Feira de Santana

Durante assembleia, professores da Uefs decidem manter a greve

O movimento paredista já dura mais de 50 dias.

04/06/2019 às 06h54, Por Andrea Trindade

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Os professores da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) decidiram pela continuidade da greve, durante assembleia realizada na segunda-feira (3). Além disso, a categoria aprovou a contraproposta indicada pelo Fórum das Associações dos Docentes (ADs). O movimento paredista já dura mais de 50 dias.

Falas favoráveis e contrárias à greve foram ouvidas, na intensa discussão para decidir sobre os rumos do movimento. Segundo a assessoria de comunicação da Associação dos Docentes da Uefs (Adufs), entre os contrários à continuidade, um dos discursos foi o de que há a necessidade de recuar para conseguir uma negociação produtiva com o Governo que, até então, se mostrou inflexível nas tentativas de diálogo com os docentes.

Já os favoráveis, defenderam que as declarações feitas pelo governador Rui Costa apontam para um total desconforto com a mobilização que vem ocorrendo em todo o Estado, inclusive, pelas vozes da população em geral, que tem se informado pelo movimento das formas como o Governo vem tratando as universidades estaduais. Também foi ressaltado que as conquistas da categoria são resultado da luta em defesa das universidades.

“Desta forma, não apenas a imagem do governador estaria sendo desgastada junto à população, mas também, a do político junto ao seu partido, o Partido dos Trabalhadores (PT). Durante as manifestações ocorridas em Feira de Santana, em defesa da Educação e contra a Reforma da Previdência, foi evidente o desgaste de Rui Costa diante da sua base, quando falas de representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), por exemplo, deixaram nítido o desconforto da central com as atitudes do governo que vem se alinhando mais com as políticas da extrema-direita do que com a sua base histórica de lutas sociais”, destacou a Adufs.


Contraproposta

A contraproposta indicada pelo Fórum das ADs também foi aprovada nas assembleias realizadas na segunda-feira (3) pelos docentes da Uesb e da Uesc. Os professores da Uneb apreciarão a pauta nesta terça (4).

O objetivo das diretorias das associações docentes é protocolar a contraproposta na terça-feira (4) no gabinete do governador e nas secretarias estaduais da Educação (SEC), da Administração (Saeb) e das Relações Institucionais (Serin), além do gabinete da presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Fabíola Mansur, e do líder da Maioria, Rosemberg Pinto. O Fórum vai reivindicar uma reunião de negociação urgente para debater o documento.

Ainda nesta terça (4), juntamente com a entrega da contraproposta, os professores farão um ato público e uma plenária. A mobilização ocorrerá às 14h, em frente à Secretaria da Educação em Salvador. O objetivo é discutir estratégias para a preservação da autonomia universitária. Esta mobilização é mais uma atividade planejada pelo Fórum das ADs.

Moção

Os professores da Uefs também aprovaram a elaboração de uma moção em apoio ao professor Wanderlan Porto, lotado no Instituto Federal de Alagoas (Ifal). O docente sofreu um ataque à liberdade de cátedra por parte de um aluno do campus Maceió.

Greve Geral dia 14

Ainda na assembleia, os professores da Uefs aprovaram a construção da Greve Geral que está sendo organizada para o dia 14 de junho pelas centrais sindicais do país. A pauta central será a defesa do direito de aposentadoria e o repúdio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/19, que trata da Reforma da Previdência.
 

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