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Dom Itamar Vian

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Publicado em 18/03/2019 11h04.

As lições de Suzano

O que Suzano nos faz pensar? Que lições podemos tirar desse acontecimento? .
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A tragédia, na escola estadual Raul Brasil, em Suzano, na região metropolitana de São Paulo, resultou na morte de cinco alunos, duas funcionárias, um comerciante e dos próprios autores do atentado. O que Suzano nos faz pensar? Que lições podemos tirar desse acontecimento? .

ATÉ POUCO tempo, a criança tinha pouca “autoridade” na família. Hoje, em contrapartida, ela manda mais do que deveria mandar. Isso é um erro grave, pois dizer “não” faz parte da educação. É necessário fazer os filhos entenderem que nem tudo é como eles pensam ou querem. Há crianças, hoje, que, de seus 7 ou 8 anos, proclamam: Mãe, você não manda em mim! Pior do que isso é quando os pais aceitam essa tirania infantil. A tirania se manifesta também na escola, quando o professor(a) parece ser o último a mandar. E muitos país, autorizam a rebeldia dos filhos, colocando-se contra os professores.

PAIS E FILHOS, professores e alunos não são iguais. Não se trata de autoritarismo, mas sim, de entender os papéis de cada um. Não adianta querer ser “amiguinho” do filho ou do aluno, tratado-o em pé de igualdade. Aí vem o centro da questão: Lembre-se de que ser amigo do seu filho ou do seu aluno é ajudá-lo a ser pessoa certa para si mesmo e para a sociedade. Há necessidade de fazê-los compreender que têm deveres e responsabilidades e esses os ajudarão a serem cidadãos responsáveis, honestos e justos. Quando os limites não são fixados estamos criando egoístas e irresponsáveis.

O PADRE Fábio de Melo, refletindo a tragédia de Suzano, escreve: “os meninos não mataram porque o porte de arma é um projeto do atual governo. Os meninos mataram porque jogavam jogos violentos. Os meninos não mataram porque a escola foi omissa. Os meninos não mataram porque sofreram bullying... Eles mataram porque as famílias estavam desestruturadas e fracassadas, porque não se educa mais em casa, não se acompanha mais de perto.

A TECNOLOGIA substitui o diálogo, presentes compram limites, direitos e deveres e não há o conhecimento e respeito a Deus. Precisamos parar de nos omitir, de transferir culpas. A culpa é minha, é sua, de todos nós! “A violência é o desdobramento de carências afetivas, da necessidade de ser visto e notado, ainda que da pior maneira”. As armas não matam, o que mata é a ausência de amor!”

Dom Itamar Vian
Arcebispo Emérito
[email protected]

   

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