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Retirada de navio levará de 7 a 10 meses, diz Defesa Civil italiana

Equipes estudarão o que fazer com a embarcação dois meses antes. Resgates e remoção do combustível do Costa Concordia estão parados

30/01/2012 07:36
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Reprodução

Foto: Reprodução

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O navio Costa Concordia, que tombou na costa da ilha de Giglio, na Itália, deverá permanecer no local de sete a dez meses antes de ser rebocado, segundo o chefe da Defesa Civil italiana, Franco Gabrielli, neste domingo (29).

Segundo Gabrielli, serão necessários dois meses somente para saber o que fazer com a embarcação, antes de começar a desmontá-la ou rebocá-la por inteiro. Após essa análise, podem ser necessários até dez meses para a retirada completa do cruzeiro. A população local afirma que, caso o combustível seja removido, é possível aguentar as operações na costa durante mais nove meses.

Movimentação


Segundo a imprensa italiana, as condições do mar estão fazendo o cruzeiro se movimentar com maior intensidade que nos últimos dias. Os técnicos calcularam que nas últimas seis horas o casco se movimentou 3,5 centímetros, enquanto nos últimos dias ele deslizava dois ou três milímetros por hora.

Mas para as autoridades locais, o risco do navio deslizar a ponto de naufragar completamente é pequeno, que a embarcação está estável com um dos lados repousados a 20 metros de profundidade. A previsão meteorológica aponta que o tempo continuará a piorar nos próximos dias.

O mau tempo e o mar agitado forçaram a suspensão dos trabalhos de resgate neste final de semane em Giglio. A retirada dos 2,3 mil toneladas de combustível do cruzeiro, que pode ser nocivo às espécies marinhas locais, também está parada e pode levar de 3 semanas a até um mês, segundo a companhia holandesa Smit, responsável pela operação.

Histórico


O Costa Concordia tombou para o lado no dia 13 de janeiro, após um desvio de rota e uma colisão com rochedos. O capitão da embarcação, Francesco Schettino, foi preso pelas autoridades italianas por múltiplas acusações, entre elas a de ter abandonado o navio antes da retirada completa das 4,2 mil pessoas a bordo, entre passageiros e tripulação.

No sábado, foi identificado o corpo da 17ª vítima do naufrágio: Erika Fani Soria Molina, uma peruana que trabalhava no cruzeiro. Quinze pessoas ainda seguem desaparecidas. As informações são do G1.

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