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'Eles entraram pela porta da frente', diz mãe de homem assassinado dentro do HGCA

14/04/2014 11h12
Ela contestou ainda a informação de que uma enfermeira teria sido rendida pelos bandidos e afirmou que após a ação dos criminosos
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'Eles entraram pela porta da frente', diz mãe de homem assassinado dentro do HGCA
Ney Silva/Acorda Cidade
Laiane Cruz

A mãe de Fabrício Lima dos Santos, que foi assassinado com vários tiros na noite do último sábado (12), dentro da clínica cirúrgica do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana, disse em entrevista ao Acorda Cidade na manhã de domingo que os bandidos entraram pela frente do hospital.
 
A vítima havia dado entrada no HGCA, por volta do meio-dia de sábado, após ter sido baleada por homens identificados como Vandinho e Peroba, no bairro Sobradinho, próximo ao Colégio Assis Chateubriand. À noite, por volta das 22h, dois homens invadiram a unidade hospitalar, armados com pistolas ponto 40, e deflagraram vários tiros contra o paciente,  que morava na Avenida 7 de Setembro, no bairro Jardim Acácia.

 
De acordo com a dona de casa Paulina Lima da Silva, minutos antes de acontecer o crime, ela se dirigiu à porta da enfermaria do centro cirúrgico para atender ao telefone, a fim de não incomodar o filho, que estava dormindo, e os demais pacientes no local. Momento depois, os homens chegaram.
 
“Eles chegaram normalmente na clínica cirúrgica. Eu estava ao lado do meu filho, aí o telefone tocou. Ele estava tirando um cochilo. Aí vinham os dois, normal, e quando eles chegaram eu senti uma coisa diferente. Eles passaram, entraram, foram direto para o leito que ele estava e atiraram à queima roupa, jogando meu filho no chão”, afirmou a dona de casa, acrescentando que tentou impedir a ação dos matadores e por pouco também não foi baleada.
 
Ela contestou ainda a informação de que uma enfermeira teria sido rendida pelos bandidos e afirmou que após a ação dos criminosos, que durou cerca de 10 minutos, a polícia demorou a chegar ao local. “A polícia demorou a vir. Como é que pode um hospital que para a gente entrar é a maior burocracia, chegam dois marginais e entram tranquilamente. Não teve impedimento nenhum”, declarou. 
 
Perguntada sobre os motivos que levaram à morte do filho, Paulina Lima da Silva disse que Fabrício já teve passagens pela polícia, mas afirmou desconhecer os motivos e os homens que praticaram a ação, bem como aqueles que haviam baleado a vítima no bairro Sobradinho, pela manhã.

Outra versão
 
As declarações feitas pela mãe da vítima contrariam as que foram dadas pela polícia e por pessoas que estavam próximas ao local do crime. Segundo informações de testemunhas, os criminosos dominaram uma enfermeira que estava de plantão, ameaçando-a de morte caso reagisse. Em seguida, entraram na clínica, onde praticaram o crime.
 
De acordo com o capitão José Luiz, sub-comandante da 67ª CIPM (Companhia Independente da Policia Militar), a suspeita é que os criminosos entraram no HGCA, após pular o muro do conjunto Residencial Luiz Eduardo Magalhães. "Eles não tinham como ter acesso pela frente do hospital. Aqui além dos policiais de plantão, tem os seguranças que controlam a entrada e saída de pessoas", afirmou. 
 
Fuga
 
Após cometerem o crime, segundo informações, os homens fugiram por uma porta nos fundos, que dá acesso à área da 2ª Dires, em duas motocicletas que estavam estacionadas em frente ao local. "Foi uma fuga espetacular, daquelas de filmes de ação", afirmou uma testemunha.


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Com informações do repórter Ney Silva do Acorda Cidade.

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