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Publicado em 16/05/2018 13h08.

Presidente do PSL declara que Bolsonaro vem à Bahia pra 'derrubar o PT'

Dayane Pimentel concedeu entrevista ao programa Acorda Cidade na manhã desta quarta-feira (16) e, entre alguns pontos de destaque, abordou sobre as propostas do partido.
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Presidente do PSL declara que Bolsonaro vem à Bahia pra 'derrubar o PT'
Foto: Milena Brandão/Acorda Cidade | Dayane Pimentel, presidente do PSL na Bahia

Rachel Pinto

A professora Dayane Pimentel, que é presidente do Partido Social Liberal (PSL) na Bahia, mesmo partido do presidenciável Jair Bolsonaro, concedeu uma entrevista ao programa Acorda Cidade na manhã desta quarta-feira (16) e, entre alguns pontos de destaque, abordou sobre as propostas do partido, assim como do pré-candidato à presidência, além do seu perfil pessoal e político. Dayane disse ainda que vai sair candidata a deputada federal e o objetivo principal do seu partido é derrubar o governo do Partido dos Trabalhadores (PT). De acordo com ela, o PSL está dialogando com várias forças políticas para alcançar esse objetivo.

“Nós estamos sendo bastante procurados, temos empresários fortes baianos. A gente tem irrigadores fortes que desejam trazer esse palanque para Bolsonaro. Costumo dizer que o nosso objetivo principal é derrubar o governo do PT dentro do nosso estado e como iremos fazer isso ainda estamos em processo. Estamos dialogando também com forças políticas existentes na Bahia e os diálogos estão sendo muito amistosos. Estamos aqui para derrubar essa esquerda que governa por mais de 15 anos. Nossos resultados na educação, na segurança, na geração de emprego são os piores possíveis e quando a gente fala em derrubar um determinado governo, a gente fala principalmente pelos resultados negativos que esse governo atual está nos trazendo”, salientou.

Dayane informou que Jair Bolsonaro estará na Bahia nos dias 24 e 25 de maio para apresentar suas propostas e um pouco mais da sua história. Entre algumas delas a professora listou a militarização nas escolas, a castração química e liberação do uso de armas.

Para Dayane, em relação à militarização das escolas, a observação é que as convencionais estão com índices de aprovação bastante negativos. Ela afirma que as escolas militares vêm mostrando uma educação cívica, moral e índices educacionais bastantes elevados.

Na área de saúde, o projeto do PSL é diminuir as filas. Trazer mais comodidade para os pacientes. “Trazer gestores clínicos, técnicos e não servir de cargos políticos para pessoas que não entendem do processo estarem administrando toda essa demanda na área da saúde”, acrescentou.

Sobre a segurança pública, há algumas propostas polêmicas que dividem a população. Ela explica que o ponto forte é diminuir a maioridade penal e fazer a castração química indolor para que pessoas que cometem crimes sexuais fiquem com a libido mais baixa e não voltem a praticá-los. Segundo Dayane, a liberação do porte de armas será para pessoas que não têm ficha criminal, não possuem nenhum erro em suas vidas e que têm trabalho. No projeto político do PSL, essas pessoas terão direito à legítima defesa.

Na economia, o PSL busca colocar pessoas com conhecimentos técnicos para comandar os ministérios, segundo destacou a presidente do partido na Bahia.

Aproximação da população

Dayane Pimentel pontuou durante a entrevista ao Acorda Cidade que o PSL e Jair Bolsonaro buscam eleger pessoas do povo para levantarem os seus projetos. Ela deu o seu próprio exemplo e disse que uma das metas é não depender dos políticos de carreira.

“Eu sou professora de formação e fui convidada pelo Jair Messias Bolsonaro para liderar esses seus projetos na Bahia e, assim como eu, ele levantou pessoas do próprio povo. Ele acredita que a classe política em geral, as pessoas estão indo no caminho que nós não acreditamos, como o caminho da corrupção. Pessoas comuns como eu e milhares estão sendo levantadas para que possam fazer na prática aquilo que o nosso discurso traz”, ressaltou.

Cientista político considera Bolsonaro 'maluco'

Durante a entrevista, Dayane Pimentel contestou a declaração do economista e principal comentarista do Financial Times, Martin Wolf, em entrevista à revista Veja. Ele considerou Jair Bolsonaro como maluco.
“Ele me parece completamente maluco. Alguém capaz de destruir o país completamente. Perto dele, Donald Trump beira a normalidade e até mesmo a serenidade, eu diria. Trata-se de alguém que não sabe o que diz e que parece não ter noção do que significa governar. Essa perspectiva é algo muito trágico e muito triste, pois significa uma grande perda de potencial, sobretudo no caso do Brasil, que tem recursos abundantes, colossais. É uma pena”, frisou Wolf.

Dayane contestou essa afirmativa do economista americano, fazendo o contraponto de que muitas pessoas não conhecem Jair Bolsonaro e por isso fazem definições diversas sobre a sua figura.

“Avalio de forma bastante democrática. Existem pessoas que gostam e também pessoas que não gostam. Mas, arrisco a dizer que as pessoas que não gostam são justamente as que não conhecem. Eu também antes de conhecer várias figuras políticas, as definia de uma forma como não são. A grande mídia não dá oportunidade. É preciso fazer isso. Bolsonaro é simplesmente um ser humano cristão, é um pai de família, um político que tem quase 30 anos de vida ilibada, sem nenhuma mancha e tem a ficha limpa. Algo que é muito escasso em nosso país. É o homem que defende a honestidade na prática e não apenas em seus discursos e seus comícios. O comentário desse cientista é mais um daqueles comentários que visam eleger pessoas que fazem parte do sistema. Bolsonaro não faz parte do sistema, faz parte da vontade do povo, do anseio popular”, pontuou.

Questionada se o PSL terá candidato ao governo do estado, a professora respondeu que o partido está discutindo as coligações e entendendo que pode ir sozinho para a disputa.

“Temos candidatos totalmente apolíticos que estão agora se levantando para poder trazer um pouco da população para dentro da política e não o contrário. Temos candidatos aí que estão tendo um apelo popular muito grande e até então a ideia é não coligar”, acrescentou.

Família ligada ao PT

A família da professora Dayane Pimentel é muito conhecida por figuras que representam forte liderança política e têm uma formação política com base, inclusive, nos ideais do Partido dos Trabalhadores (PT). O tio avô de Dayane, Albertino Carneiro, foi presidente do PT em Feira de Santana e teve um trabalho de destaque e relevância em movimentos religiosos e sociais na cidade e nos territórios do Portal do Sertão, Bacia do Jacuípe e do Sisal. Questionada sobre essa influência política em sua vida e a decisão de escolher outros caminhos políticos, a professora respondeu que teve a oportunidade de se libertar e conhecer outra visão política.

“Uma parte da minha família materna é ligada ao PT. Albertino Carneiro é uma pessoa diferenciada nesse meio e eu conheço as entranhas do PT. Muitos desses parentes têm cargos comissionados e essas coisas me fizeram abrir os olhos. Eu estudei em instituições públicas a vida inteira. Sou filha de caminhoneiro e filha de uma mulher que veio se formar depois dos 35 anos de idade. Minha vida sempre foi muito difícil. Fui acometida por uma família materna onde eles vinham dessas revoluções comunistas. Vinham influenciados por isto. Albertino, apesar de ser uma figura maravilhosa, nunca conseguiu ter uma ascensão política. Eu o respeito muito como o meu tio avô, uma pessoa muito boa, e só está defendendo a ideologia errada”, disse.

Dayane acrescentou que depois que casou teve a oportunidade de morar nos Estados Unidos e conhecer outra literatura, passando por um processo de metamorfose.

“Não foi de uma hora para outra. Foi difícil poder me colocar dentro de uma visão política que eu ainda não tinha e visualizando essas duas vertentes, identifiquei que o Brasil que eu quero está muito mais a direita do que a esquerda e esquerda traz aquele discurso de ilusão, de enganação que eu fui uma vítima e hoje eu estou liberta. Se Deus quiser e me permitir, vou ajudar outras pessoas se libertarem, assim como eu tive a oportunidade”, concluiu.
 

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