
Quem tem o hábito de passar próximo ao viaduto que dá acesso ao 35º BI, já deve ter percebido que o local quase não tem acostamento. Em um trecho em frente à Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (Cerb) o mato já tomou conta do passeio, o que obriga os pedestres a disputarem espaço com os veículos no asfalto.

O perigo de atropelamento fica ainda mais alto se levar em consideração o grande fluxo de pessoas pelo local, em especial os adolescentes. Além dos hospitais e clínicas, uma escola estadual fica próxima ao local e o caminho é utilizado diariamente por estudantes.
“Normalmente de manhã tem muito trânsito e os carros passam aqui bem perto do passeio. Às vezes a gente não tem muito como atravessar ou então como passar. Tem que dividir a pista com o mato. Eu já vi atropelo, carro entrando nessa parte do mato”, disse a estudante Ana Beatriz.
“Realmente o horário da manhã é muito perigoso porque muitas motos vêm e muitas vezes não esperam o trânsito fluir e querem passar pela lateral, pelo único lugar que a gente tem para andar. Praticamente não existe acostamento aqui no local”, complementou o estudante Gabriel.
O local em Julho de 2024
Combo problemático
A dupla de estudantes relatou que os riscos só aumentam com o passar dos dias. Falta de sinalização, o passeio da Cerb coberto por mato e a imprudência de muitos motoristas colocam a vida de quem passa pelo local em risco.

“Eu vi um ônibus que desceu saindo do Clériston Andrade e tombou ali na frente. Outra vez eu vi um carro que estava quase descendo assim para a parte do passeio e vinha muitos estudantes e por pouco não aconteceu um acidente. Ele desceu de vez e parou na nossa frente”, disse Gabriel.

“Aqui está muito complicado porque tem a faixa de pedestre mas os carros não param. E ainda o passeio está cheio de mato, a gente tem que passar por dentro do mato ou se arriscar no meio da rua em tempo de ser atropelada. Todo dia eu passo por aqui e é essa mesma história. Aqui precisa fazer uma limpeza desse passeio e pintar a faixa de pedestre que já não existe mais”, disse Ayla Fernanda.

O Acorda Cidade entrou em contato com a Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (Cerb) para saber sobre a situação do passeio. A companhia respondeu com a nota abaixo:
A Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (CERB) informa que, após as intervenções realizadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) na BR, ao lado de sua sede local, permaneceu pendente a execução do passeio, cujo processo de autorização para construção ainda não foi concluído.
De todo modo, técnicos da Companhia já estão em elaboração de uma solução emergencial, que será adotada até a execução da obra definitiva.
A CERB reforça seu compromisso com a segurança da população e permanece à disposição para colaborar institucionalmente, dentro de suas atribuições legais, na implementação das melhorias necessárias para garantir o trânsito seguro de pedestres no trecho citado.
Com informações do repórter Paulo José do Acorda Cidade
Reportagem escrita pelo estagiário de jornalismo Jefferson Araújo sob supervisão do jornalista Gabriel Gonçalves
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