Laiane Cruz
Atualizada às 17:10
O hospital Francisca de Sande, da operadora de saúde Hapvida, que foi inaugurado em outubro do ano passado na Rua Edelvira de Oliveira, em Feira de Santana, foi interditado nesta quinta-feira (23) por falta de alvará sanitário.
O coordenador do Núcleo Regional de Saúde, Edy Gomes dos Santos, informou que somente neste mês de fevereiro, quatro meses depois, a equipe do órgão fiscalizador pôde realizar a inspeção no hospital. Segundo ele, no momento da interdição, havia alguns pacientes em observação na enfermaria, fazendo uso de medicação. “A equipe sanitária aguardou esses pacientes receberem alta e concluiu o seu trabalho. No momento nenhum paciente encontrava-se internado.”
De acordo com Edy Gomes, a direção do hospital se reuniu na tarde de ontem para buscar as adequações. Ele afirma que, ao cumprir os requisitos, o hospital deverá ter a desinterdição parcial e depois total.
“Foi aberto um processo administrativo sanitário e pode ser multado. De vez em quando a gente se depara com hospitais sendo ampliados, inaugurados, mas que visam outros interesses, ao invés de buscarem a questão da legislação sanitária, que tanto vai trazer segurança aos usuários como aos proprietários”, afirmou o coordenador do Núcleo Regional de Saúde.
Ele diz que não há muita burocracia para se conseguir um alvará sanitário. Tendo todas as regras estabelecidas dentro da confecção de uma planta é feito todo o deferimento e acompanhamento.
“No momento em que a empresa solicitar a desinterdição é feita uma nova inspeção onde será verificado se a estrutura hospitalar está condizente com a planta arquitetônica aprovada pela Vigilância Sanitária. Caso não esteja, a interdição será mantida. A planta deferida não está incompatível com a realidade encontrada. Ele vai ter que fazer uma solicitação formal para adequação do espaço”, destacou Edy Gomes.
A direção do hospital em Feira de Santana foi procurada pelo Acorda Cidade e informou que somente a superintendência situada em Fortaleza, no Ceará, poderia emitir uma nota sobre o aconteceu. No entanto, até a às 17h10 desta sexta-feira (24), nenhum comunicado foi emitido pelo setor responsável.
Com informações são repórter Ed Santos do Acorda Cidade.