Saúde

Mutirão de mamografia é realizado em Feira de Santana

O mutirão faz parte do projeto Estratégia Itinerante do Governo do Estado, que é realizado em diversas cidades da Bahia, desde 2011.

Daniela Cardoso
 
Um mutirão de rastreamento do câncer de mama foi realizado nesta sexta-feira (24) na Unacon (Unidade De Alta Complexidade Em Oncologia), em Feira de Santana. O mutirão faz parte do projeto Estratégia Itinerante do Governo do Estado, que é realizado em diversas cidades da Bahia, desde 2011.  


 

Vejane Oliveira, enfermeira da secretaria estadual de Saúde, afirmou que o objetivo é construir a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer da mama para as mulheres que tem idade entre 50 e 69 anos. “Esse programa tem quatro unidades móveis contendo dois mamógrafos. Cada um deles realiza 70 mamografias bilaterais por dia”, informou. 
 
A enfermeira disse que após a realização da mamografia, quando o resultado dá negativo, automaticamente a mulher tem o prazo de um a dois anos para refazer o exame. Já quando o resultado é inconclusivo, a mulher tem que fazer os exames complementares até que o médico consiga diagnosticar se ela tem o câncer ou não. 
 
Se o resultado der positivo, a enfermeira ressaltou que a mulher não fica sem referência, mesmo o programa sendo itinerante. “O programa apresenta três fases. A primeira com a realização da mamografia bilateral, a segunda fase com a realização dos exames complementares, e a terceira, quando a mulher já está diagnosticada com o câncer, ela é encaminhada para a Unacon”, explicou. 

A secretária municipal de Saúde, Denise Mascarenhas, ressaltou a importância da prevenção. “É muito importante trabalhamos a prevenção e é bom ver a satisfação da população nessa campanha. Temos que buscar estratégias para reduzir o custo da hospitalização, que aumenta muito as receitas do SUS (Sistema Único de Saúde)”, afirmou. 
 
Denise falou ainda sobre o número de mulheres de outras cidades, que não são pactuadas com Feira de Santana, e participaram do mutirão. “Estamos fazendo um levantamento para entrar em contato com os municípios que não são pactuados e avisar que necessitam fazer o pactuamento devido aos recursos. Dessa campanha 33% das mulheres foram de cidades não pactuadas, mas que demos o suporte porque já teve o início e não poderíamos deixar essas mulheres descobertas”, frisou. 
 
As informações são do repórter Ney Silva do Acorda Cidade