Na tentativa de reverter a principal derrota imposta pelos ruralistas no Código Florestal, o governo discute a edição de uma MP (medida provisória) reformulando os percentuais de recuperação de florestas desmatadas em margem de rio. A ideia do governo Dilma é beneficiar os pequenos agricultores e exigir dos grandes produtores uma recomposição maior de florestas desmatas ilegalmente. O texto aprovado pelo Congresso, na semana passada, exige apenas a recuperação de 15 metros de vegetação a partir das margens dos rios com largura de até 10 metros. Com isso, a avaliação do Palácio do Planalto é que a proposta prejudica especialmente os pequenos produtores e isenta os grandes. A ideia que mais está avançada prevê um novo sistema escalonado de faixas de recomposição para os pequenos proprietários, que representam 82% do total de estabelecimentos do país –equivalentes a 23% da área de agriculturável brasileira, sem contar as regiões amazônicas e do pantanalPelo estudo, o pequeno agricultor que tiver rio com 10 metros de largura terá que recompor 5 metros de florestas desmatadas. Para as pequenas propriedades com rios de 15 metros, a recomposição seria de 7 metros. nos rios acima de 15 metros, o reflorestamento obrigatório seria de 10 metros. O modelo para os grandes proprietários ainda está sendo finalizado pela equipe presidencial. A ideia é baixar a medida provisória quando o governo definir os vetos ao texto do Código Florestal aprovado namara. O governo defendia o texto aprovado em dezembro pelo Senado, que determinava que os agricultores deveriam recompor um mínimo de 15 metros e um máximo de 100 metros das margens dessas matas, conhecidas como de preservação permanenteOs ruralistas defenderam a totalidade da chamada "anistia" para essas áreas, ou seja, a dispensa de reflorestamento para todos os desmatamentos feitos até julho de 2008. Mas, a pedido do governo, uma manobra do presidente damara, Marco Maia (PT-RS), impediu a retirada da exigência dos 15 metros, sob o argumento de que regimentalmente não era possível fazer essa mudança. O Planalto ainda calcula a extensão da proposta aprovada pelo Congresso para fechar os vetos. A área ambiental do governo defende um veto global da proposta, com a edição de uma MP reformulando todo códigoOs Ministérios do Meio Ambiente e da Casa Civil foram orientados a derrubar do texto artigos que possam provocar desgastes na conferência ambiental Rio+20, no mês de junho, e evitar também grandes embates com os ruralistas, que motivem retaliações no Congresso. (Folha)
Dilton e Feito

Dilton Coutinho, fundador do Acorda Cidade, é um radialista renomado com mais de 20 anos de experiência na cobertura jornalística. Ele construiu uma carreira sólida marcada por sua dedicação à verdade e ao jornalismo ético. Atuando em diversos veículos de comunicação, Dilton ganhou reconhecimento por sua habilidade em abordar temas complexos com clareza e profundidade. Sua paixão por informar o público e sua integridade profissional fazem dele uma referência no jornalismo contemporâneo.

Dilton Coutinho, fundador do Acorda Cidade, é um radialista renomado com mais de 20 anos de experiência na cobertura jornalística. Ele construiu uma carreira sólida marcada por sua dedicação à verdade e ao jornalismo ético. Atuando em diversos veículos de comunicação, Dilton ganhou reconhecimento por sua habilidade em abordar temas complexos com clareza e profundidade. Sua paixão por informar o público e sua integridade profissional fazem dele uma referência no jornalismo contemporâneo.