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Especialista do Hapvida alerta para doenças crônicas adquiridas no trabalho

01/05/2017 07h12
A técnica é uma série de exercícios físicos realizados no ambiente de trabalho, durante a jornada, com o objetivo de melhorar a saúde e evitar lesões dos funcionários por esforço repetitivo e algumas doenças ocupacionais.
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Trabalhar é bom, mas ficar doente por conta do trabalho não é nada agradável. É sabido que diversas funções geram graves problemas crônicos à saúde do trabalhador. Para reduzir o número de casos de doenças ocupacionais e até evitar muitas delas, são indicados diversos procedimentos, como a ginástica laboral. A técnica é uma série de exercícios físicos realizados no ambiente de trabalho, durante a jornada, com o objetivo de melhorar a saúde e evitar lesões dos funcionários por esforço repetitivo e algumas doenças ocupacionais.

Segundo o ortopedista do Hapvida, Dr. Antônio Luis Coelho, nem sempre esses métodos são capazes de impedir a doença ocupacional. “Os exercícios preventivos durante a jornada de trabalho não são garantia de que o colaborador não vai adquirir a doença, mas eles são extremamente importantes para a prevenção. Os procedimentos devem ser feitos diariamente e, pelo menos, mais de uma vez ao dia”, explica.

Entre as doenças que podem ser adquiridas no âmbito profissional, a Lesão por Esforço Repetitivo (LER) ou os Distúrbios Osteomoleculares Relacionados ao Trabalho (DORT), que englobam cerca de 30 tipos de doenças, são as mais comuns. “É importante frisar que a LER pode ser contraída em qualquer ambiente. As causas mais comuns são o estresse, a má postura ou até mesmo o uso excessivo de computador ou vídeo game. Já a DORT, é quando o paciente contrai a doença por esforço repetitivo, ocasionado pelas tarefas da sua função”, diz o especialista.

Além das LER/DORT, os trabalhadores estão vulneráveis a outras doenças como hipertensão, diabetes, obesidade ou dores na coluna, e àquelas que afetam o psicológico, como a depressão, a síndrome do pânico e os distúrbios de ansiedade. A síndrome de burnout também conhecida como síndrome do esgotamento profissional, está cada vez mais presente no ambiente de trabalho, e é resultado de um estado de tensão emocional e estresse crônico provocado por condições desgastantes. Em todos os casos, Dr. Antônio alerta para o tratamento adequado, indicado por um especialista. “Qualquer sintoma deve ser comunicado ao médico.

O trabalhador/paciente deve buscar um profissional que irá lhe indicar o tratamento específico para aquela doença. O uso dos remédios é sempre em último caso. O recomendado é que se faça a prevenção com os alongamentos durante o dia, a reeducação postural e um reforço muscular específico sempre que possível”, completa o especialista.
 

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