
O cineasta feirense Igor Souza alcança sua sétima seleção em festivais de cinema com o curta-metragem “Destinos Cruzados”, escolhido para integrar a programação do festival internacional GALLERYSPT, que ocorre nos dias 28, 29 e 30 de maio. A seleção marca a primeira participação internacional da obra, ampliando a visibilidade do cinema nordestino fora do país.
Produzido originalmente como Trabalho de Conclusão de Curso, “Destinos Cruzados” vem de uma trajetória consistente em mostras nacionais, com passagens por festivais em Pernambuco, Fortaleza, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Vitória da Conquista e Salvador. Agora, o curta ultrapassa as fronteiras brasileiras e passa a integrar um festival que acontece periodicamente em países da Europa e da Ásia.

O GALLERYSPT é realizado pelo coletivo homônimo e tem o intuito de fomentar a visibilidade de produções artísticas independentes, a partir da contribuição com a interação de outras culturas, visualização de novos espaços e possibilidades de networking e patrocínio para os artistas participantes.
Segundo Igor Souza, a seleção internacional representa um passo importante para a consolidação de sua carreira. “A participação no festival permite que pessoas de fora tenham contato com a nossa cultura e percebam como o cinema brasileiro vem se desenvolvendo. Além disso, seleções internacionais têm um peso significativo na construção da carreira, contribuindo para futuros projetos, editais e para a forma como o mercado passa a enxergar o meu trabalho como diretor”, afirmou o cineasta.
O curta retrata a história de André, um jovem que diferente de sua irmã, Maria, a qual teve a oportunidade de estudar, abdicou dos estudos. Diante das dificuldades financeiras e da necessidade de cuidar de sua mãe, acaba se envolvendo com agiotas. Um deles, seu colega que, apesar de compartilhar da mesma realidade humilde, seguiu para o mundo do crime.

Responsável por toda a produção e direção do filme, Igor destaca que o reconhecimento em festivais reafirma sua escolha de retratar o Nordeste em suas obras. “Seja por meio dos cenários, da cultura ou das sensações que o território carrega”, conclui o cineasta.
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