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Publicado em 21/05/2019 20h48.

Hospital Especializado Lopes Rodrigues ainda enfrenta dificuldades estruturais

A presidente da Afatom diz que o governo do estado precisa cumprir liminar da Justiça Federal.
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Hospital Especializado Lopes Rodrigues ainda enfrenta dificuldades estruturais
Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

Ney Silva

A atual estrutura do Hospital Especializado Lopes Rodrigues precisa ser melhorado. É o que dizem parentes de pacientes e servidores que participaram de um encontro na manhã desta terça-feira (21), na unidade de saúde.

O Hospital Especializado Lopes Rodrigues passou por reformas na emergência e fechou seu ambulatório. Segundo algumas pessoas que participaram do encontro a ideia do governo da Bahia era fechar o hospital depois do processo de desinstitucionalização. Esse processo acabou sobrecarregando a rede de saúde mental da Prefeitura.

A coordenadora da rede, Robervânia Cunha, confirma essa situação. "Quando em 2014 resolveram fechar os ambulatórios infantil e adulto do Hospital Lopes Rodrigues tivemos uma sobrecarga com mais de mil e trezentos pacientes que recebemos", afirma.

Na opinião de Robervânia não foram só pacientes com transtorno mental, mas pessoas com problemas neurológicos enquanto que a rede do município trabalha com psiquiatria.
Ela acha que o hospital deveria fazer o encaminhamento correto dessas pessoas e não mandá-las para a rede Caps que teve que fazer esse encaminhamento.

Além disso, Robervânia Cunha observa que a Prefeitura nada recebeu em contrapartida. "Não recebemos apoio financeiro nem medicamentoso. Então hoje temos mais de 30 mil pessoas cadastradas nos Caps para darmos assistência porque o Lopes Rodrigues só atende emergência", disse Robervânia.

Segurança em uma escola na cidade de Quijingue, João Félix de Andrade Filho participou do encontro. Ele informou que a irmã tem transtorno mental grave e chega a queimar até a casa quando está em crise. “Ela tem que esperar demais pelo atendimento do Caps da cidade e o jeito e trazer para Feira de Santana", explicou.

A preocupação de João Félix era a irmã ser atendida e acabar não ficando internada no Hospital Lopes Rodrigues.

A enfermeira Márcia Pitão trabalha no hospital há dois anos. Ela contesta a informação de que o hospital corre o risco de ser fechado. "Na realidade nossa emergência continua, o pavilhão com pacientes que têm transtorno mental agudo também continua e os moradores que estão desde 1962 estão sendo desinstitucionalizados", afirma Marcia.

Segundo ela, esses pacientes estão sendo levados para residências terapêuticas. Ela informou que os moradores com alguma complicação ou mais difíceis de se adequarem as residências são levados para residências mais especificas.

Sobre a desestrutura do Lopes Rodrigues, a enfermeira informou que o governo pretende fazer reformas para que se possa fazer um melhor acolhimento dos pacientes.

A professora de medicina da Uefs, Tereza Cristina Coelho, mantem um grupo de estudantes em regime de internato no Hospital Lopes Rodrigues. Ela disse que já elaborou um projeto para que o Lopes Rodrigues deixe de ser um hospital e passe a ser um complexo de serviços integrados com a Rede de Atenção Psicossocial do estado (Raps). Segundo a médica, até o momento o governo do estado não mostrou-se interessado no projeto.

A presidente da Associação de Familiares e Amigos de Pessoas com Transtornos Mentais (Afatom), Rejane Santos, disse que o que há de positivo nessa luta de todos e o fato de o Lopes Rodrigues não ter sido desativado.

"Mas não houve melhoras. Toda estrutura continua desmantelada e precisa que a liminar que conseguimos na Justiça Federal seja cumprida e que o ambulatório seja reinstalado", disse Rejane.

Ela esclarece que a liminar determina que a Secretaria Estadual da Saúde restabeleça o hospital da forma como funcionava antes não apenas com o ambulatório, mas que seja qualificado, reestruturado oferendo uma assistência de qualidade.

Segundo Rejane, o documento estabelece também que a desinstitucionalização seja feita mas sem fechar o hospital. Além disso, explica Rejane, a liminar também determina a recomposição da equipe multidisciplinar e a volta da farmácia que foi desativada.

O encontro teve uma ampla participação de familiares, servidores, a coordenação de enfermagem e pessoas interessadas no debate. A direção do Lopes Rodrigues não participou diretamente do encontro.

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