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Taxa de analfabetismo na Bahia é quase o dobro da média nacional

No Estado, o analfabetismo ainda é mais preocupante na zona rural, onde estão concentrados pouco mais de 53% (962 mil) dos moradores com incapacidade de realizar leituras ou escrever. Nas áreas urbanas, os números também impressionam: 845 mil pessoas que vivem nas cidades enfrentam o problema.

09/09/2010 11:32
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Mais de 12% do total de analfabetos do Brasil (14,1 milhões) está na Bahia: 1,8 milhão de baianos com 15 anos ou mais não sabem ler e escrever, o que corresponde a 16,7% da população do Estado nesta faixa etária. A boa notícia é que entre 2004 e 2009, houve queda de 4,24 pontos percentuais nesta taxa.

A diminuição é mais significativa do que no Brasil, onde houve recuo de 1,8 ponto percentual, e do que no Nordeste, onde foi registrada a maior queda regional do País no número de analfabetos, 3,7 pontos, chegando a 18,7% da população. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada nesta quarta-feira, 8, pelo IBGE.  Os números verificados na Bahia e no Nordeste, no entanto, ainda são bem maiores do que a média nacional (9,6%).

No Estado, o analfabetismo ainda é mais preocupante na zona rural, onde estão concentrados pouco mais de 53% (962 mil) dos moradores com incapacidade de realizar leituras ou escrever. Nas áreas urbanas, os números também impressionam: 845 mil pessoas que vivem nas cidades enfrentam o problema.

“No meio rural ainda há uma grade deficiência na oferta de escolas, de infraestrutura adequada para a alfabetização. Já os números do meio urbano sofrem reflexos da presença das pessoas que saíram da zona rural para as cidades, levando consigo os problemas, como o analfabetismo”, explica Joilson Rodrigues, coordenador de informação do IBGE na Bahia.

Mais de 95% dos analfabetos baianos têm 25 anos ou mais, o que, segundo Rodrigues, mostra que este é um problema histórico, que deve ser superado já nesta geração, uma vez que quase 98% dos baianos com idade entre 7 e 14 anos estão estudando. “Quando nós falamos em analfabetismo, falamos em um passivo histórico. A taxa vai crescendo à medida que se aumenta a idade. O que se espera é que a nova geração não contribua com a ampliação das taxas”, disse. (As informações são do A Tarde)

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