
Funcionários da empresa Asa Nordeste, terceirizada da Belgo, se reuniram na manhã desta terça-feira (13), em frente ao local de trabalho, na BR-324, em protesto contra a falta de pagamento de salários, auxílio-alimentação e depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Eles acionaram a reportagem do Acorda Cidade para denunciar a situação que estão passando.
Os trabalhadores, que produzem materiais como pregos e telas na unidade próxima ao distrito de Humildes, relatam que estão sem receber os salários há meses e que o representante da empresa não apareceu mais após promessas de regularização.
Corte de energia elétrica

Um dos 37 trabalhadores afetados pela falta de pagamento relatou ao Acorda Cidade que, apesar de a empresa alegar falta de dinheiro, há material disponível para produção e vendas. Ele contou também que a situação se agravou com o corte de energia elétrica na sede da empresa.
“Estamos há um mês sem receber, sem dinheiro, sem FGTS na conta, porque a empresa parou de depositar. A empresa recolhe, mas não deposita. Nesse momento a empresa está fechada por motivo de energia, até a energia foi cortada. E o representante sumiu, não vem dar justificativa”, afirmou Ulisses.
Outro funcionário, que trabalha na empresa há mais de 13 anos, expressou a angústia de ser pai e não ter como arcar com as contas básicas do sustento da sua família, como água e luz.
Busca por direitos

Os manifestantes afirmaram que, embora tenham dado credibilidade ao patrão anteriormente, agora buscam orientação do Sindicato dos Metalúrgicos e advogados. Alguns funcionários já entraram com ações judiciais. Eles esperam que o responsável, identificado retorne e cumpra as obrigações legais.
“A gente não procurou ainda assim o advogado, porque a gente deu credibilidade ao patrão e ele simplesmente vem com promessa e não cumpre, por isso que a gente não procurou advogado. Mas já tem duas pessoas ou três aí que colocaram na justiça, não autorizou esse tipo de coisa e colocou na justiça”, concluiu.


O Acorda Cidade entra em contato com a empresa em busca de esclarecimento a respeito da reivindicação dos trabalhadores.
Com informações do repórter Paulo José do Acorda Cidade.
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