
Feira de Santana foi palco da 3ª edição do Artesanafro. O evento, que foi realizado ao longo deste sábado (29) na Praça dos Sapateiros, contou com mais de 20 estandes reunindo o melhor da produção artística e cultural afro-brasileira.
Neste ano, a exposição contou com produtores de roupas, turbantes, bijuterias, objetos de decoração, comidas típicas, produtos regionais e uma programação recheada de atrações musicais.

Em entrevista ao Acorda Cidade, Dão Ferreira, coordenador do evento, explicou que o principal objetivo do encontro foi acolher afroempreendedores, pessoas que trabalham com artesanato e que buscam viver disso. A ideia, segundo ele, foi proporcionar mais um espaço para que o talento desses produtores ficasse em evidência.

“O Artesanafro vem com esse objetivo de expandir mesmo a ideia do afro, envolve produções variadas e a utilização da arte de reciclagem, da culinária. O nome em si já fala, a gente vem trazendo um espaço de pertencimento, não só pessoas que falam a mesma linguagem de uma certa forma no sentido da arte, e o Artesanafro vem com esse objetivo de agregar essa galera, de fazer essas trocas, de dar essa oportunidade de fazer trocas de venda, de comercialização, da economia criativa”, disse Tom.

Segundo o organizador, foram ao todo 25 estandes. Cerca de 6 pessoas ficaram responsáveis por embalar os visitantes ao longo do dia com os mais variados gêneros musicais durante todo o evento. A expectativa, segundo Tom, foi receber mais de 1.200 visitantes, pessoas atraídas para conhecer de perto a arte afro, como a que é produzida por dona Sônia de Souza.

“Esse artesanato é uma moda criativa, é uma moda onde a gente estuda a composição de tecidos para que forme a figura geométrica, mas com a composição de cores. Já trabalhei em Porto Seguro, em Trancoso e agora estou aqui na Feira”, disse a artesã se referindo às peças do chamado artesanato patchwork.
Stefany Oliveira foi outra artesã que participou do evento. Em entrevista ao Acorda Cidade, ela revelou que trabalha com artesanato desde 2019 e que estava muito feliz de estar participando da feira pela primeira vez.

“Estou muito feliz por está expondo aqui, isso vai fazer com que mais pessoas conheçam o nosso trabalho, e assim vem o interesse de conhecer mais e comprar. Meu pai já trabalha com isso há mais de 20 anos e hoje em dia eu sigo a carreira dele. Temos Xiquerê, tem Caxixi, tem Djembê, tem Mini Djembê também, tem pandeiro. Eu desejo boas-vindas a todos e que mais pessoas venham nos conhecer”, concluiu a artesã.
Com informações do repórter Ney Silva, do Acorda Cidade
Reportagem escrita pelo estagiário de jornalismo Jefferson Araújo sob supervisão
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