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Menino de dois anos que fumava até 40 cigarros por dia larga o vício

Ardi Rizal causou choque quando um vídeo em que ele aparecia fumando foi divulgado ao redor do mundo ainda no mês de maio, atraindo atenção para a ineficiência do governo da Indonésia em regular o acesso ao tabaco.

02/09/2010 15:54
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 Ahmad Naafi/AFP| Após fumar quase 40 cigarros por dia, menino indonéso fumante de apenas dois anos passa por tratamento e larga o vício

Foto: Ahmad Naafi/AFP| Após fumar quase 40 cigarros por dia, menino indonéso fumante de apenas dois anos passa por tratamento e larga o vício

Um menino indonésio de dois anos que chegou a fumar 40 cigarros por dia largou o vício após receber um intenso tratamento médico, informou o governo local.

Ardi Rizal causou choque quando um vídeo em que ele aparecia fumando foi divulgado ao redor do mundo ainda no mês de maio, atraindo atenção para a ineficiência do governo da Indonésia em regular o acesso ao tabaco.

"Ele parou de fumar e o mais importante é que ele não pede mais por cigarros", disse Arist Merdeka, secretário-geral da comissão nacional de proteção infantil.

Seis meses após o pai de menino ter lhe dado seu primeiro cigarro, o menino, obeso, já estava fumando dois maços por dia e tendo violentos ataques de birra caso seu vício não fosse saciado.

Em companhia da mãe, o menino deixou seu vilarejo na ilha de Sumatra para receber tratamento na capital Jacarta.

"Ele recebeu terapia psicossocial por um mês. Os terapeutas o mantinham ocupado com atividades e o encorajam a brincar com crianças da mesma idade. Nós mudamos sua atenção dos cigarros para brincadeiras", disse Sirait.

O caso trouxe à tona o pesado marketing das indústrias de tabaco em países em desenvolvimento como a Indonésia, onde as regras do setor são pífias e muitas pessoas ainda não sabem dos perigos relacionados ao tabagismo.

Sirait disse que o governo da Indonésia forneceu apoio financeiro aos pais do garoto, que disseram desconhecer os perigos do cigarro e usavam a nicotina para manter o menino feliz enquanto trabalhavam.

O consumo de cigarros no país é de cerca de 240 milhões de pessoas e aumentou 47% nos anos 90, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

CHOQUE

Ainda em maio, quando o caso do menino foi divulgado ao redor do mundo, agentes de saúde locais ofereceram um carro novo para a família Rizal com a condição do menino largar o vício, mas na época seus pais sentiam-se incapazes de detê-lo, por causa da birra que o menino fazia.

Na época a mãe declarou ao jornal que o filho estava totalmente viciado e que, se ele não recebesse cigarros, ficava bravo, gritava e batia a cabeça contra a parede, dizendo que se sentia tonto e doente.

De acordo com dados da Agência Central de Estatísticas, 25% das crianças do país, entre 3 e 15 anos, já experimentaram cigarro, sendo que 3,2% são fumantes ativas. O percentual de fumantes entre 5 e 9 anos aumentou de 0,4% em 2001 para 2,8% em 2004.

Uma lei de saúde aprovada em 2009 reconhece formalmente que o fumo é viciante, e uma coalizão antitabagismo está empurrando restrições mais severas ao fumo em lugares públicos, além de proibições de publicidade e avisos maiores dos danos nas embalagens de cigarro.

Mas um projeto de lei sobre o controle do tabagismo foi paralisado por causa da oposição da indústria do tabaco. O projeto pretende proibir a publicidade de cigarros e patrocínios, fumar em público e adicionar imagens gráficas às embalagens.

( As informações são do Folha)

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