da instituição para expor a crise financeira que compromete as atividades acadêmicas. O Arraiá do Arrochamento contou com o apoio dos estudantes da Uefs e representantes de diversas entidades, como o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Celulose e Papel do Estado da Bahia (Sindicelpa), o Sindicato dos Gráficos e a Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (Apur).
Com fotos e informações do repórter Paulo José


