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Deputado vai pedir auditoria no SUS em Feira de Santana

Segundo Zé Neto, a situação do Clériston piorou após cortes no atendimento de urgência e emergência, em hospitais do município.

05/12/2013 15:58
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Roberta Costa / Acorda Cidade

Foto: Roberta Costa / Acorda Cidade

Deputado vai pedir auditoria no SUS em Feira de Santana

Daniela Cardoso

O deputado estadual e líder do governo na Assembleia Legislativa, José Neto, decidiu pedir uma auditoria na saúde de Feira de Santana, após reclamações de pacientes internados no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA). Ele disse que já conversou com o secretário estadual de Saúde, Jorge Solla. Segundo Zé Neto, a situação do Clériston piorou após cortes no atendimento de urgência e emergência, em hospitais do município.  

“Vamos fazer uma auditoria pesada na saúde em Feira de Santana para saber onde foi parar o dinheiro, pois o município cortou 20% linear do SUS, o atendimento de obstetrícia e o de urgência e emergência do Hospital Dom Pedro de Alcântara. Só no HTO, o município cortou 30% dos atendimentos ortopédicos. Como é que o Clériston não vai estar sobrecarregado?” questionou.
 
O deputado afirmou ainda que o município cortou esses atendimentos do Dom Pedro, por não aceitar os investimentos realizados pelo Governo do Estado na unidade de saúde.
 
“Implantamos a radioterapia, a cardiologia, 12 leitos de UTI, e para quebrar a condição que estamos dando, o município fechou as portas do pronto socorro e da maternidade. Agora, para completar, o município vai fechar a Materdei, que é a maior clínica de Feira de Santana no atendimento a parturientes”, afirmou.
 
Paciente aguarda cirurgia
 
Cinco dias após decepar o dedo na porteira da casa onde mora, no distrito de Maria Quitéria, em Feira de Santana, Cássia Silvana Santana Pereira, 22 anos, continua internada no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) aguardando regulação para fazer a cirurgia em um hospital de Salvador, já que em Feira esse tipo de cirurgia não está disponível pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
 
Na manhã desta quinta-feira (5), a mãe de Cássia, Crispiniana Pereira, entrou em contato com o Acorda Cidade para cobrar providências das autoridades. Ela afirmou que até o momento aguarda uma resposta sobre a regulação. O medo de Crispiniana é que a filha perca o dedo, devido ao tempo de espera pelo procedimento cirúrgico.
 
“Aqui no Clériston foi prestado os primeiros socorros, mas o médico disse que não tem como atendê-la para realizar o procedimento indicado. Conversei com o diretor do hospital e ele me pediu que procurasse a Defensoria Pública para prestar uma queixa. Ontem eu passei o dia indo a emergências de hospitais para tentar uma solução e encontrei um médico, especialista em mão, que atende no Emec e no HTO. Porém nesses hospitais a cirurgia custa 4 mil reais e não temos condições de pagar. Eu peço que as autoridades da cidade nos ajudem”, afirmou.  
 
Clériston propõe mutirão
 
O diretor do Clériston Andrade, José Carlos Pitangueira, disse ter conhecimento da situação de Cássia e informou que outras duas pessoas também aguardam para fazer a cirurgia de mão. Segundo ele, essa cirurgia é realizada apenas por clínicas particulares em Feira de Santana. Pelo SUS, tem que aguardar a regulação, assim como em toda a Bahia.
 
“O Clériston não está habilitado para fazer cirurgia de mão. Temos necessidade de ajuda e essa ajuda tem que ser dentro de Feira de Santana e não de Salvador. Temos na cidade clínicas conveniadas pelo SUS com profissionais habilitados, e porque não faz um mutirão? Quero saber se só o Cleriston vai operar ortopedia em Feira de Santana”, disse. “O Clériston Andrade sozinho não vai resolver. Podemos ajudar, mas dentro dos nossos limites. Se fizer esse mutirão com as clínicas conveniadas, a situação vai se resolver”, acrescentou.
 
Cota para atendimento do SUS
 
A secretária municipal de Saúde, Denise Mascarenhas, disse que existe cota de cirurgias de média complexidade e que cirurgia de mão não tem disponível pelo SUS em Feira de Santana. Ela informou que já conversou com um grupo de cirurgiões de mãos e está aguardando a resposta deles para ver o que pode ser feito.
 
A secretária disse ainda que o problema da ortopedia não é apenas em Feira de Santana, mas em toda a Bahia. Apesar disso, ela afirmou que a secretaria, junto com os prestadores, está cobrando o que está pactuado em nível de média complexidade. Quanto aos mutirões, Denise disse que eles não são mais realizados.
 
“Podemos ver o que fazer e com quais recursos para melhorar essa situação. Dentro do que estamos habilitados para fazer, estamos fazendo. As cotas de ortopedia estão se esgotando muito rápido, devido ao alto número de atendimentos necessários e eu tenho que respeitar o chamamento”, afirmou.
 
Outra reclamação
 
O sindicalista Liomar Ferreira também reclamou sobre a demora de atendimento no Clériston. Segundo ele, um senhor de mais de 60 anos está internado no hospital aguardando um exame para a realização de uma cirurgia há cerca de 11 dias.
 
“Recebi o apelo de um familiar de um cidadão que está internado no Clériston há 11 dias. Ele foi internado para fazer a amputação de um dedo e ainda aguarda a ida a Salvador para fazer um exame e depois fazer a amputação. Ele está no corredor do Clériston aguardando e, enquanto isso, ele e os familiares sofrem”, disse.
 
Com informações do repórter Paulo José do Acorda Cidade

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