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Publicado em 03/06/2019 19h31.

Supervisor é atropelado por máquina de 7 toneladas em obras do Shopping Popular

Está muito debilitado e precisa fazer uma cirurgia para colocar um tipo de platina no braço.
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Supervisor é atropelado por máquina de 7 toneladas em obras do Shopping Popular

Daniela Cardoso

O supervisor de obras Sidney Ribeiro, 38 anos, está passando por uma situação delicada desde que sofreu um acidente na manhã do dia 25 de maio deste ano na obra do Shopping Popular em Feira de Santana. Ele foi atropelado por uma máquina que pesa sete toneladas e está internado no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) necessitando de atendimentos que o hospital não disponibiliza.

Esposa de Sidiney (Foto: Ed Santos/Acorda Cidade)

Sidney Ribeiro é do Rio de Janeiro e veio a Feira de Santana para trabalhar nessa obra. A esposa dele, Marta Rosa da Silva, está na cidade acompanhando o marido no hospital. Ela relatou ao Acorda Cidade como o acidente aconteceu e disse que a situação de saúde dele é muito complicada.

“Tem 45 dias que ele estava aqui, quando sofreu esse acidente. Ele foi atropelado por uma máquina de sete toneladas. Ele é supervisor da obra, analisa se as máquinas estão todas corretas, e o local onde vai ser efetuado o trabalho. No momento do acidente, ele foi até uma pessoa e disse o que teria que ser feito, quando voltou foi desviar da lama e foi atropelado pela máquina. Ele foi atingido praticamente em todo o corpo, está todo quebrado. Ele só não morreu, porque afundou na lama, conforme o pneu pegou na bacia dele, ele afundou. Ele disse que escutou o barulho dos ossos quebrando. Ele está com ombro quebrado em dois lugares, o maxilar quebrado, a bacia fraturada, não consegue se mover. Deu uma luxação do fêmur”, informou.

A esposa de Sidney Ribeiro afirmou ao Acorda Cidade que esperou uma posição da empresa responsável, a Concessionária Feira Popular, e disse que não teve assistência da mesma. 

“Nesse dia não tinha técnico de segurança na obra. O dono da empresa não quer assumir a responsabilidade, e as despesas. Fiquei aguardando um posicionamento da empresa e nada. O dono disse que não vai arcar com nada e que o seguro também não vai arcar com nada, pois ele já está sendo atendido em um ótimo local. Meu marido estava trabalhando de carteira assinada, tudo certo”, afirmou Marta Rosa da Silva ao Acorda Cidade.

Pode perder os movimentos de uma das mãos

A esposa destacou que não tem do que reclamar sobre o atendimento no Clériston Andrade, mas que a unidade de saúde não tem condições de manter o atendimento, já que não disponibiliza alguns procedimentos que Sidney Ribeiro necessita. Porém devido o estado de saúde dele, o médico não liberou a transferência.

“O Samu veio rápido e trouxe ele para o Clériston. Ele passou pelo procedimento de urgência. Estou tentando desde segunda passada fazer a transferência dele e não estou conseguindo, devido a burocracia. Contra o Clériston não tenho nada a reclamar. Só que aqui não faz cirurgia do ombro, nem do maxilar e nem da bacia, e o médico falou que se essa cirurgia não for feita de forma urgente, ele vai ficar sem os movimentos da mão. Estou tentando uma liminar pela Defensoria Pública para fazer a transferência dele, por que se ele for para Salvador, eles não tem previsão de quando vão fazer a cirurgia. Ele está debilitado e não tem como ele ser transferido, estou com um laudo do médico pedindo urgência. Ele precisa colocar uma platina no braço, que não tem disponível no SUS”, disse.

Marta Rosa da Silva ainda disse que ela e o esposo estavam no Rio de Janeiro em uma situação complicada, já que ele não conseguia encontrar trabalho e por isso ele resolveu aceitar o trabalho em Feira de Santana. Ela disse que precisa resolver a situação do marido para voltar para o Rio, onde deixou um filho de 5 anos que tem síndrome de Down e necessita de cuidados especiais.

“Ele veio trabalhar para consegui dinheiro e a gente fazer um tratamento melhor para o nosso filho. Eu quero que resolva o problema, quero ajuda. Tenho um filho com síndrome de Down e ele não está comendo, está triste, pois o pai e a mãe dele estão longe. Eu preciso resolver o mais breve possível”.

O que diz a concessionária

A empresa afirma que está dando assistência e informou ao Acorda Cidade que está pagando o hotel onde a esposa de Sidiney está hospedada. Por meio de nota a Concessionária destacou que está cumprindo com todos seus deveres legais.

Confira na íntegra:


“No dia 25/05/2019, por volta das 7h30, o Sr. Sidney, empregado devidamente registrado pela Concessionária Feira Popular, sofreu um acidente, onde foi prontamente socorrido pela equipe técnica da empresa e encaminhado para o Hospital Geral Clériston Andrade, passando pelos procedimentos médicos cabíveis. Vale ressaltar que o seguro mantido pela empresa foi acionado logo após o acidente para que o mesmo diligencie no que for cabível.

O referido acidente está sendo detalhadamente apurado pela empresa e, segundo as análises preliminares, principalmente de outros funcionários que testemunharam o fato, O Sr. Sidney ,sem avisar os outros empregados que operavam a plataforma móvel, se colocou embaixo da mesma para conferência de algum item, ocorrendo, assim, o acidente, conforme CAT (Comunicado de Acidente de Trabalho) anexa.

Posteriormente, no dia 29/05/2019, a pedido da Sra. Marta (esposa do Sr.Sidney), o Dr. Artur César, médico ortopedista do Hospital Geral Clériston Andrade, autorizou a transferência do paciente para qualquer outro hospital, inclusive do próprio sistema público de saúde, ressaltando que no referido relatório médico fica claro que o Sr. Sidney não corre qualquer risco de vida (relatório médico anexo).

Não obstante a empresa estar cumprindo com todos seus deveres legais, quais sejam: 1) possuir técnica de segurança no local de obra, 2) manter e fazer com que seus trabalhadores utilizem os respectivos EPI’s, 3) prestar socorro ao acidentado e respectivo apoio ao seus familiares, dentre outros, a Sr. Marta(esposa do Sr. Sidney) procurou a empresa solicitando que esta firmasse um compromisso de arcar com despesas no valor de R$ 500.000,00, para que o paciente fosse transferido para um hospital particular em salvador, em quarto privativo, e caso não o fizesse que faria de tudo para denegrir reputação da empresa através dos meios de comunicação.

Além disto, a esposa do Sr. Sidney chegou, até mesmo, a proferir ameaças através do aplicativo Whatsapp a outros funcionários da empresa por não ter sua demanda aceita.

A Concessionária Feira Popular entende o momento psicologicamente delicado que passa a Sra. , e informa presta todo o acompanhamento e assistência cabível nesta situação de acordo com toda legislação pertinente ao caso.
 

Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade

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