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Publicado em 19/05/2019 17h04.

Oficina discute direitos, deveres de condutores de carroça e necessidade de cadastramento de profissionais

Muitos problemas que acontecem relacionados aos carroceiros acontecem devido a falta de orientação.
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Oficina discute direitos, deveres de condutores de carroça e necessidade de cadastramento de profissionais
Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Rachel Pinto

A Associação Protetora dos Animais de Feira de Santana (APA) promoveu na manhã deste domingo (19), no Sest Senat, uma oficina para condutores de veículos de tração animal (carroceiros), para apresentar os seus direitos e deveres.

Participaram do evento representantes da Comissão de Proteção e Defesa Animal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ciretran, autoescolas e também protetores de animais, além de alunos do II semestre do curso de veterinária da Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC), que apresentaram o Projeto Práticas de Bem Estar em Animais de Tração. O trabalho dos estudantes abordaram a importância da saúde e a sanidade dos animais que prestam serviço de tração no município de Feira de Santana.

Cláudio Borges de Brito, conhecido como mestre Paraná, representante dos condutores de veículo de tração animal disse que em Feira de Santana há 130 carroceiros na ativa. Segundo ele, a categoria está buscando por melhorias e para que haja um cadastro da profissão na cidade. Ele disse que muitos problemas que acontecem relacionados aos carroceiros acontecem devido a falta de orientação.

“Buscamos essa ação para que possamos entender que os condutores de veiculos de tração animal fazem parte do trânsito da cidade. É preciso que a gente tenha o cadastro, a sinalização das carroças e possa fazer uma boa condução do veículo. Para que a gente não caia no esquecimento. Sou condutor também , trabalho e zelo pelos animais e por isso eu me preocupei em fazer parte da articulação desse movimento aqui hoje”, afirmou.

Graça Peixinho que é presidente da APA explicou que a oficina teve como objetivo conversar com os condutores e esclarecer muitas questões que são frequentes na cidade. Ela declarou que é preciso que o poder público dê mais apoio a esses trabalhadores e seja providenciada uma representação da classe a nível de sindicato ou entidade. Sobre alguns problemas relacionados aos condutores ela frisou que há alguns que trabalham sobrecarregando o animal e não têm instrução sobre o trânsito.

“É preciso que haja mais conscientização. Pois eles são profissionais, trabalhadores e precisam de ajuda. Precisam ser cadastrados e respeitados. Não queremos sofrimento nem para eles e nem para os animais”, declarou.

Anderson Trindade, representante de autoescola, informou que os alunos quando vão tirar a habilitação aprendem quais são os direitos e deveres de todos os condutores de veículos automotores e também de veículos de tração animal. De acordo com ele, há alguns critérios que os carroceiros devem seguir no trânsito, por exemplo, andar pelo lado direito da via, ou pelo acostamento e sinalizar se for fazer alguma manobra no trânsito.

“Eles têm que sinalizar com o braço para os demais condutores da via saberem qual é a intenção deles. Porque todos os usuários da via tem que saber qual é a intenção do outro pra que não venham acontecer colisões. Porque a forma de comunicação entre os usuários da via é sinalização e como os veículos de tração animal, não tem a luz indicadora de direção, a sinalização é feita com os braços”, acrescentou.

A advogada da Comissão de Defesa e Proteção Animal da OAB, Juliana Nascimento salientou que o atual ordenamento jurídico, defende os animais e obriga que o poder público e a coletividade preservem o meio ambiente para as atuais e futuras gerações. Nessa preservação do meio ambiente está tanto a flora quanto a fauna e dentro da fauna estão os animais domésticos e selvagens. De acordo com ela, hoje a preocupação quanto a legislação é a proteção da visão antropocêntrica que é uma visão que protege os animais e o meio ambiente para o homem.

“Temos lutado cada vez mais e estamos conseguindo proteger os animais. Eles são seres que têm sentimentos muito próximos aos seres humanos e eles sentem dor, fome, frio. Às vezes têm medo, tristeza, alegria e devem ser protegidos enquanto seres que são sujeitos de direitos e não objetos de direitos”, salientou.

A advogada comentou também que a oficina tratou do tema do bem-estar animal com os carroceiros e a importância deles terem zelo e cuidado com os animais dos veículos de tração. São animais que precisam de alimentação, abrigo, descanso e cuidados veterinários. Segundo ela, algumas cidades do país já substituíram esses veículos por cavalos de lata estão tirando as carroças de circulação. Ela contou que espera que essa realidade chegue logo a Feira de Santana e enquanto isso não acontece, a comissão e demais entidades trabalham com os carroceiros na perspectiva da orientação e sensibilização, entendendo que eles são profissionais e precisam dos veículos para sobreviver.

Silvio Dias, coordenador da Ciretran, também pontuou que o órgão vai trabalhar no intuito de fomentar um cadastramento para os carroceiros. Ele relatou que esses profissionais não podem ser excluídos do debate sobre o trânsito e inclusive em Feira de Santana eles fazem parte da cultura e história da cidade.

“Temos que trazê-los para conversar e mostrar a importância de uma condução segura no trânsito. Temos um problema muito grande relacionado a animais soltos nas rodovias e vias em Feira e vamos conversar com eles qual a forma segura de fazer essa condução na nossa cidade. Apesar de ser uma competência municipal, de tratar de um possível cadastramento dos veículos, quando pensamos no trânsito como um todo aí existe uma questão de responsabilidade com a segurança. Vamos fomentar que os municípios da região da Ciretran possam trabalhar uma forma de cadastramento desse pessoal e aí sim teremos um controle melhor de tudo que acontece com esses condutores”, finalizou.

Com informações e fotos do repórter Ed Santos do Acorda Cidade.
 

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