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Publicado em 03/07/2019 13h51.

Dissecção carótida: após passar por episódio de doença rara, cardiologista explica do que se trata

A dissecção carótida acontece quando a artéria carótida fecha e a ocorre a interrupção do fluxo sanguíneo.
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Dissecção carótida: após passar por episódio de doença rara, cardiologista explica do que se trata
Foto: Divulgação/Ascom HGCA

Orisa Gomes

Espontânea e rara entre jovens, dissecção da artéria carótida é o nome da doença que o médico cardiologista de Feira de Santana André Guimarães, adquiriu recentemente. A previsão é que a doença atinja cerca de 2% da população em um universo de 100 mil habitantes.

Já recuperado do episódio que viveu, o médico esteve no Acorda Cidade para tranquilizar as pessoas que o conhecem e ficaram alarmadas com a notícia, e principalmente explicar detalhes da doença que é ainda desconhecia de uma maioria.

Segundo o médico, a dissecção carótida acontece quando a artéria carótida fecha e a ocorre a interrupção do fluxo sanguíneo. “Tem duas carótidas que servem para levar o fluxo sanguíneo do coração para a cabeça e ela se bifurca em algumas artérias”, informou.

O médico estava dando aula em um congresso, quando sentiu tontura e foi atendido e diagnosticado com o problema. “Fizemos o diagnóstico do que estava acontecendo e, por sorte, os nossos principais órgãos, cérebro, coração, têm um mecanismo de autorregularão e autodefesa. O cérebro tem circulações que ficam fechadas durante a nossa vida e que quando acontece algo desse tipo, elas se abrem para que outras artérias possam levar sangue para aquele território onde aquela artéria levava. Os vasos ficam fechados e quando tem um acidente, eles abrem para que o sangue possa passar de um lado para o outro, irrigar aquela região e continuar desempenhando a sua função”, explicou.

Como o cérebro do médico felizmente reagiu dessa maneira, ele não teve qualquer sequela.

Ainda conforme o cardiologista, a dissecção da artéria carótida é mais provável de acontecer em idosos, principalmente os que vão desenvolvendo doenças que podem ir aos poucos obstruindo as carótidas e fazendo com que os vasos se abram de maneira mais lenta.

Com o diagnóstico rápido e o bom funcionamento do cérebro e o atendimento adequado, o médico André Guimarães já se recuperou bem e retomou as atividades.

“No meu caso, como de pacientes um poucos mais jovens, abaixo de 50 anos, esse fluxo inclusive pode voltar e ser restabelecido em até 65%. Essas obstruções, esse coagulo que se forma, o corpo absorve e o fluxo volta a fluir de maneira adequada. O meu está voltando, fiz um exame de controle e por sorte esse está voltando”, comemorou.

Causas

O cardiologista explicou em entrevista ao Acorda Cidade que em paciente mais idosos, acima de 60 anos, a causa mais comum da dissecção da artéria carótida são ações de placas de gorduras, como acontece nas artérias do coração e da carótida também, que podem causar a obstrução. Já em pacientes abaixo de 50 anos, os quadros mais comum são relacionados a dissecções espontâneas.

“Normalmente estão relacionados com algum movimento brusco que se faça no pescoço ou algumas posições que podem fazer um estiramento dessa artéria e quando ela estira, lacera por dentro. A gente quando vai dar ré em um carro, a gente olha pra trás de vez, que força. Outro exemplo em mulheres que ficam naquelas cadeiras escovando o cabelo com muito tempo de extensão. Aqueles lavatórios, aquela hiper extensão pode ocasionar. Já ouvi relato com pessoas que jogam golfe, porque o movimento de golfe, quando ele dá aquela tacada, ele gira muito o pescoço no eixo do corpo, isso também pode ocasionar. Então, qualquer movimento brusco que se faça no pescoço pode causar”, frisou.
Tratamento

O tratamento, segundo André Guimarães, é conservador, com medicação antiagregante plaquetário ou anticoagulante. “É um tratamento químico padrão, além de evitar alguns esforços físicos até que a gente possa ter um controle mais disso, um balanceio mais importante disso e os exames de controle possam mostrar se existem uma recanalização que é a abertura ou se existe uma oclusão, se essa artéria vai ficar ocluída. A partir daí, você volta a ter uma vida normal”, concluiu. 

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